Antes de começar a choradeira – Evidências

Estamos no mês de novembro, início do período úmido. As tarifas brasileiras continuam nas alturas, acima das nuvens. Daqui a pouco deve começar a choradeira do governo dizendo que S. Pedro é o culpado pela bandeira vermelha.

Ora, se o mês de novembro repetir os dados de outubro, um evento de baixa probabilidade (já que os “novembros e dezembros” são mais úmidos do que os “outubros”), 2015 está classificado como mostrado no gráfico abaixo. 2015 será, no mínimo, 20% mais úmido do que 2014 e 15% mais úmido do que o estigmatizado 2001.

A situação climática está mudando? Evidentemente e todos sabem disso. O rio São Francisco tem nos avisado desde a década de 80.

Portanto, qual é a lógica de manter um sistema cujas “garantias” são fixas e baseadas em dados históricos influenciados por várias décadas passadas?

Além disso, dada a frouxa legislação e fiscalização ambiental, quem garante que os reservatórios não sofreram assoreamento?

Além disso, quem não sabe que os conflitos pelo uso da água tendem a aumentar?

Além disso, quem garante que modelos matemáticos representam fielmente a realidade?

Portanto, com tantas dúvidas, quem insiste em manter o atual sistema, deve pensar que é Deus!

Energias naturais em diversos anos do histórico: 2015 estimado com energias naturais de novembro e dezembro iguais às de outubro.

Se tudo o que o ILUMINA argumenta nesse pequeno texto vai ser “desmoralizado” por uma surpreendente benevolência de São Pedro, o governo não fará mais que a obrigação adotando passagem para a bandeira verde.

Ainda restará uma pergunta: Mantido o sistema, se 2116 for semelhante a 2011, assistiremos MWh sendo liquidados por R$ 16 (uma cocada sem a mariola) no mercado livre?

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17 respostas

  1. Prof. Feijó,

    Tem um ditado que diz água mole em pedra dura tanto bate até que fura, pessoas como o Senhor não podem desistir e o seu retorno é de grande valia.

    Endosso todos os pontos abordados pelo Senhor.

  2. Roberto
    Como você sabe, faz algum tempo que resolvi ficar de fora. Desisti, porque não dava mais para falar como falei durante tantos anos sem que ouvissem. Mas, não parei de acompanhar os acontecimentos e, portanto, o que você e outros companheiros do setor continuam falando sempre com muita propriedade. Ou seja tenho procurado me manter informado.
    Assim, depois de acompanhar esse rico “debate”, resolvi abrir uma exceção e dizer alguma coisa.
    Será que antes do desastre final os responsáveis (ou irresponssáveis?) pelo setor vão se convencer que o sistema elétrico brasileiro não é compatível com esse modelo implantado por FHC e consagrado por Lula/Dilma em 2003, quando abandonaram a proposta de campanha e adotaram a MP144/2003, transformada na Lei 10.848/2004?
    Será que ninguém vai notar que todas estas questões propriamente abordadas por vocês nesse “debate” somente existem por causa do famigerado Modelo de Mercado inadequado os sistema brasileiro?
    Que a energia elétrica, pelo menos no sistema de base hidrelétrica brasileiro, não é e não pode, nem deve ser considerada como uma simples mercadoria, posto que constitui um serviço de natureza pública essencial e de caracteristicas monopolistas?
    Então, como diria um velho amigo do setor, “por que complicaram tanto os nossos eletrons?”!
    Nessa marcha, de MP em MP, vão caminhando direto para o desastre final.
    Sem atacar o modelo atual e reconhecer as características de serviço público essencial da energia elétrica, não haverá solução.

    1. Feijó:

      A ANEEL está editando uma Nota Técnica n° 0109/2015-SPE/ANEEL onde, pela visão dela, o modelo precisa de “aprimoramentos”. Aprimorar o que é ruim só vai apressar o estrago completo.

  3. Roberto e Adilson,

    Garantia física era chamada no inicio de dado de placa de uma usina, na verdade foi uma grandeza definida por um grupo de iluminados para transformar usinas hidrelétricas em termelétricas e assim poder usar o modelo alienígena aqui no Brasil, e ela foi definida como um percentual da energia garantida da usina associada ao critério de risco de déficit de 5%, sendo esse critério imposto ao setor elétrico nos idos de 82/83, face à falta de recursos para expandir o sistema utilizando o critério de energia firme.
    Na verdade quando o critério de risco foi implantado o que se procurava era ajustar anualmente um cronograma de obras de maneira que o risco de atendimento ao mercado previsto fosse da ordem de 5% no horizonte da expansão, cronograma este que poderia sofrer ajustes no horizonte da operação. Salientamos que o modelo usado no ajuste era como é hoje um modelo a usina equivalente.
    Entenda-se que risco de 5% significa que em 5% das 2000 séries simuladas o sistema ajustado vai apresentar déficit de qualquer profundidade, portanto na ocorrência destas séries a única saída seria o racionamento preventivo.
    Mesmo que o sistema estivesse perfeitamente ajustado teríamos um risco de déficit de 5%, agora imaginem a situação em que o sistema não foi ajustado corretamente, que a operação é descasada da expansão, que o regulador permita a operação fora do ponto definido pelo modelo aprovado por ele próprio, e que por problemas políticos não se queira mudar o modelo do setor e muito menos decretar racionamento preventivo, é obvio que a única saída que pode ser utilizada para o sistema não entrar em colapso é reduzir o consumo através de aumento de tarifa e de juros, resumindo recessão e este é o filme que nós estamos assistindo.

    1. José Carlos:

      Na década de 80 o sistema não estava adequadamente interligado e tínhamos uma enorme caixa d’água em relação à carga. Com reservas equivalentes a 24 meses de carga, você pode errar a operação num mês que você corrige no outro tal a folga de reserva. Quando a caixa d’água diminui, o sistema fica mais nervoso. Um erro de previsão de afluências tem um significado muito maior do que tinha antes. Lembro que, quando o critério do risco era 5%, o custo do déficit implícito era muito baixo, algo como US$ 300/MWh. Quando passamos para o critério de igualdade de custos marginais, foi necessário rever o valor do custo do déficit, pois com um valor baixo, era impossível igualar CMO e CME. O custo do déficit obtido de estudo que participei estimou um CD quase o triplo. Houve uma reação dos técnicos que achavam que o custo implícito de déficit deveria continuar. A solução foi a criação da curva em patamares. Na época, O CD do Canadá era bem mais alto do que o adotado no Brasil. Tem também uma escadinha, mas com déficit de 12% da carga o CD era Can$ 3.600/MWh. Portanto, apenas para citar um parâmetro, mude o custo de déficit e as GFs têm que mudar. TODAS! Essa é a areia movediça na qual nos atolamos.
      Abcs

  4. Roberto

    Minha interpretação das regras do mercado é distinta da sua.

    A liquidação na CCEE é feita com base nos contratos.

    Quando algum consumidor não está contratado 100%, a liquidação se faz com base no CMO, porém o consumidor paga uma penalidade elevada.

    Essa penalidade é suficiente para dissuadir a compra no PLD quando este está em patamar razoável.

    Enquanto o PLD esteve em patamar baixo, após o racionamento, os geradores puderam aproveitar essa situação porque a penalidade era pouco efetiva economicamente.

    Os comercializadores perceberam nessa situação uma oportunidade para ganhar dinheiro comprando GF a preço de banana, que podia ser sazonalidada (!) a seu critério para vender GF aos consumidores livres sem contrato.

    Felizes, os consumidores livres deixaram de contratar energia no longo prazo para obter sua garantia física com os comercializadores, a preço muito abaixo do custo marginal de expansão.

