“Si no me quierem, me voy”


Essa foi a reação do empresário Sr. Eike Batista (ex de Luma de Oliveira) às ameaças do governo Evo Morales, da Bolívia, de expulsar a empresasiderúrgica EBX, da qual é o controlador, do território boliviano.


O projeto da usina siderúrgica previa o uso de minério de ferro importado da mina 63, do Mato Grosso do Sul (Brasil), para fabricar inicialmente ferro-gusa e depois ferro-esponja na Bolívia. Como combustíveis seriam usados coque importado da Colombia,gás natural da Bolívia e carvão vegetal.


O governo boliviano acusa a EBX de uma série de irregularidades na sua localização e na licença ambiental.


O ferro-gusa é obtido através do processamento de minério de ferro com o carvão, seja mineral ou vegetal. Serve de matéria prima para a produção de aço, de peças especiais e fundidas. É um processo largamente conhecido no Brasil, onde são produzidas anualmente cerca de 10 milhões de toneladas.


Nos países onde existe gás natural abundante, usa-se o gás em vez do carvão e esse produto é conhecido como ferro-esponja. Ambos insumos têm o mesmo uso embora tenham composição químicadiferente, e são usados para enriquecer a carga dos fornos elétricos de siderúrgicas que também usam sucata para a produção do aço. Quanto à metalização, o gusa tem um grau ligeiramente melhor que o ferro-esponja.


No mundo, de todo o ferro primário produzido, 80% são de gusa, obtido por meio de processamento do ferro com gás. Poucas empresas no mundo detêm a tecnologia de produção de ferro-esponja. Isso significa que a EBX teria que investir um bom dinheiro se quisesse converter seu sistema de carvão vegetal para gás.



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