Nem chuva normal em janeiro assegura oferta de energia em 2015 –Valor Econômico

http://www.valor.com.br/brasil/3837966/nem-chuva-normal-em-janeiro-assegura-oferta-de-energia-em-2015

Comentário: Relaxe e…..pague.

Já usamos os dois gráficos abaixo diversas vezes, mas, em função da reportagem do jornal Valor, é interessante mostrar os dois ao mesmo tempo.

I – Gráfico obtido pela divisão da energia armazenada no sistema pela carga mês a mês. Período 2003 – 2014.

II – Gráfico do PLD no período 2003 – 2014.

O nosso spot (PLD), por singularidades do sistema, é o Custo Marginal de Operação definido pelo operador nacional do sistema. Ele é o valor que determina o uso de energia térmica. Quando é baixo, apenas usinas inflexíveis são usadas. Como se pode observar, excetuando-se o pico em final de 2007, sua evolução mostra que apenas após setembro de 2012 “despertamos” para a necessidade das térmicas. Numa média desse período, podemos dizer que o mercado livre liquidou energia por preços irrisórios em qualquer comparação com outros mercados no planeta. Térmicas mais baratas poderiam ter sido usadas e não foram.

Por outro lado, o Gráfico I mostra que a tendência declinante da reserva era clara desde 2008. No entanto, em todo o período da elipse pontilhada, confiamos exageradamente nas hidráulicas.

A reportagem, que, não podemos mostrar devido à política protecionista de direitos do jornal, perde a oportunidade de tratar o problema na sua essência. Na verdade, a água guardada nos reservatórios no ano 2014 é fruto da operação de 2013, que, por sua vez é fruto da de 2012, assim por diante, até 2008.

Um dos entrevistados, o Dr. Albert Mello, ao comparar com o racionamento de 2001 declara: “Não há indicação de que se está na luz amarela. Hoje as perspectivas são de conforto”.

O ILUMINA se espanta com essa declaração por motivos óbvios:

1 – Se a situação é de “conforto” porque a bandeira vermelha?

2 – Um setor de base para toda a economia que gera custos extras da ordem de R$ 20 bilhões/ano pode estar confortável?

O Dr. Albert é profundo conhecedor dessa dependência temporal da situação atual. Evidentemente há coisas que não podem ser ditas em função do cargo, mas alguma observação de que, daqui para diante, não podemos cometer os mesmos erros, ajudaria bastante. Se nem isso pode ser veiculado, a situação é muito mais grave do que a desastrosa política energética.

 

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