    Nossa (oops, deles) Aneel deu uma ajudinha fechando os olhos para o fato dos consumidores livres apresentarem contratos na CCEE após ter sido fechado o consumo do mês.

    Dessa forma, os CL podiam consumir sem ter GF contratada e sem preocupação da multa por comprar no PLD, , pois os comercializadores faziam o ajuste de sua necessidade de GF no final do mês.

    O negócio (talvez o termo mais adequado seja outro!) degringolou quando o CMSE, negando-se a fazer a redução das GF prevista nas outorgas, provocou o esvaziamento dos reservatórios, .

    Note que os especialistas tupiniquins que propuseram o conceito de energia assegurada lá nos idos dos anos 90 sabiam que as garantias físicas que estavam sendo outorgadas era uma estimativa grosseira, possivelmente equivocada para gerar mais recursos no processo de privatização (sempre ela!).

    Por essa razão, eles inscreveram nas outorgas o risco de redução em até 10% das GF outorgadas que os geradores sabidamente aceitaram porque aumentava suas receitas e, como estamos assistindo agora, o governo acharia uma solução para o problema, caso as GF outorgadas não pudessem ser honradas.

    A jabuticaba denominada energia de reserva procurou equacionar o problema da GF, sem sucesso.

    No entanto, a Aneel insiste que os geradores que comercializam no mercado livre contratem energia de reserva na sua NT 238.

    Os geradores teriam quer contratar essa energia e, obviamente, repassar seu custo para os consumidores livres.

    Para quem você acha que a conta vai sobrar?

    Como o Ministério da fazend teria que aprofundar o corte nos benefícios sociais, minha convicção é que vem aí mais uma “pedalada” criativa.

    E la nave va… em direção ao abismo, para desgosto de toda uma geração que acreditou que nossos progressistas fariam o desenvolvimento com justiça social.

    Tristes trópicos, como bem percebeu Levy Strauss.

    1. Adilson;

      Liquidação com base em contratos. Claro! Mas qual o prazo dos contratos? Por que quando o PLD fica baixo há uma proliferação de “contratos” mensais? E a verificação ex-post? Energia baratinha não ocorreu apenas no pós-racionamento. Dê uma olhada no histórico do PLD. Qual o problema de um agente que tem uma “sobra” de GF fazer um “contrato” no mês ex-post?
      Outro ponto importante que mostra a omissão dos técnicos. Quando o sistema está em equilíbrio (CMO médio = CME, a regra não é minha!) a probabilidade de se ter PLDs abaixo da média é 70%. Qualquer um que já analisou a série de 2.000 anos de CMO nos planos de expansão que fixam as datas dos leilões e AS GFS, sabe disso. Ou seja, se há o equilíbrio definido pelos sábios do governo, e, isso é garantido pelo mercado cativo (!), a festa do mercado livre está garantida! Porque o mercado livre está em polvorosa? Simples: O sistema não está em equilíbrio.
      Em 2003, no MME, nós avisamos sobre a fragilidade da GF (energia assegurada, na época). Advinhe se alguém ouviu?

  5. Antonio,

    Para complementar a Câmara dos Deputados aprovou ontem a medida provisória que permite transferir para o consumidor final o risco da falta de chuvas na geração hidrelétrica.

    Considerando o modelo do setor elétrico e na ausência de regras e leis, alguém pode até promover festa de MWh barato achando que é legal, mas isso não deixa de ser imoral, em virtude de ao utilizar de maneira indevida a energia armazenada como secundária ele está provocando o risco hidrológico que pela MP aprovada na Câmara vai ser transferido para o consumidor fina. A única energia que pode ser considerada como secundária e que não transferirá nenhum risco para o consumidor final é aquela energia que eventualmente não possa ser armazenada.

    Está MP pune o consumidor final, mas não pune aqueles que promovem ou participam de festas de MWh barato, ou resumindo neste País o pau que bate em Chico não bate em Francisco.

