Termelétricas vão ajudar a evitar racionamento no Sul do país
O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) contará com a ajuda de duas termelétricas para ajudar a evitar racionamento no Sul do país.
A UEG Araucária, que tem potência instalada de 484 megawatts (MW) e é controlada pela paranaense Copel, deve entrar em funcionamento no fim de agosto. Em setembro será a vez de a usina de Uruguaiana, da AES, que tem potência de 600 MW, dar sua contribuição. Ela depende do fornecimento de gás da Argentina, país que suspende o fornecimento no inverno. No caso da UEG o gás deverá ser repassado pela Petrobras.
Como a estiagem no Sul do país continua, a região está recebendo 65% da energia que consome do Sudeste e do Centro-Oeste. De uma carga de 8.000 MW médios, 5.200 MW estão vindo de outros Estados (65%). Outros 900 MW são gerados por térmicas e apenas 1.900 MW estão sendo fornecidos por hidrelétricas. Com essas medidas, o nível dos reservatórios tem se mantido em 28% nos últimos dias.
Ontem o diretor-geral do ONS,esteve em Curitiba para uma reunião com representantes de 20 empresas do setor elétrico do Sul. Ele voltou a garantir que não haverá apagão.
Como a estiagem no Sul do país continua, a região está recebendo 65% da energia que consome do Sudeste e do Centro-Oeste. De uma carga de 8.000 MW médios, 5.200 MW estão vindo de outros Estados (65%). Outros 900 MW são gerados por térmicas e apenas 1.900 MW estão sendo fornecidos por hidrelétricas. Com essas medidas, o nível dos reservatórios tem se mantido em 28% nos últimos dias.
Ontem o diretor-geral do ONS,esteve em Curitiba para uma reunião com representantes de 20 empresas do setor elétrico do Sul. Ele voltou a garantir que não haverá apagão.
” Não há a menor possibilidade de racionamento. Estamos preservando o nível dos reservatórios, que está bem afastado da curva de segurança ” , disse. Essa curva, para os períodos de seca, é de 13%.
Na reunião, a primeira para tratar do assunto com os agentes do Sul, elemostrou o plano adotado pelo operador. Além das duas térmicas, ele espera também o retorno da operação do 3º transformador de Ivaiporã (PR), em agosto, para aumentar em cerca de 200 MW o limite de transferência de energia para o Sul. O equipamento faz a ligação de Itaipu com o Sudeste e apresentou problemas.
É a primeira vez que o sistema é usado para transferir tanta energia do Sudeste para o Sul. Em 2001, época do apagão, a região tinha água sobrando, mas a capacidade de transmissão era de 2.000 MW.
Na reunião, a primeira para tratar do assunto com os agentes do Sul, elemostrou o plano adotado pelo operador. Além das duas térmicas, ele espera também o retorno da operação do 3º transformador de Ivaiporã (PR), em agosto, para aumentar em cerca de 200 MW o limite de transferência de energia para o Sul. O equipamento faz a ligação de Itaipu com o Sudeste e apresentou problemas.
É a primeira vez que o sistema é usado para transferir tanta energia do Sudeste para o Sul. Em 2001, época do apagão, a região tinha água sobrando, mas a capacidade de transmissão era de 2.000 MW.
” O sistema foi reforçado, está mais robusto ” , afirma, que descarta, inclusive, a necessidade de economia de energia.
” Se for uma coisa voluntária, ótimo, mas uma coisa determinada, não há a menor preocupação com relação a isso. ”
O mesmo critério não vem sendo usado pela empresa de saneamento do Paraná, Sanepar, que tem avisado que, se não houver economia, ” a torneira vai secar ” .
O presidente da Copel, Rubens Ghilardi, lembrou que no ano passado o Sul também usou energia do Sudeste, porém em menor quantidade. Uma fonte do setor diz que, se não fosse o sistema interligado, o Sul hoje estaria parado.
O presidente da Copel, Rubens Ghilardi, lembrou que no ano passado o Sul também usou energia do Sudeste, porém em menor quantidade. Uma fonte do setor diz que, se não fosse o sistema interligado, o Sul hoje estaria parado.
” Estamos tranqüilos de que não haverá racionamento enquanto vier energia do Sudeste para o Sul ” , diz Ghilardi.
Há previsão de chuva para o Paraná nos próximos dias e, embora conte com isso, Chipp não deu prazo de validade para o plano em andamento.
” Não há nenhum limite ” , disse ele sobre informações de que o fornecimento estaria garantido só até agosto.
(Marli Lima | Valor Econômico)
(Marli Lima | Valor Econômico)
Comentário
Já vimos esse filme. As termelétricas, consumindo até gás argentino (que está escasso), para “salvar” situações críticas do sistema, devido às limitações na transferência de energia da região sudeste para o região sul.
Qual o prêço disso para o consumidor?
Concluímos que aprendemos muito pouco, em matéria de planejamento e investimentos, com as situações semelhantes que vivemos em 2001.