Ainda as Térmicas a gás. Comentário do ILUMINA ENERGIA: 9 empresas estão de stand by no programa de térmicas BRASÍLIA, 5 – Nove empresas estão interessadas em aderir ao P …




Ainda as Térmicas a gás.



Comentário do ILUMINA



ENERGIA:

9 empresas estão de stand by no programa de térmicas

BRASÍLIA, 5 – Nove empresas estão interessadas em aderir ao Programa Prioritário das Termelétricas, lançado em fevereiro pelo governo.


O programa, que prevê a construção de 49 usinas até 2002, oferece facilidades para o empreendedor, como financiamento junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) de parte da usina. "Essas empresas estão em stand by para entrar no programa caso alguma não obedeça os prazos estipulados", afirmou ao InvestNews o secretário de Energia do Ministério das Minas e Energia, Benedito Carraro. Hoje é o último dia em que o empreendedor poderá apresentar documento de contratação de fornecimento de gás natural. O prazo encerrou no último dia 30, mas "seremos flexíveis em uma semana, pois algumas vezes o atraso não é culpa da empresa", avisou. Carraro ressaltou que as 49 usinas não precisam entrar em funcionamento a partir de 2002.


O programa prevê que este prazo seja até o final de 2003. "Mesmo porque não haveria viabilidade técnica para recebermos 49 usinas de uma vez", argumentou. Até o dia 30 de maio, as empresas terão que apresentar um pré-contrato de compra e venda de energia que garanta o compromisso de fornecimento de energia. "São esses prazos que iremos levar em conta na hora de cortar uma usina do programa. Mas não seremos inflexíveis", afirmou.


O Programa Prioritário de Termelétricas irá aumentar de 5% para 25% a participação dessas usinas na geração de energia elétrica no País, com um incremento de mais de 15 mil MW. Dentre as facilidades oferecidas no programa, como garantir o fornecimento de gás, elaborar uma legislação adequada, o governo anunciou esta semana. que irá alterar de trimestral para anual o reajuste do preço do gás natural destinado às termelétricas. Fonte: InvestNews (Camila Matias)



Aqueles que investem no mercado acionário, se levarem a sério os planos mirabolantes do govêrno, deveriam comprar o mais rápido possível ações de empresas fabricantes de usinas a gás. Certamente essas empresas terão um "boom" de faturamento histórico.


Pelo jeito ninguem acredita, nem mesmo os investidores que já dispõeem de financiamento subsidiado do BNDES, garantia de compra de energia, preço especial para o gás. Talvez estejam esperando algo mais.


O ILUMINA espera que o descrédito continue , pois tal programa térmico é um monumento à falta de planejamento. O dia que o Brasil tiver 25% do seu parque energético usando gás, terá cometido o maior crime contra o bolso do consumidor.


As usinas térmicas a gás, nos termos propostos pelo govêrno, só podem funcionar na base do sistema. Isto significa que não podem ser desligadas quando sua energia não for econômica. Invertem a lógica de otimização do despacho pois estarão funcionando todo o tempo, apesar de seu custo por MWh ser muito mais alto. Em outras palavras, a energia das térmicas a gás desloca energia proveniente das hidráulicas com custo muito mais baixos.


Não que o sistema brasileiro não precise de usinas térmicas. Uma usina térmica a óleo combustível ou a carvão, independente da questão ambiental, é capaz de acrescentar mais energia garantida ao sistema brasileiro do que sua eqüivalente a gás. Isso se dá pela maleabilidade de sua operação e a conseqüente complementariedade ao sistema hidráulico. E tem mais: Na realidade, usinas maleáveis nem precisam operar. Apenas por poder contar com a energia dessas térmicas altera-se a operação dos reservatórios de tal modo a aroveitar melhor os deplecionamentos e utilizar a água mais tempo. Elas funcionam como uma apólice de seguro para planos de operação "mais arriscados" mas muito mais econômicos. As usinas a gás, por serem obrigadas a consumir o combustível, não podem ser operadas com maleabilidade e em complementação ao parque hidráulico.


Evidentemente, se chegar o dia dessa configuração energética, a tarifa de geração será fortemente impactada. Usinas hidráulicas que geram a um custo extremamente baixo (por exemplo R$10/MWh) serão substituidas por usinas a gás que gerarão a R$70/MWh. Imaginem o que vai acontecer com a tarifa para o consumidor final.


Isso para não mencionar a dependência a um combustível dolarizado, garantias de compra por parte da Eletrobrás e outras surpresas que ainda virão.


Essas e outras questões são exemplos de que o consumidor de energia elétrica no Brasil, quer queira ou não, é um cliente do sistema além de ser cliente da sua distribuidora. O ILUMINA pergunta: A quem reclamar? À LIGHT? Certamente não. A ANEEL? Também não pois ela não é responsável pela "política energética". Ao Ministério de Minas e Energia? Mas agora temos um planejamento "indicativo"! Com tal adjetivação, não precisa ser obedecido. Se algum critério de otimalidade e racionalidade econômica foi utilizado para sua confecção, certamente não deve ser importante, pois pode ser relaxado.


Reclamar de ausência de uma política energética para um govêrno que pauta suas ações pelo "laissez faire"? Reclamar ao Mercado?










Categoria

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *