O que as notícias não dizem é que: 1 – Essas usinas só ficam prontas daqui a 4 anos. 2 – Elas são insuficientes para suprir o aumento de consuno de apenas 8 meses do mercado brasileiro. 3 – Elas foram …

O que as notícias não dizem é que: 1 – Essas usinas só ficam prontas daqui a 4 anos. 2 – Elas são insuficientes para suprir o aumento de consuno de apenas 8 meses do mercado brasileiro. 3 – Elas foram arrematadas na sua maioria por grandes consumidores e Autoprodutores que vão utiliza-las para uso próprio.


Mas não fique triste, para nós pequenos consumidores, as usinas a gás com preço o dobro do atual.


Novas usinas vão gerar R$ 9 bilhões (JB – 1/12)

Receita de R$ 4 bilhões em 30 anos e economia de R$ 5 bilhões em investimentos em geração de energia. Esse foi o saldo obtido pelo governo com o leilão de 11 novas usinas hidrelétricas realizado, ontem, pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). ”Algumas dessas usinas já tinham morrido, pois suas concessões foram cassadas. Com o leilão, o governo não terá que investir mais e os outros (empresas) ainda pagam”, afirmou o diretor-geral da Aneel, José Mário Abdo.


As 11 hidrelétricas deverão ficar prontas em três anos. Elas acrescentarão 2.666 Megawatts (MW) de energia ao país e beneficiarão cerca de 19 milhões de habitantes, espalhados por dez Estados. Os projetos deverão gerar 28 mil empregos.


Estrangeiros – Trinta e cinco empresas participaram da concorrência para obter a concessão da construção das usinas. Abdo destacou a presença internacional no leilão. Sozinhos ou integrando consórcios vencedores, estavam presentes grupos da França (Electricité de France/EDF), Inglaterra (Billiton Metais), Portugal (Electricidade de Portugal/EDP), Estados Unidos (Alcoa Alumínio) e Bélgica (Tractebel).


A EDF, que controla a Light, vai pagar R$ 1,1 milhão por ano – a partir do oitavo ano de concessão – pela usina Simplício, que fica no rio Paraíba do Sul, entre os municípios de Chiador (Minas Gerais) e Sapucaia (Rio de Janeiro). Segundo o diretor de geração da Light, José Roberto de Barros, o projeto deverá ser concluído em 2006, com investimentos da ordem de R$ 600 milhões. A usina terá capacidade para gerar 323,7 MW de energia, que deverá ser comprada pela Light para atender seus consumidores.


O leilão foi marcado por ágios – diferenças entre o valor mínimo estipulado e o pago – surpreendentes. O maior ágio, de 3.089,66%, foi bancado pelo consórcio Ener-Rede, formado pela EDP e pelo Grupo Rede, na compra da Usina Couto Magalhães, no Rio Araguaia, entre Goiás e Mato Grosso: R$ 18,5 milhões, contra um preço mínimo de R$ 580 mil.




Reajuste ainda não foi definido, explica ministro (Estado de São Paulo 1/12)


Mas José Jorge adianta que não deve chegar aos 30% estimados na ata do Copom

RIO – O ministro de Minas e Energia, José Jorge, informou ontem que o reajuste de energia elétrica a ser aplicado no ano que vem ainda não foi definido pelo governo. Entretanto, adiantou que o aumento das tarifas não deve chegar aos 30% que constam das estimativas da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgadas na quinta-feira pela equipe econômica.

"Não há definição sobre o reajuste. As notícias que estão nos jornais são baseadas em estimativas macroeconômicas", disse José Jorge. De acordo com o ministro, este ano só estão programados os reajustes anuais previstos nos contratos das empresas de energia e permitidos pela lei que criou o Plano Real. José Jorge lembrou que a maioria das distribuidoras já teve suas tarifas elevadas em 2001.

O ministro, que participou do leilão de aproveitamentos hidroelétricos na Bolsa de Valores do Rio de Janeiro, afirmou ainda que as novas metas para os municípios onde o consumo de eletricidade é maior durante o verão serão analisadas pela Câmara de Gestão da Crise Energética na próxima terça-feira.

O governo deverá dar um alívio às regiões mais quentes do País durante os meses de verão. (N.P.)


Economia de energia cai para 5,9% no Sudeste

Ramona Ordoñez GLOBO 1/12

Com a chegada de temperaturas mais elevadas e depois de seis meses de racionamento, a população está deixando de lado cada vez mais suas metas de economia de energia. No último dia 28, a economia de energia nas regiões Sudeste e Centro-Oeste foi de apenas 5,9%, a menor desde o início do racionamento em junho passado e bem inferior à meta de 20%. Nos 31 municípios atendidos pela Light no Estado do Rio, a economia de eletricidade foi de 4,8% no dia 28, sendo que no acumulado de novembro, até o dia 29, a redução do consumo na área da Light era de 16%, com temperaturas médias de 35 graus.


