Mais um vexame brasileiro

 

A Agência Internacional de Energia publica estatísticas sobre energia dos países da OCDE. Quem quiser conferir:

https://www.iea.org/publications/freepublications/publication/KeyWorld_Statistics_2015.pdf

O Brasil, que não faz parte da OCDE, quando comparado com esses números, dá um grande vexame. Mesmo com a política intervencionista realizada pelo governo Dilma, onde usinas e linhas do sistema Eletrobras foram obrigadas pelo controlador majoritário a aceitar preços irrisórios inéditos no planeta, o Brasil figura como o 11º entre os países mais caros do mundo.

Para se ter uma ideia dos preços praticados após a Lei 12.783/2013 que baixou tarifas “na marra”, consulte:

http://ilumina.org.br/batido-o-recorde-de-energia-barata-relatorio-de-sustentabilidade-de-furnas-2012/

Atualmente, a Eletrobras, no mesmo trajeto percorrido pela Petrobras, vale 30% do que valia.

ATENÇÃO:  O Ilumina não está fazendo uma defesa da Eletrobras. Estamos afirmando que o que foi destruído foi a capacidade do sistema existente gerar parte das necessidades de financiamento para a expansão. Hoje, estamos totalmente dependentes de recursos de créditos bancários ou privados. Haja vista os leilões vazios na transmissão.

Caso fosse aplicada as regras contábeis fiscalizadas e aprovadas pela ANEEL existentes em 2012 ao invés da política intervencionista, alguma redução seria viável, as concessões seriam prorrogadas sem a necessidade de indenização que até hoje não foram pagas.

Evidentemente, como o anúncio midiático da redução tarifária foi feito no dia 11 de setembro de 2012, antes mesmo da publicação da Nota Técnica 385/2012-SER/SRG/ANEEL, publicada no dia 24/10/2012, a intenção não era obedecer a qualquer regra.

Como cerca de 18% das usinas e 80% das linhas foram atingidas pela MP579, o ILUMINA estima que as tarifas em 2015 estariam cerca de 30% mais altas. Vejam que, nesse cenário, as usinas ditas amortizadas estariam vendendo energia por aproximadamente R$ 30/MWh, ainda uma bagatela (ainda 1/10 do preço médio do kWh das contas dos brasileiros).

Nesse caso, onde os custos reais estariam sendo pagos pelos consumidores e não pelo tesouro (leia-se cidadãos), o BRASIL TERIA A 3ª TARIFA MAIS CARA DO PLANETA, como mostra a tabela (Brasil Contábil).

Ironicamente, o Brasil ganharia da Alemanha!

Se o governo não deve prestar contas de como isso ocorreu, o país abandonou completamente o conceito de responsabilidade.


 

(*) A tarifa média do Canadá foi obtida diretamente de informações daquele país. É interessante acrescentar esse dado ausente da base de dados da Agência, pois o Canadá é tem o sistema mais parecido com o brasileiro. Com isso nosso vexame se amplia.

http://www.electricity.ca/media/Presentations/ElectricityPricing.pdf

 

 

Categoria

2 respostas

  1. Sem negar a pertinência e vearacidade das analises técnicas feitas no blog do Roberto, só comento o seguinte:

    – Nesses momentos pré golpe que vivemos seria de esperar que o Ilumina se manifestasse.

    – Fundado há vinte anos , manifestou-se politicamente muitas vezes até 22 de setembro de 2012.

    – O fato do Roberto considerar Lula e Dilma traidores do modelo do Instituto da Cidadania (2002), não justifica que o ILUMINA , além de não tomar posição contra o golpe, ainda de espaço à pesonagens da direita golpista.

  2. Então deram um Golpe nas empresas do Grupo Eletrobrás? Mas o último leilão quando empresas chinesas arrebataram Jupia e Ilha Solteira as regras mudaram.O governo cobrou uma Outorga, Aumentou o valor teto da tarifa e não permite qualquer reivindicação de custos voltados a novos investimentos na usina se necessários.Com essa nova regra a ideia da modicidade tarifária acabou. E La Nave Vá. ….

Deixe um comentário para Renato Queiroz Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *