O que o país precisa é reduzir a dependência de governantes incompetentes e comprometidos com interesses de grandes grupos privados! Agora descobriram a bagunça que fizeram nas tarifas! De qualquer modo, o c …

O que o país precisa é reduzir a dependência de governantes incompetentes e comprometidos com interesses de grandes grupos privados!


Agora descobriram a bagunça que fizeram nas tarifas! De qualquer modo, o consumidor será prejudicado, pois a indústria repassará o aumento de custos. O que faz a tarifa industrial média ser barata no Brasil é a escalada do dolar e os previlégios de alguns setores que ainda mantêm subsídios.



Eletrobrás fará captação no exterior para investir

Rodrigo Bittar
, De Brasília



O Conselho Monetário Nacional (CMN) autorizou a Eletrobrás a captar recursos no exterior para realizar investimentos. A expectativa do governo é que todas as empresas que compõem a holding de energia elétrica (Furnas, Chesf e Eletronorte) captem cerca de US$ 100 milhões para concluir projetos que aumentem a oferta de energia, como a ampliação da usina de Tucuruí, projetos de térmicas a gás e ampliação e construção de linhas de transmissão.


Na prática, o CMN concedeu à Eletrobrás as mesmas possibilidades de captação permitidas à Petrobras, com a alteração do artigo 1º da resolução 2.515, de 29 de junho de 1998. Essa resolução obriga as empresas públicas a usar os recursos externos somente para o refinanciamento de dívidas próprias já contratadas. O privilégio de poder usar esses empréstimos para investimentos é restrito à Petrobras, desde o ano passado, e à Eletrobrás. O secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, José Guilherme Reis, informou que a própria empresa definirá a data dessa captação.


Recentemente, o governo federal definiu que as empresas da holding Eletrobrás vão construir as cinco linhas de transmissão consideradas prioritárias para permitir que toda energia nova gerada pelo sistema possa ser distribuída entre as regiões. Só essas obras estão orçadas em R$ 700 milhões. A intenção do governo federal é reduzir a dependência do setor energético brasileiro da geração hidráulica, criando mecanismos para evitar riscos de racionamentos em anos de baixos índices pluviométricos.



Colaborou Fábia Prates, de Brasília



Parente afirma que tarifa industrial será reajustada

Miriam Karam
, De Curitiba


O presidente da Câmara de Gestão da Crise de Energia Elétrica (GCE), ministro Pedro Parente, acenou ontem com a possibilidade de um reajuste de tarifas para o setor elétrico. Mas ele recairá, segundo o ministro, sobre as indústrias, "onerando menos o consumidor residencial, que já paga mais caro".


Ressaltando não haver ainda qualquer decisão do governo, Parente disse que a questão está em estudo e reafirmou que é preciso "consertar" as tarifas.


"Defendo a menor tarifa possível, mas não uma tarifa artificial", disse, referindo-se à necessidade de repassar todos os custos, incluindo os não gerenciáveis das concessionárias do setor elétrico.


A maior incidência do reajuste sobre as contas das indústrias se justifica, segundo o ministro, porque o setor hoje é beneficiado por subsídios cruzados. "A energia mais cara é a energia que não existe", afirmou o presidente da Câmara de Gestão da Crise de Energia, ao participar, em Curitiba, da instalação da Câmara Técnica de Energia, entidade ligada ao Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável.


Em palestra a empresários, Parente garantiu que não será necessário adotar o plano B (apagões e feriados) pelo menos até 15 de novembro das regiões Sudeste e Centro-Oeste.


Já a região Nordeste só está preservada, com segurança, até o final de outubro.


Com a entrada em operação de novas geradoras no próximo ano, Parente calcula que a necessidade de redução no consumo de energia vai se limitar a 5% em 2002, mesmo que o próximo ano "seja um ano ruim em hidrologia".



Termelétrica abastecerá programas com gás

De Brasília


Parte do gás do Programa Prioritário de Termeletricidade (PPT) ficará reservado para programas de co-geração de energia, segundo nova resolução da Câmara de Gestão da Crise de Energia Elétrica (GCE), que irá beneficiar 35 projetos que somam 650 MW.


Segundo o ministro de Minas e Energia, José Jorge, 4,4 milhões de metros cúbicos de gás por dia, de um total de 40 milhões do PPT ficarão reservados a esses empreendimentos. A decisão, disse, não prejudica o atendimento às 32 usinas previstas no PPT. "As empresas usam cerca de 70% do gás contratado, porque uma usina termelétrica não funciona 24 horas por dia", afirmou o ministro.


O governo já tem a relação das 35 empresas interessadas no gás. Elas se inscreveram no programa de novas usinas que se enquadrariam no PPT, de olho nas facilidades do programa: preço fixo do gás por período de 12 meses e garantia de venda da energia gerada.


Desses projetos de co-geração, sete já estão operando, nove em construção e o restante em fase de desenvolvimento do projeto. Cinco daquelas que já estão prontas serão as primeiras a entrar no programa: Kaiser Pacaembu, Kaiser Jacareí, Suape, Carioca Shopping e Copesul. Elas têm capacidade de gerar 70 MW.


Outra resolução da Câmara, divulgada ontem, determina que os condomínios residenciais sejam incluídos na classe de consumidores comerciais e serviços para o cálculo da sobretaxa, a partir do faturamento de outubro. A sobretaxa para consumidores residenciais é de 50% para consumo entre 200 e 500 quilowatts (KW). A partir de 500 KW, a sobretaxa é de 200%.


José Jorge afirmou que no dia 15 de outubro o governo poderá se posicionar sobre a meta de consumo a ser respeitada a partir de dezembro. Há possibilidades de redução da atual meta de 20% de racionamento. Ele praticamente descartou a adoção do chamado Plano B -que prevê de feriados a apagões- a partir de dezembro, exatamente por causa do período de chuvas.


Há quinze dias, o ministro Pedro Parente, presidente da GCE, afirmou que o plano B estava descartado até final de outubro para o Sudeste e até meados do mesmo mês para a região Nordeste. (FP)



Racionamento no verão pode ser reduzido a 5%


Ocorrência de chuvas na estação poderá aumentar o nível dos reservatórios e amenizar a crise


ROBERTO CORDEIRO


BRASÍLIA – A Câmara de Gestão de Crise de Energia Elétrica (GCE) vai rever em novembro a meta de redução do consumo de eletricidade para o verão – de dezembro a março. Segundo o ministro de Minas e Energia, José Jorge, como nessa estação as chuvas são mais intensas, o governo pretende fixar um novo porcentual de economia. Ele assegurou também que o chamado Plano B, que prevê apagões e feriados, não será aplicado durante o período chuvoso.


"Nesta época de chuvas, os níveis dos reservatórios ficam dentro das expectativas", afirmou José Jorge. "Certamente, a meta vai ser diferente no verão." A expectativa de técnicos do governo é que a meta fique em 5%, 15 pontos porcentuais a menos que a meta atual, de 20%.


O plano de racionamento leva em consideração o comportamento das barragens das hidrelétricas nos períodos de seca e de chuva. A meta de 20% adotada em junho deveu-se ao fato de a quantidade de água nos reservatórios ser insuficiente para o abastecimento de eletricidade na maioria das regiões do País.


Segundo o ministro, somente no fim de novembro a GCE terá dados para adotar a redução da meta. A base de consumo continuará sendo maio, junho e julho do ano passado, e não o último verão, quando certamente o consumo de energia foi maior.


O gasto de energia no verão costuma ser 20% a 30% superior à média do ano nos 31 municípios atendidos pela Light, no Rio de Janeiro. Embora especialistas advirtam que o número não deve repetir-se este ano por causa do racionamento, o consumo de eletricidade fatalmente aumenta no verão.


Segundo o coordenador do programa de planejamento energético da UFRJ, Maurício Tolmasquim, a preocupação não pode restringir-se apenas ao nível dos reservatórios. "É claro que vai chover mais durante o verão, e isso vai preservar o nível dos reservatórios. Mas o governo não pode esquecer que o Brasil terá de atravessar 2002 inteiro com a água que será armazenada na próxima estação chuvosa. " (Colaborou Paulo Cabral)



Categoria

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *