Cadastrados os empreendimentos para o leilão A-5

Leilão A-5: EPEconta com 134 empreendimentos cadastrados
Prazo para pedido de cadastramento terminou nesta sexta-feira, dia 21


F.Couto,Agência CanalEnergia


O leilão de energia nova A-5, previsto para acontecer pela internet no dia 10 de outubro, já conta com, pelo menos, 134 empreendimentos cadastrados para obtenção da habilitação técnica.


Esse número é preliminar e tem base na relação fechada pela Empresa de Pesquisa Energética na última quinta-feira, 20 de julho, segundo informou Mauricio Tolmasquim, durante participação no seminário “Os Leilões de Energia Elétrica: Resultados e Perspectivas”, que ocorreu nesta sexta-feira, dia 21, e promovido pela Câmara de Comércio Americana, no Rio de Janeiro. O prazo para pedido de cadastramento terminou nesta sexta-feira.


Tolmasquim informou ainda que a maior parte da carga a ser ofertada é oriunda de fontes hídricas. O leilão prevê a participação de diversas usinas botox, como Estreito (1.087 MW, MA/TO), São Salvador (241 MW, TO/GO), Serra do Facão (210 MW, GO) e Foz do Chapecó (855 MW, SC/RS). O certame prevê ainda a negociação de seisnovas outorgas: Baixo Iguaçu (340 MW, PR), Cambuci (50 MW, RJ), Barra do Pomba (80 MW, RJ), Mauá (361,1 MW, PR) e Dardanelos (261 MW, MT) e Salto Grande (53 MW, PR).


Ainda de acordo com o executivo, também há a previsão de participação de uma térmica a carvão importado de 700 MW no Ceará, a pedido de cadastramento pela MPX; e de uma usina a gás de processo da Companhia Siderúrgica do Atlântico, a ser construída no estado do Rio de Janeiro pela Thyssen-Krupp. A futura planta terá 450 MW.


Custo marginal – Tolmasquim contou ainda que também terminou na sexta-feira o prazo para que as térmicas fizessem a alteração dos custos variáveis, a fim de enquadrar-se ao teto de R$ 515,80 por MWh fixados para o Custo Marginal de Operação. De acordo com ele, o preço limite do CMO será um mecanismo que impedirá que empreendedores participem do leilão por meio de liminares.


No último leilão A-3, ocorrido no final de junho, duas empresas (Enatec e Morro do Conselho), que não haviam sido habilitadas, obtiveram liminares e contraram energia durante o negócio. Segundo Tolmasquim, essas usinas apresentaram CMO acima de R$ 800,00 por MWh. A questão ainda está sendo analisada pela Justiça.


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