EPE começa estudos do Plano Decenal 2007-2016
MME decidirá sobre transmissão do Complexo do Rio Madeira
A.Canazio,Agência CanalEnergia
A Empresa de Pesquisa Energética já iniciou os estudos do Plano Decenal de Energia Elétrica 2007-2016, que devem ser concluídos em novembro deste ano. O novo plano será uma atualização do corrente PDEE 2006-2015. Segundoo diretor de Estudos de Energia Elétrica da EPE, José Carlos de Miranda Farias, as contribuições dos agentes feitas no último leilão serão utilizadas nesta revisão do planejamento de expansão da oferta de energia. “O plano é dinâmico, por isso, temos que adaptá-lo às novas circunstâncias do setor”, disse o executivo. Farias contouque a revisão do planejamento do governo incluirá a maioria das contribuições do último plano, salvo aquelas que a EPE não julgar adequadas. “Nestes casos, faremos reuniões com os agentes proponentes para discutirmos as propostas”, afirmou o executivo, durante o 7º Energy Summit, no Rio de Janeiro, realizado nesta segunda-feira, 24 de julho. Na palestra, Farias fez um balanço do PDEE 2006-20015 para os participantes do evento. O diretor da EPE disse que os chamados projetos estruturantes não são a base do plano decenal, mas“apenas os maiores projetos”. De acordo com Farias, a energia garantida dessas usinas, como as do Rio Madeira ou Belo Monte, seráabsorvida pelo mercado brasileiro em apenas um ano. O PDEE atual prevê a entrada de 52 usinas hidrelétricas até 2015, com custo marginal de expansão variando entre R$ 118 e R$ 130 por MWh. A EPE trabalha, segundo Farias, com alternativas caso a entrada em operação das hidrelétricas do Madeira e Belo Monte atrase. “Nessa situação, os leilões A-3 poderão suprir a energia, porémmais cara porque será substituída por térmicas”, contou. O executivolembrou que o marco regulatório prevê a realização de leilões A-3 e A-5, anualmente, para atender a demanda prevista pelas distribuidoras. Por isso, o diretor afasta a possibilidade de falta de energia para o período de 2008 a 2010. Farias adiantou ainda que os estudos sobre o sistema de transmissão da energia dos projetos do Rio Madeira serão enviados nas próximas semanas para o Ministério de Minas e Energia. A EPE fez estudos de corrente contínua, alternada e mista. “O MME decidirá com baseno custo, impacto ambiental e prazo”, afirmou.