Quem consultar nossas previsões, pode constatar que estamos acertando todas! Tarifas de energia elétrica devem ter reajuste maior Aumento será conseqüência do repasse dos gastos com termelétricas …

Quem consultar nossas previsões, pode constatar que estamos acertando todas!



Tarifas de energia elétrica devem ter reajuste maior


Aumento será conseqüência do repasse dos gastos com termelétricas


GERUSA MARQUES


BRASÍLIA­ A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) publica hoje uma resolução fixando novos valores para as quotas da Conta de Consumo de Combustíveis (CCC), o que provocará um impacto médio para cima de 1,87% sobre as tarifas de energia elétrica nas datas dos reajustes anuais. Segundo nota distribuída ontem pela Aneel, a revisão dos valores da CCC representará um aumento de 31,07% no total das quotas previstas para este ano.


Os recursos recolhidos à CCC servem para compensar os custos de uso de combustíveis fósseis, como por exemplo os óleos combustível e diesel, para geração de energia termelétrica. Esses custos são rateados entre todos os consumidores de energia elétrica do País.


A Aneel explica, na nota, que com a revisão os recursos necessários para a cobertura da CCC em 2001 passam de R$ 1,995 bilhão para R$ 2,615 bilhões. A nota informa ainda, que a revisão das quotas foi feita a pedido da Eletrobrás, que é a administradora da CCC.


A revisão dos valores se deve, sobretudo, segundo a agência, ao aumento da geração de energia por termelétricas, ocasionado pela falta de chuvas que impossibilitou maior geração de energia por hidrelétricas. Outros fatores foram os reajustes dos combustíveis ocorridos neste ano.



Comentário do ILUMINA


Na nossa opinião, nas circunstâncias atuais, esse aumento, além de injusto, não deveria ser aplicável.


Porque?


Esses aumentos estão classificados sob o nome de "custos não gerenciáveis". Será que o maior gasto de combustíveis é um custo não gerenciável? É, quando a hidrologia mostrar um comportamento desfavorável não previsto. A atual tendência hidrológica está longe de ser aquela temida ocorrência. Não é o ILUMINA quem diz! Basta consultar o relatório Kelman da Comissão especial para análise da crise eenergética do próprio MME.


Na realidade a crise que levou à utilização das térmicas no máximo foi uma decisão conjunta do setor público com o setor privado. Desde 1997 a crise estava anunciada nos relatórios dos orgãos de planejamento. O ONS, empresa privada onde todas as empresas têm assento, já previa a atual situação desde 1999.


Portanto, de um certo modo, a crise foi gerenciada apostando na benevolência meteorológica. Aposta conjunta do governo neo-liberal e dos empresários privados.


Ou seja, esse aumento é roubo mesmo!


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