Abraget defende leilão de energia nova por fonte de energia
Medida abre espaço para taxas maiores de retorno para térmicas.
F.Couto,Agência CanalEnergia,SP
A Associação Brasileira de Geradoras Termelétricas defendeu nesta terça-feira, 8 de agosto a realização de leilões de energia nova por tipo defonte de energia. Segundo o presidente da Abraget,a medida poderia ser adotada como saída para atrair investidores em geração térmica de base para os leilões, desestimulados diante de taxas de retorno sobre investimento (ROI) consideradas baixas. Para a adoção da medida, seria necessário calcular o risco de déficit aceitável – que na avaliação da Abraget deve ser de 1%, contra os atuais 5%. Outro ponto necessário, acrescentou, envolve a fixação de qual montante hídrico e térmico deve ser adotado para que sejaalcançado o risco de déficit definido pelo governo. Resultados preliminares de estudos realizados pela Abraget indicam que a taxa de retorno dos empreendimentos que negociaram energia no leilão de energia nova A-3, que aconteceu no final de junho, ficou situada em 0% – para usinas a óleo diesel -e 4%, para termelétricas a óleo combustível. Na avaliação do executivo, a taxa ideal de retorno situa-se na faixa entre 13% e 15%. Para êle, a fixação do preço-teto foi inadequada, o que afastou empreendedores tradicionais em geração térmica de base. O cálculo para o resultado, disse, envolveu os parâmetros de calculo do Índice Custo-Benefício das térmicas. “A conta foi muito simples. Utilizamos os valores de COP (Custo de Operação) e CEC (Custo Econômico de Curto Prazo) das usinas a óleo diesel e óleo combustível e a garantia física, que são dados oficiais, e o ICB, que é limitado pelo preço teto. É um cálculo aritmético“, observou o presidentre, após participar do primeiro dia do 3º Enase – Encontro Nacional de Agentes do Setor Elétrico, em São Paulo. No evento, eleapresentou o painel “O papel da geração termelétrica na expansào da oferta de energia”.