Na Região Nordeste, onde a situação é mais crítica, a redução do consumo foi de 9,5% no dia 28. Segundo dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), no dia 29, a economia de energia nas regiões Sudeste e Centro-Oeste atingiu 7,2% e 8,2%, no Nordeste.


Ministro não crê em reajuste de tarifas de 30% em 2002


O ministro de Minas e Energia, José Jorge, disse ontem que não será concedido neste ano o reajuste extraordinário nas tarifas de energia para compensar os prejuízos das distribuidoras com o racionamento. Segundo ele, até o fim do ano serão concedidos apenas os reajustes anuais previstos nos contratos de concessão.


– Este ano não será aplicado reajuste a não ser aqueles normais das concessionárias, mas a maioria já teve seus reajustes neste ano- explicou José Jorge.


Segundo o ministro, a estimativa de um reajuste nas tarifas de energia elétrica da ordem de 30% para o próximo ano foi feita pelo Banco Central para estimar o nível de inflação. Segundo José Jorge, nessa estimativa já estão incluídos todos os reajustes anuais que terão que ser concedidos como eventualmente um reajuste extraordinário.


– Esse reajuste de 30% é uma estimativa de um reajuste total que poderá vir no ano que vem, e já incluiu tudo. Mas nós, do setor elétrico, não acreditamos que o reajuste chegue a isso – disse ele.


A concessão de um reajuste extraordinário nas tarifas será discutida pela Câmara de Gestão da Crise de Energia Elétrica (GCE), na próxima terça-feira. O diretor-geral da Aneel, José Mário Abdo, disse que a decisão sobre o reajuste sairá este ano.


Victer encaminhará dados à Câmara de Gestão da Crise


José Jorge disse ontem que a revisão nas metas de consumo de energia no Rio de Janeiro também será avaliada na reunião da GCE, na terça-feira. O ministro, que participou ontem do leilão para a concessão de construção e operação de 11 usinas hidrelétricas realizado na Bolsa de Valores do Rio pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), não adiantou quais poderão ser as novas metas para o Rio, admitindo apenas que serão revistas.


O secretário de Energia, Indústria Naval e Petróleo do Rio, Wagner Victer, informou que hoje deverá encaminhar à GCE uma série de dados e informações sobre o consumo de energia elétrica no Rio no período de verão.


Segundo Victer, qualquer que seja a meta a ser adotada para o Rio, terá que levar em consideração os meses de verão e não os do inverno.


Com a meta de redução de 7% com base nos meses de inverno, como foi fixada, os consumidores residenciais, principalmente a classe média, terá que economizar 58% de energia em relação ao que gastou no verão passado.


Cresce o volume de água no Sudeste (Estado de São Paulo 1/12)

Nível dos reservatórios está mais alto do que em novembro do ano passado

JOSÉ RAMOS

BRASÍLIA – As usinas hidrelétricas das regiões Sudeste e Centro-Oeste estão iniciando dezembro com cerca de 23% de água nos reservatórios, pouco acima do nível existente em novembro do ano passado.

Segundo o relatório do Operador Nacional do Sistema (ONS), até o dia 29 o armazenamento estava em 22,89%, mas crescendo mais de um ponto porcentual a cada dia. Em outubro, estava em 21,19%. A média de economia do mês chegou a 15,5% na quinta-feira, já caracterizando o menor resultado desde o início do racionamento.

No Nordeste, os reservatórios continuam enchendo, mas atingem um patamar três vezes menor do que o do ano passado: 7,75% no último dia 29, ante 27,5% em 29 de novembro de 2000. A afluência de água na região está em apenas 62% da média histórica.

A economia de energia ficou em 8,2 na quinta-feira, e acumulou 12,7% no mês.

No Norte, a economia no dia 29 foi de 18,2%, acumulada de 19,5. O reservatório de Tucuruí atingiu 24,58%, e a afluência de água está em 92% da média histórica.

É com base na água acumulada nos reservatórios que o governo deverá aumentar o suprimento de energia para as cidades com alto consumo no verão. Mas o presidente da Câmara de Gestão da Crise de Energia Elétrica, Pedro Parente, alertou que estas folgas valem apenas para o período de dezembro a fevereiro. Para o próximo ano, nada ainda está definido.


Aneel leiloa 11 hidrelétricas pequenas

Os aproveitamentos hidrelétricos vão gerar 2,6 mil megawatts a partir de 2006

NICOLA PAMPLONA e EUGÊNIO MELLONI

RIO – A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) licitou ontem a concessão de 11 aproveitamentos hidrelétricos, ou seja, autorizações para que a iniciativa privada construa usinas em cachoeiras, em pontos delimitados pelo governo, desde que adquiram o licenciamento ambiental. As hidrelétricas, todas de pequeno porte, garantirão a oferta de 2,6 mil megawatts (MW) novos de energia ao País a partir de 2006.

O leilão, dividido em dez blocos, foi bastante disputado, com participação de 29 grupos e ágio médio de 1.518,2%. As concessões garantirão ao governo uma arrecadação de R$ 4 bilhões nos próximos 30 anos, com o pagamento das taxas anuais de outorga, de acordo com o diretor-geral da Aneel, José Mário Abdo. As empresas vencedoras terão de investir cerca de R$ 5 bilhões. "Os altos ágios e a disputa refletem a confiança do investidor no País", disse Abdo.

Grandes consumidores de energia disputaram as vendas. A usina de Salto Pilão, projetada para gerar 181 MW em Santa Catarina, por exemplo, recebeu 78 lances e foi arrematada com ágio de 2.437,31%. O Grupo Votorantim foi o grande destaque. Fez lances para sete lotes e arrematou quatro (três deles em consórcio). O grupo aposta nos investimentos em geração para se proteger de um possível aumento nas tarifas para consumidores industriais, de acordo com José Said de Brito, diretor da empresa. Com o leilão, a empresa garantiu potência total de 1.720 MW.

A usina Couto Magalhães, no rio Araguaia, com apenas 150 MW de potência instalada, teve o maior ágio: 3.089,66%. A maior usina oferecida, a Santa Isabel, que deverá ser erguida na divisa entre os Estados do Pará e Tocantins, com capacidade de 1.087 MW, obteve o maior valor: R$ 61 milhões.

A Aneel lança, no próximo mês, o edital para a licitação de 10 trechos de linhas de transmissão, em um total de 2,1 mil quilômetros de malha. No início de 2002, outro edital será lançado, desta vez para o leilão de 11 aproveitamentos hidrelétricos, com capacidade total de 3,9 mil MW.


"Ministério do apagão" deve mudar meta do Rio na terça (Folha 1/12)

DA SUCURSAL DO RIO

O ministro de Minas e Energia, José Jorge, disse ontem que uma solução para a reclamação de Estados e cidades mais afetadas pelo calor em relação às novas metas de racionamento está próxima.

Segundo ele, a questão deve ser resolvida na próxima terça-feira, quando a GCE (Câmara de Gestão da Crise de Energia) vai se reunir, em Brasília, para discutir a revisão das cotas.

Estados como o Rio de Janeiro, onde o uso de ar-condicionado é maciço no verão, reclamaram do fato de o governo ter mantido os meses frios de maio, junho e julho como referência para a meta de consumo.

Apesar da redução da meta para 7% no caso do Rio, o racionamento seria maior do que os 20% vigentes até o começo do mês, se a referência for mantida. O governo do Rio estuda entrar na Justiça contra a medida da GCE de flexibilizar o racionamento.

José Jorge disse ainda que não haverá aumento extraordinário nas tarifas de energia neste ano, além dos que já estão previstos.

Para o ministro, a projeção do Banco Central de impacto 30% maior das tarifas de energia sobre a inflação em 2002 é "apenas uma estimativa macroeconômica, que inclui também os reajustes normais". "Tudo indica que vai ficar abaixo disso no ano que vem."

O ministro afirmou ainda que não ficou acertado o percentual de aumento extra a ser concedido às distribuidoras de energia. Esse reajuste está em estudo no governo, especialmente no BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), para compensar perdas financeiras das empresas com a queda do consumo durante o racionamento.

O presidente do BNDES, Francisco Gros, havia dito à Folha que o banco estatal financiará de 80% a 90% das perdas de faturamento que as empresas de geração e distribuição de energia elétrica tiveram com o racionamento. Havia dito ainda que o Tesouro Nacional, por meio do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador), poderá liberar os recursos.


Consumo

O consumo de energia elétrica teve uma pequena diminuição anteontem, depois de todas as regiões onde há racionamento terem atingido o pior índice de economia, na quarta-feira.

No dia 29, o Sudeste e o Centro-Oeste reduziram os gastos em 7,2%, o Nordeste, em 8,2%, e o Norte (leste do Pará e partes de Tocantins e Maranhão, na classificação do setor elétrico), em 19,2%.

As chuvas de novembro deixaram o nível de água dos reservatórios acima do previsto. No Sudeste e Centro-Oeste esse índice estava 10,1 pontos percentuais acima do previsto, e no Nordeste, 3,38 pontos percentuais.

Com isso, os reservatórios das regiões Sudeste e Centro-Oeste iniciam dezembro com 22,89% da sua capacidade de armazenamento de água, índice pouco acima do nível existente no começo de dezembro de 2000.

Dados preliminares do ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), até o dia 29, indicam que novembro foi o mês em que o Sudeste e o Centro-Oeste mais desobedeceram às metas.

Até anteontem, o Sudeste havia economizado 15,5%, e o Nordeste, 12,7%. A meta de redução era de 20% em relação aos gastos de maio, junho e julho de 2000.

A partir de hoje, as metas estão mais flexíveis para os consumidores residenciais e de estabelecimentos comerciais e de serviços: 5% no Norte, 12% no Sudeste e 17% no Nordeste.

No Sudeste e no Nordeste, as metas das cidades turísticas serão de 7% e 12%, respectivamente.


Categoria

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *