Comentário: A reportagem divulga a decisão da ANEEL de estimular shoppings e indústrias a vender às distribuidoras locais sua energia excedente, fora do horário de pico (das 14h às 20h), a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) propôs que essa comercialização possa ser feita a preços mais elevados do que os praticados no mercado de curto prazo. Por incrível que pareça, a energia a diesel poderá ser vendida R$ 1.420,34/MWh e a gás por R$ 792,49/MWh, segundo a proposta da Aneel. As indústrias poderão receber o pagamento em dinheiro ou manter o crédito com a distribuidora para abater de seus gastos mensais. A energia eólica e biomassa, serão remuneradas pelo teto do PLD (que é o preço máximo no mercado de curto prazo), de R$ 388,48 por MWh. Evidentemente esse custo recairá sobre as tarifas de todos os consumidores e deve trazer impactos no momento do reajuste ordinário. O absurdo tem diversas implicações.
- É uma espécie de mercado livre “por fora”, já que fixa preços além do PLD máximo para a geração poluente.
- É uma lógica operativa “por fora”, uma vez que os preços valem independente das decisões do Operador do Sistema.
- É uma decisão que não tem nenhuma cerimônia em aumentar os custos dos consumidores em colisão com os princípios de modicidade tarifária.
- É uma demonstração de uma ação desesperada de reduzir a demanda, incentivando empresas a adotar o novo negócio de venda de energia ao invés da sua atividade principal.
- Como a geração extra é negociada com a distribuidora e não com a rede operada pelo ONS, nada garante que as empresas liguem seus geradores e não diminuam sua carga, ou seja, não causam nenhum benefício líquido para o sistema.
4 respostas
Todos pagamos pelas incompetências dos órgãos reguladores. Tanta gente sendo paga pra ficar “monitorando” o sistema.
E em 2014 a Dilma baixou o preço da energia elétrica pra ganhar a eleição, isso pra mim é golpe. Foi começar o segundo mandato e olha no que deu.
Agora com este preço de energia, não haverá mais apagão, pois todos estão economizando energia e industrias fechando.
Adilson,
Por essas e outras cabe ao governo, com participação de todas as entidades, associações e agentes interessados, promover de forma urgente a mudança do modelo e da estrutura do setor elétrico nacional.
Inacreditável!!!!! Como afirma o Eng. Adilson de Oliveira.
Mas a verdade é que para os atuais dirigentes do setor elétrico nacional (como também para a maioria daqueles que lá estiveram nos últimos 20 anos), não há limites. A pergunta seria: aonde se vai parar? No próximo racionamento, seja ele eventualmente ainda este ano, ou em ano próximo?
Pessoalmente acredito que somente haverá mudança efetiva quando isto acontecer. É lamentável, mas o que fazer?
Inacreditável!!!!!
A Aneel tirou sua máscara.
Sua tarefa é repassar os custos da má gestão do sistema elétrico para os consumidores.
Os insatisfeitos que procurem ….. (quem?)