Aneel cria gatilho para cobrir gasto com térmicas

 



Comentário: O ILUMINA insiste nos seguintes pontos:

1.      Com um modelo que só agrega custos não produtivos e uma absurda carga tributária sobre os custos reais, o Brasil conseguiu fazer a proeza de não poder incluir na tarifa usinas que geram no entorno de R$ 200/MWh.

2.      O planejamento considera “eventual” o uso dessas térmicas e não inclui esses custos, apesar de simular uma operação do sistema. Já a operação real, conta com elas e outras mais caras. Portanto, o erro é óbvio.

3.      A fragmentação de responsabilidades gera o seguinte absurdo. Temos uma a tarifa do planejamento e uma “tarifa” da operação, o ESS.

4.      Pela proposta abaixo fica combinado assim: O erro continua, a culpa é de S. Pedro e, se ele for mau, o consumidor paga.

 

As perguntas a seguir não ocorrem porque poucos entendem essa bagunça:

1.      E se S. Pedro for bonzinho?

2.      Para onde vai essa vantagem?

3.      Porque o S. Pedro bonzinho não compensa o mau?

4.      Quer dizer que a tarifa depende do humor do santo?

5.      O erro continua, e, se for maior que 3%, eu pago, mas do outro bolso?

 

Vamos torcer para o “gatilho” não ser apertada, porque a arma já está apontada para nossa cabeça.



 

Meta é diluir repasse de custo ao consumidor

JÚLIA BORBADE BRASÍLIA – Folha de S. Paulo – 27/03

A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) criou um gatilho para impedir que o custo das usinas térmicas aumente muito o preço da energia para o consumidor no ano que vem -e prejudique também o caixa das empresas distribuidoras em 2013.

 

 A proposta é que o mecanismo seja acionado, apenas ao longo deste ano, quando o custo dessas térmicas representar aumento superior a 3% nas faturas. Nesse caso, a despesa adicional será coberta com recursos do fundo setorial CDE (Conta de Desenvolvimento Energético).

 

 O custo seria repassado aos consumidores de forma parcelada, ao longo dos próximos cinco anos.

 

 O texto da Aneel, que foi submetido ontem a consulta pública, regulamenta decreto do Ministério de Minas e Energia. As térmicas, mais caras, estão em pleno funcionamento desde dezembro, devido ao menor nível de chuva.

 

 O problema é que esse gasto é assumido pelas distribuidoras mês a mês. Elas só recebem o valor de volta após o reajuste de tarifas, no ano seguinte. As elétricas, porém, questionaram o governo, pois temem que apenas o caixa da empresa não seja suficiente para bancar o custo.

 

 A CDE é o mesmo fundo utilizado para indenizar as empresas que renovaram os contratos de concessão com o governo, no fim do ano passado.

 

 Caso o reajuste superior a 3% tenha como causa outros fatores -como inflação ou a eficiência da empresa-, o fundo não fará aportes.

 

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