Eletrobras decide ficar fora do leilão de geração. – Estadão.

http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,eletrobras-decide-ficar-fora-de-leilao-de-geracao,1770126

Comentário: Mais uma jabuticaba. O Brasil acaba de inventar a “amortização do Levy”. Senão vejamos:

  • Usina de Marimbondo 1440 MW concluída em 1977. Segundo o governo essa usina era uma das responsáveis pelas altas tarifas brasileiras, como denunciado pela FIESP. Essa teria sido amortizada pelo “povo”. Sua tarifa foi reduzida “na marra” segundo a ANEEL (Nota Técnica no 385/2012-SER/SRG/ANEEL) para R$ 8,88/MWh (menos de US$ 2,5/MWh). ATENÇÃO JORNALISTAS! A tarifa informada no trecho em negrito está errada! Vocês viram como a tarifa baixou depois de eliminado esse abuso? Claro que não se reduziu por conta disso: Se todas as usinas atingidas pela MP 579 aceitassem entregar a energia gratuitamente, a máxima redução conseguida seria de 4,8%. Na época o kWh representava por volta de 30% de uma conta média. Apenas 20% das usinas estavam sujeitas e cerca de 20% da energia não vem de hidráulicas. É só fazer as contas…..

 

  • Ilha Solteira com 3444 MW concluída em 1978. Essa usina, pela idade, também deve ter sido amortizada. Mas, curiosamente, ninguém sabe qual será sua tarifa, pois “o governo abriu mão da redução”. Nessa, “o povo” vai pagar a amortização para o superávit do Levy.

O pomar de jabuticabas se expande!


 

Ordem na estatal é preservar o caixa para participar de leilões de hidrelétricas previstos para o ano que vem

Depois de protagonizar a maior parte dos leilões de geração de energia realizados pelo governo, a Eletrobrás ficará fora do próximo grande leilão do governo, marcado para o dia 6 de novembro, quando serão oferecidas as 29 usinas que não tiveram seus contratos de geração renovados.

Segundo uma fonte que atua diretamente nas definições estratégicas da estatal federal, a Eletrobrás não pretende disputar os lotes de usinas que serão licitados, apesar de manter conversa com empresas privadas sobre a possibilidade de entrar em projetos por meio de sociedade. Se essas parcerias se efetivarem, no entanto, está decidido que a Eletrobrás terá uma atuação minoritária, de modo que não tenha nenhum impacto sobre seu caixa. “A empresa não deve entrar no leilão. No máximo, será uma atuação coadjuvante, se assim for”, disse essa fonte.

Na direção da estatal, a ordem é preservar o caixa para os grandes leilões de hidrelétricas previstos para acontecerem no ano que vem, como o das hidrelétricas de São Luiz do Tapajós e Jatobá, planejadas para serem construídas no Rio Tapajós, na Amazônia.

Na semana passada, o Ministério de Minas e Energia (MME) confirmou, por meio de portaria, que o leilão das usinas, que estava previsto para o dia 30 de outubro, será realizado uma semana depois, no dia 6 de novembro.

O governo espera arrecadar R$ 17 bilhões no leilão, dos quais R$ 11 bilhões entrariam no caixa neste ano e R$ 6 bilhões, no primeiro semestre de 2016. A portaria trouxe uma nova configuração dos cinco lotes a serem ofertados. Serão oferecidos blocos de usinas.

Caso esses blocos não tenham proposta, automaticamente serão fatiados e novamente poderão receber lances.

Há grandes hidrelétricas em jogo, como as usinas de Jupiá (1.551 megawatts) e Ilha Solteira (3.444 megawatts), localizadas no Rio Paraná, em São Paulo. As duas hidrelétricas, que pertenciam à Cesp, somam valor de outorga de R$ 13,8 bilhões. Só Ilha Solteira é avaliada em R$ 9,13 bilhões. Nesses leilões, o governo abriu mão da redução do preço de tarifa, em troca de arrecadação.

Usinas antigas iguais a essas que tiveram os contratos renovados em 2012 hoje cobram R$ 30 por megawatt-hora. Já as 29 usinas deste novo leilão terão um preço-teto de R$ 126,50. Vencerá a licitação a empresa que pagar o preço fixado na outorga e, paralelamente, oferecer o maior desconto sobre o preço-teto do megawatt-hora.

Na Eletrobrás, há ainda uma orientação de participar de leilões considerados mais estratégicos na área de transmissão, embora, na última oferta do setor, realizada em 26 de agosto, apenas 4 dos 11 lotes de linhas tenham atraído investidores, com a Eletrobrás tendo assumido apenas uma subestação de energia, por meio da Celg. No governo, há uma determinação de novamente avaliar a taxa de retorno oferecida por essas linhas.

A avaliação é de que a demora na obtenção de licenças ambientais para esses empreendimento tem afastado os investidores, por conta do aumento de risco em não atender os cronogramas de concessão.

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6 respostas

  1. Gerando energia sob o controle , quem sabe, daqueles que entendem do negocio como preconiza Alqueres.

    Certamente a ENRON e sua linda diretora vão rerornar ao Brasil.

    Com a permissãp de John Cotrim: PUBLIC (IN)UTILITIES

  2. Gerando energia sobre o controle de quem? Plano de expansão da oferta elaborado por quem? É a travessia para o inferno continua.

  3. A decisão da Eletrobrás está correta, não apenas pela sua situação atual, mas porque não faz sentido que utilize seus recursos para uma finalidade que não seja a expansão e a racionalização da oferta. Essas usinas, seja a quem venham a pertencer, vão continuar gerando energia, sob controle do ONS. E para o governo seria como tirar dinheiro de um bolso para colocar no outro, da mesma roupa. E já que se estará renovando os ativos dessa usinas, valeria também aumentar as tarifas das usinas que ficaram no âmbito federal, de modo a gerar renda para a Eletrobrás. Ajudará a implementar o plano de expansão da oferta elaborado pela EPE.

  4. A nossa HOLDING ! Na sua história, tão controladora de suas “controladas” . Sempre ! Só faltava obrigar que o seu nome aparecesse antes de seus nomes originais e heróicos. Acontteceu. Apareceu até logotipo de cada uma mudado para uma lesma colorida.

    Golpe final na mega Greta Garbo em caminho de Irajá. Não concorrer nos leilões de geração. Como dizia um amigo ingles, esforçando -se no português:

    INCREDIVEL …

    Em Irajá já existe um buraco negro que a fará desaparecer.

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