  6. Dilma mafiosa roussef nunca assume seus erros como marxista light. agora iremos pagar que segundo a NASA a seca que se iniciou em 2000 vai durar +30 anos no Brasil. tornando o clima instável para encher os reservatórios. Vai levar décadas com racionamento.

  7. A venda da energia secundária a preço de banana é parte da “lógica”da oferta de garantia física (GF).

    Como a regulação setorial especifica que 100% da demanda deve estar contratada com GF, a energia secundária não tem valor econômico relevante pois não teria consumidores finais.

    Teoricamente, os benefícios econômicos da energia secunárias seriam transmitidos para os consumidores por evitarem o despacho térmico necessário para garantir o ICB calculado pela EPE.

    Quando a oferta de GF supera largamente a demanda, como ocorreu no período que se seguiu ao racionamento, seu preço (da GF) tende a se aproximar do custo de oportunidade da energia secundária.

    Como a regulação setorial exige que as distribuidoras contratem energia “nova” a preço alinhado com o custo marginal de expansão, os consumidores do mercado regulado
    não puderam desfrutar plenamente dos preços baixos da GF da energia “velha” sobrante que era precificada a valores próximos do custo de oportunidade da energia secundária.

    Não se pode criticar os consumidores livres por explorarem a oportunidade que lhes foi oferecida pela “lógica” da regulação setorial.

    1. Adilson:

      Eu usei o termo errado. O excesso de geração das hidroelétricas ocorridos entre 2009 e o 11 de setembro de 2012 não é energia secundária. Ela é garantia física de outras usinas que, sob a lógica da operação centralizada, não geraram energia. Vou chamar isso de GF substituída. O detalhe ocluso que poucos percebem é o seguinte: Se toda GF substituída está contratada, por que a liquidação se dá pelo PLD = CMO? Em 2011 o PLD chegou a atingir ridículos R$ 16/MWh. Essas usinas que não foram despachadas faliriam se o PLD fosse R$ 50/MWh? Claro que não! Ai está parte do dinheiro que falta hoje.
      Se fosse só isso seria uma beleza! Se parte da GF substituída não tem contrato, mesmo assim os agentes aptos a liquidar a PLD (baratinho) podem negociar esse direito por PLD + X%. Isso explica porque em 2011 quase 30% dos contratos eram mensais. Pouca energia? Não! Quase 30% do total negociado no mercado livre. Isso eu chamaria de transferência de renda reversa via captura da vantagem da exuberância hidrológica.
      Como você diz, os agentes não são culpados. São apenas “jogadores” de um cassino oficial que não liga se perder dinheiro, pois, na realidade, quem perde não é ele.

  8. Senhores,

    É inusitado que só agora a ANEEL, após validar várias versões/atualizações do modelo computacional utilizado pelo ONS e pela EPE, descubra que os resultados fornecidos pelo referido modelo não são corretos e permita como órgão regulador que o operador tome decisão operativa fora do mérito do modelo.

    O modelo citado na NT é um modelo à usina equivalente que não foi desenvolvido para definição da PLD e muito menos para calcular a esdrúxula garantia física, chamada no início de dado de placa de usina hidrelétrica, cuja única finalidade era facilitar a privatização das usinas existentes e os leilões das futuras.

    A única justificativa de utilização desse modelo é manter a operação centralizada que pela NT da ANEEL fica evidente que não é adequada.

    O que é lamentável é que o governo não faça nada para mudar o modelo do setor elétrico e sua estrutura formada pelo ONS, EPE e ANEEL.

