Afinal, de quanto é a queda do consumo de energia elétrica?

 

O gráfico acima mostra a evolução da carga total do sistema de janeiro de 2000 até dezembro de 2015.

  • Fica evidente o primeiro aperto em 2001 por conta do racionamento. Ali, o consumo caiu cerca de 3.000 GWh/mês.
  • Na crise internacional de 2008 mais um “aperto” de algo como 800 GWh/mês.
  • A linha tracejada é a média móvel de 12 meses.
  • Há uma diferença para o “aperto” atual. Como se pode perceber, a média móvel está “estagnada” desde Março de 2014, o que não ocorreu nos “freios” anteriores.
  • Em 16 anos (192 meses) passamos de 30.000 GWh até 46.000 GWh, um crescimento médio de 3% ao ano.

 

A segunda figura mostra apenas o trecho junho de 2009 – dezembro de 2015. A linha azul tracejada é a tendência do período Janeiro 2010 – Março 2014. A tracejada vermelha é a extensão dessa tendência.

A diferença entre a tendência estendida e a média móvel estagnada é de + ou – 2.500 GWh, o que significa uma queda de 5,5%. Ela só não é maior do que a de 2001, mas revela uma característica recessiva inexistente nos outros momentos de queda.

É preciso que os consumidores brasileiros tenham esse dado em mente quando ouvirem as declarações otimistas das autoridades do setor se vangloriando de que não há falta de energia.

Também ajuda dar uma olhada no “Nada mudou II” (http://ilumina.org.br/nada-mudou-ii/) e refletir sobre quem está afastando o fantasma do racionamento.

 

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