Cemig liquida sua parte na compra da Light e avalia novas aquisições
A Companhia Energética de Minas Gerais (
A meta da estatal mineira é atingir 20% de participação no mercado nacional de distribuição de energia, que é o limite legal permitido para uma mesma distribuidora. Com a aquisição da participação na Light, a Cemig tem hoje cerca de 10% deste mercado.
A avaliação do executivo da Cemig é de que o setor passará por uma intensa consolidação, que resultará numa redução das atuais 35 distribuidoras para não mais do que oito grandes empresas. Segundo ele, a Cemig quer estar à frente neste processo.
A companhia planeja operações de rolagem da dívida, como a emissão de R$ 1,2 bilhão em commercial papers, para viabilizar novas aquisições.
Para quitar sua parte na compra do controle da Light, a Cemig reforçou o caixa com a venda da
Embora tenha registrado recorde nas vendas de energia num trimestre, comercializando 12,5 milhões de megawatts entre abril e junho deste ano, a companhia energética fechou o balanço do segundo trimestre com queda de 33% no lucro líquido na comparação com o mesmo período do ano passado. O resultado líquido do período foi de R$ 325 milhões. No balanço semestral, o resultado líquido foi de R$ 665 milhões, 36,2% menor que o do mesmo período do ano passado.
De acordo com o superintendente, a queda do lucro pode ser explicada pelo aumento de 23,6% nos custos operacionais e pela distorção no balanço do ano passado provocada pelo reconhecimento de uma receita extraordinária com reajuste tarifário. No ano passado, a Aneel acatou pleito da Cemig, elevando de 31,5% para 44% o reajuste tarifário de 2003. O reajuste resultou numa receita extraordinária contábil de R$ 591 milhões no balanço do primeiro semestre de 2005, que fez aumentar artificialmente o lucro do período.
I.Moreira, Valor