
Assistam o link abaixo:
Trata-se de um vídeo da State Grid Corporation of China, a estatal de transmissão chinesa.
Desde que eles desembarcaram no Brasil, em 2010, compraram o controle (ou participação) de 14 empresas e 9 projetos de transmissão de energia elétrica.
Há o aspecto estratégico de ter o controle de parte da rede de transmissão na mão de uma instituição estatal da China, mas, por incrível que pareça, esse não é o aspecto mais preocupante.
O que está por trás dessa vitória de uma estatal chinesa é a derrota da estatal brasileira, a Eletrobras. Atingida pelo “raio” da intervenção tarifária do governo Dilma, a nossa “State Grid” está quebrada. Com uma dívida líquida de R$ 38 bilhões, apresenta prejuízo de R$ 640 milhões, resultado da redução brutal de receita que teve que assumir para diminuir as tarifas em 2012.
Não estamos aqui fazendo uma defesa corporativa da Eletrobras e nem com um discurso xenófobo sobre a origem do capital. O que muitos não percebem é que o setor elétrico em qualquer parte do planeta é uma atividade cujos ativos têm longa vida útil. Essa característica faz com que, administrados com sabedoria, possam reduzir preços e, ao mesmo tempo, gerar recursos para novos ativos. Do modo como o governo interveio nos preços, o que se fez foi anular a capacidade de auto investimento de ativos que a sociedade brasileira já havia pago grande parte. Como não houve coragem para fazer um diagnóstico sobre a explosão tarifária brasileira, o governo Dilma escolheu o caminho de menor resistência, o sacrifício da Eletrobras. É como se esses investimentos, que, no fundo pertencem aos consumidores sofressem uma “laqueadura” permanente. Desses KW não nascem novos kW.
Cada um avalie e reflita sobre essa vitória chinesa e a derrota brasileira. Depois dos 7 x 1, devemos estar acostumados.