A chuva não apaga o risco! Nível de água de hidrelétricas supera expectativas BRASÍLIA, 25 – O nível dos reservatórios das usinas hidrelétricas nas regiões Sudeste e C …

A chuva não apaga o risco!


Nível de água de hidrelétricas supera expectativas

BRASÍLIA, 25 – O nível dos reservatórios das usinas hidrelétricas nas regiões Sudeste e Centro-Oeste está aumentando. A assessoria do Ministério de Minas e Energia informou que o nível dos reservatórios deverá atingir, até o dia 30 deste mês, 31,8% do seu volume máximo. A previsão inicial era que, no final deste mês, os reservatórios estivessem com 26,4% de sua capacidade preenchida. Também melhorou a situação dos reservatórios das usinas hidrelétricas do sul do país. Com as últimas chuvas, o volume de água deverá atingir, até o final do mês, 88,9%. A previsão inicial era de 56,7%. Com o aumento das chuvas, foi suspenso o envio de energia da Região Nordeste para o abastecimento de energia dos estados da Região Sudeste, poupando com isso o nivel dos reservatórios das usinas da Chesf. Os dados foram divulgados há pouco, após a reunião do Comitê Permanente de Gerenciamento do Setor Elétrico, do qual fazem parte o Ministério de Minas Energia, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o operador Nacional do Sistema (ONS) a Eletrobras e o Fórum Nacional dos Secretários de Energia. Fonte: Agência O GLOBO (Mônica Tavares/Sueli Montenegro)


Risco de falta de energia é três vezes maior que o aceitável, diz especialista

São Paulo, 25 – O presidente da Sociedade Brasileira de Planejamento Energético (SBPE), Maurício Tiomno Tolmasquim, disse há pouco que a probabilidade de faltar energia no país hoje é três vezes maior que o risco historicamente aceitável pela Eletrobras. Para a estatal, o risco aceitável é de 5% de falta de energia, mas hoje essa porcentagem já chega a 15%. – Ninguém pode afirmar que vai faltar energia, mas a probabilidade atual de desabastecimento é muito maior do que nos últimos anos – destacou. Tolmasquim, que na manhã de hoje fez uma palestra para empresários na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), afirmou que na hipótese de faltar mil megawatts ao sistema elétrico brasileiro durante seis meses, o país teria um prejuízo de US$ 2 bilhões. Segundo ele, isso corresponderia a uma falta de 4 mil gigawatts/hora a um custo de US$ 500 por megawatt. O presidente da SBPE criticou o plano estratégico que o Governo está montando para suprir deficiências de energia, que é centrado na construção de usinas termoelétricas. De acordo com ele, o programa vai ter um custo muito elevado para a sociedade, pois o Governo vai garantir o preço do gás, vai dar financiamento subsidiado do BNDES para a construção das usinas e ainda discute a possibilidade de dolarizar a tarifa. – Em um país que utiliza apenas 25% de sua bacia hidrográfica, é um custo muito elevado que vai se cobrar do consumidor e do contribuinte brasileiro – afirmou. Fonte: Agência O GLOBO (Marcelo Rehder/Rejane Aguiar)










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