Comentários:
O Ilumina não copiou a notícia do jornal. Empresas de clipping de notícias distribuem o texto http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,governo-vai-subsidiar-energia-a-empresas-no-nordeste-ate-2037–imp-,1712293
Dois pontos enganosos chamam a atenção na reportagem:
- Diz o ministro: Não fosse o lastro de energia que a usina de Sobradinho oferece, não poderíamos fazer essa engenharia financeira.
Abaixo o gráfico de geração de energia em MW médios real da usina (curva azul) e o “lastro” de energia (linha vermelha), valor no qual o Ministro se baseou para a “engenharia financeira”.

Como se pode perceber, a usina de sobradinho gera bem abaixo do seu “lastro” desde 2012. Aliás, o Rio S. Francisco vem nos mandando recado de que não consegue mais as vazões históricas há 20 anos, mas parece que o governo ainda não entendeu.
A pergunta óbvia é: Onde a CHESF vai conseguir a diferença entre sua geração real e o seu lastro? Com a palavra o Ministro.
- Dada a visão distorcida de que amortização de investimentos se dá por decurso de prazo, a usina de Sobradinho, que iniciou sua operação comercial em 1979, escapou por pouco da MP579. Mas, muito antes de 2037, se a atual política se mantiver, ela será atingida pela metodologia que impõe o custo de O&M. Quando isso ocorrer, seu custo de O&M cai para menos de R$ 10 e, teoricamente a energia da usina seria cotizada para as distribuidoras. E ai? Quem vai gerar energia para as poderosas indústrias nordestinas? Com a palavra o Ministro.


2 respostas
Roberto
Há um equívoco generalizado. Cabe aqui repetir o comentário que fiz sobre a MP 677.
Perguntas:
1.O que fará o CADE quando empresas concorrentes argumentarem que estão sendo adotadas tarifas não isonômicas?
2. A nova regra de indexação tarifária (expectativa de inflação futura) foi adotada pelo Ministro Delfim Neto quando a inflação escapou de controle. Será que a equipe econômica considera que já estamos chegando lá?
E la nave va!