As declarações gravadas do Sr. Wilson Ferreira, nas entrelinhas, revelam as incoerências e as verdadeiras intenções do grupo político que ele representa.
Insiste-se em tratar a fragilização da Eletrobras apenas como uma questão corporativa e se esconde a perda para o consumidor brasileiro.

3 respostas
Difícil imaginar o que ainda diria caso não vazasse essa gravação! Soluções de mercado também falham. As estatais investem em treinamento e incentivam cursos aos seus profissionais, coisa que as empresas privadas não conseguem ou não teem a visão de investimento em pessoal e preferem pagar o valor de mercado aos seus profissionais. A indenuzacao do RBSE provou que o valor das empresas estatais estão no preparo e competência de seus profissionais. Quando tudimoarece perdido surge um grupo de profissionais dedicados que sakvam tudo ou quase tudo!
O que faltou nas declarações do Pr da Eletrobras foi uma observação sobre as raízes da crise da empresa que nunca foram efetivamente enfrentadas diante das dificuldades que sempre dominaram o nosso ambiente político. Com as transformações institucionais marcadas pelas Leis das Concessões de 1995, toda a lógica da empresa mudou e seu grupo empresarial teria que ter sido profundamente revisto. Jacaré fez alguma revisão…? nem nós..!
As tentativas de reformulação nesse meio tempo foram sempre barradas por “forças maiores” nem tanto ocultas… Empresas de enfoque regional continuaram como se as concessões continuassem de forma cartorial, sem revisão de seus focos. Projetos agora executados por SPEs, em parcerias não foram objeto de novas estruturas de governança. Uma falsa holding que era um agente de governo e cuidava do panejamento e operação além de ser um banco setorial, foi desmontada, sem nunca ter podido ser redefinida como holding de fato.
Empresas de distribuição deficitárias, fora das competências centrais da empresa foram agregadas “temporariamente” e nunca vendidas; prejuízos diversos como com as nucleares e carvão não se podia equacionar.. e mais recentemente por conta da “modicidade tarifaria” grandes projetos sem TIR minimamente aceitáveis foram assumidos… enfim, a lista é grande, culminando com a famigerada MP579 que eliminou as rendas econômicas que compensavam parcialmente os prejuízos impostos na empresa e acabou de destruir sua capacidade de geração de caixa e desarticular sua capacidade de investimentos…
Enfim… é mais fácil culpar os empregados remanescentes…
E agora? quais serão as soluções? Depois de muitos anos trabalhando em empresa estatal e tendo visto inclusive bons gestores sendo impedidos de gerenciar.. tenho a maior simpatia por soluções de mercado, mas temo que se (!) o país retomar seu crescimento a eliminação completa ou a imobilização de um braço estatal (já aconteceu em 2001…) pode ser muito danosa. Entre as falhas de governo e as de mercado temos uma administração difícil que mais do que simplificações requer sensatez.
Perfeito Ruderico! Agradeço por sua análise mais do que completa!