Comentário: A pasmaceira que toma conta dos técnicos mais experientes do setor elétrico brasileiro deve ser a razão pela qual essa notícia passa como se fosse simplesmente um registro de estatística sem importância. O ILUMINA não se alinha a esse conformismo.
1. Se o PLD está mostrando que vai ficar no entorno de R$250/MWh sob uma hidrologia que está longe de ser crítica (exceto o nordeste), é certo que os certificados de “garantia física” estão todos errados. Ou o setor enfrenta esse problema, ou caminhamos para mais riscos.
2. Uma notícia que diz que esse mesmo PLD oscilou de R$ 13,25 até R$ 166, 29 já deveria provocar alguma reação de quem entende um pouco do setor. Na realidade, de 2003 até 2007, o PLD médio ficou abaixo de R$ 20/MWh. Se, hoje, o mercado livre reclama dos R$ 250, seria o caso de perguntar: Quem comprou MWh abaixo de R$ 20? Comprou para si? Repassou?
3. Identificados esses agentes, e se alguns fossem exatamente os mesmos que estão reclamando, no mínimo se poderia dizer que, agora, cabe aos que se lambuzaram de energia quase gratuita, pelo menos, pagar sem reclamar.
É muito pior do que isso, mas estamos no Brasil….
Previsão é de que preço fique em torno de R$250/MWh
Por Wagner Freire
Os acontecimentos dos últimos 12 meses pressionaram o Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) a um novo patamar histórico. Na previsão da Comerc Energia, devemos terminar o ano com o PLD médio mais alto da história. “Deve ficar em torno de R$250 por MWh”, afirmou Cristopher Vlavianos, presidente da empresa. O executivo conversou nesta segunda-feira (9/9) com a imprensa e fez um balanço de um ano após a Medida Provisória 579, que será completado na próxima quarta-feira (11/9).
Dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), considerando os anos de 2003 a 2013, apontam que o PLD médio anual variou entre R$13,25/MWh (2003) e R$166,69 (2012).
Vlavianos explicou que a baixa hidrologia e o uso intenso das termelétricas contribuíram para pressionar o preço do PLD, que é utilizado na compra e venda de energia no mercado à vista. O indicador também é utilizado nas liquidações financeiras do mercado de curto prazo e serve como referência para contratos firmados no Ambiente de Contratação Livre.
Questionado sobre como o indicador deve ser comportar em 2014 – uma vez que muitas mudanças ocorreram neste ultimo ano, destaque para a CVaR (custo associado a um determinado risco), que vai pressionar ainda mais o preço do PLD, Vlavianos foi categórico ao responder: “2014 é uma incógnita”.
O PLD é calculado semalmente e é publicado pela CCEE. Para tanto, são utlizados dados do Operador Nacional do Sistema, considerando o Custo Marginal da Operação da rede para aquela semana.
A Comerc Gestão é a maior gestora independente de energia elétrica do País, responsável por gerir 15% da carga de energia de consumidores livres.
PLD médio em 2013 será o maior dos últimos 10 anos, prevê Comerc
Comentário: A pasmaceira que toma conta dos técnicos mais experientes do setor elétrico brasileiro deve ser a razão pela qual essa notícia passa como se fosse simplesmente um registro de estatística sem importância. O ILUMINA não se alinha a esse conformismo.
1. Se o PLD está mostrando que vai ficar no entorno de R$250/MWh sob uma hidrologia que está longe de ser crítica (exceto o nordeste), é certo que os certificados de “garantia física” estão todos errados. Ou o setor enfrenta esse problema, ou caminhamos para mais riscos.
2. Uma notícia que diz que esse mesmo PLD oscilou de R$ 13,25 até R$ 166, 29 já deveria provocar alguma reação de quem entende um pouco do setor. Na realidade, de 2003 até 2007, o PLD médio ficou abaixo de R$ 20/MWh. Se, hoje, o mercado livre reclama dos R$ 250, seria o caso de perguntar: Quem comprou MWh abaixo de R$ 20? Comprou para si? Repassou?
3. Identificados esses agentes, e se alguns fossem exatamente os mesmos que estão reclamando, no mínimo se poderia dizer que, agora, cabe aos que se lambuzaram de energia quase gratuita, pelo menos, pagar sem reclamar.
É muito pior do que isso, mas estamos no Brasil….
Previsão é de que preço fique em torno de R$250/MWh
Por Wagner Freire
Os acontecimentos dos últimos 12 meses pressionaram o Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) a um novo patamar histórico. Na previsão da Comerc Energia, devemos terminar o ano com o PLD médio mais alto da história. “Deve ficar em torno de R$250 por MWh”, afirmou Cristopher Vlavianos, presidente da empresa. O executivo conversou nesta segunda-feira (9/9) com a imprensa e fez um balanço de um ano após a Medida Provisória 579, que será completado na próxima quarta-feira (11/9).
Dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), considerando os anos de 2003 a 2013, apontam que o PLD médio anual variou entre R$13,25/MWh (2003) e R$166,69 (2012).
Vlavianos explicou que a baixa hidrologia e o uso intenso das termelétricas contribuíram para pressionar o preço do PLD, que é utilizado na compra e venda de energia no mercado à vista. O indicador também é utilizado nas liquidações financeiras do mercado de curto prazo e serve como referência para contratos firmados no Ambiente de Contratação Livre.
Questionado sobre como o indicador deve ser comportar em 2014 – uma vez que muitas mudanças ocorreram neste ultimo ano, destaque para a CVaR (custo associado a um determinado risco), que vai pressionar ainda mais o preço do PLD, Vlavianos foi categórico ao responder: “2014 é uma incógnita”.
O PLD é calculado semalmente e é publicado pela CCEE. Para tanto, são utlizados dados do Operador Nacional do Sistema, considerando o Custo Marginal da Operação da rede para aquela semana.
A Comerc Gestão é a maior gestora independente de energia elétrica do País, responsável por gerir 15% da carga de energia de consumidores livres.