  9. A NT 238 da Aneel elimina qualquer dúvida quanto à ineficência da sistemática atual de gestão dos reservatórios hidrelétricos:
    1. Ela informa que o modelo computacional utilizado para determinar os preços de liquidação (PLDs) dos contratos na CCEE e utilizados também para outorgar as garantias físicas para os geradores ”tem sido incapaz de prever hidrologias críticas” (ítem 76).
    2. “Na métrica utilizada para fins de cálculo de garantia física, o subsistema SE/CO fica com 100% de armazenamento durante 26% do tempo”, porém os dados históricos indicam que “nunca chegaram a 90%” (ítem 82).
    3. No Nordeste, a hipótese da estacionaridade da energia natural afluente (ENA) não se verifica (ítem 84).
    4. A operação real dos reservatórios não reflete o comportamento da ENA por uma série de razões: (i) existem limites para o uso da água pelo ONS; (ii) o despacho deve ter em conta a inflexibilidade das térmicas; (iii) a ENA equivalente não reflete a heterogeneidade dos reservatórios da bacia hidrográfica; (iv) as centrais ficam indisponíveis em certos períodos; (v) as informações cadastrais das centrais que constam nos modelos computacionais estão desatualizadas (ítem 85)!!!

    Com esse diagnóstico a NT deixa claro que a “otimização” (sic), decantada em prosa e verso para justificar o uso de modelos computacionais como mecanismo de gestão eficiente do parque gerador elétrico, é uma obra de ficção.

    No entanto, a NT oferece uma solução que podemos denominar “criativa” para esse problema em nota de rodapé do texto:
    “Com os estudos atuais é possível chegar a uma conclusão preliminar de que a decisão operativa fora do mérito do modelo computacional não desotimiza a operação, mas simplesmente tende a corrigir a sinalização imperfeita fornecida pela ferramenta computacional utilizada”.

    Ou seja, roda-se o modelo computacional para otimizar o custo do sistema, porém corrige-se o resultado otimizado (sic) com percepções idiossincráticas.

    Dane-se a transparência na atuação do ONS, prevista nos contratos de concessão.

    1. Adilson:
      É por esse motivo que não há sentido em ter contratação por energia com um número fictício só para imitar um sistema térmico. O setor demora e resiste a perceber a necessidade da aceitação do desastre porque, antes, os erros ficavam oclusos por uma sobra pós racionamento e pela caixa d”agua ainda significativa. Isso acabou!
      A aceitação da ANEEL quanto à operação fora da ordem de mérito é uma prova que a complacência está espalhada pela nossa sociedade atingindo orgãos, legislação, tudo. Quando uma agência reguladora trata como normal uma coisa reconhecida como “fora da ordem de mérito” é porque não há mérito na agência.

      1. Roberto

        Concordamos plenamente quanto à ineficiência da jabuticaba brasileira chamada garantia física.

        Esse conceito esdrúxulo foi criado para “eliminar” o risco dos projetos hidrelétricos e, dessa forma, garantir um fluxo firme de receitas que viabilize o financiamento desses projetos na modelagem project financing.

        A visão canhestra de que a expansão do sistema elétrico brasileiro deveria permanecer assentada nas hidrelétricas deu viabilidade política a essa jabuticaba.

        Não é preciso muita sagacidade para perceber quais foram os interesses econômicos e políticos que deram entusiasmado suporte à jabuticaba (diga-se de passagem, delicioso fruto tupiniquim).

        1. É…mas falta dizer que a tal da energia secundária, a excedente à jabuticaba, foi entregue ao “mercado” pelo custo de oportunidade sob a ótica do operador, ou seja, uma cocada sem a mariola. Um verdadeiro Bolsa MW. Me mostre um país onde isso é feito e eu esqueço tudo o que disse.

  10. Roberto,

    A forma predatória da utilização do rio São Francisco nas ultimas décadas, extraindo mais água do reservatório de Sobradinho que sua capacidade de regularização, sem dúvida foi superior à falta de água “enviada” por São Pedro!

    Para o Mercado Livre a “farra” do preço baixo foi alegria de poucos, cuja fatura está sendo cobrada nos dias de hoje com esvaziamento de Sobradinho ao final do mês de Novembro.

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