“Ni SI, ni NO, ni NI”

Palavras jocosas do Ministro dos Hidrocarbonetos da Bolívia, Carlos Villegas, sobre a decisão de continuar as negociações sobre o novo contrato com a Petrobrás. Traduzindo: Nem Sim, nem Não, nem Nem. No linguajar brasileiro seria: nem Sim, nem Não, muito pelo contrário, isto é “ficar em cima do muro”. Mesmo assim essa posição é melhor do que a anterior que dava um ultimato à Petrobrás para fechar o acordo até amanhã, dia 27/10, nos termos propostos pela Bolívia, pois indica claramente que não há ainda uma decisão fechada.


Ao que tudo indica caminha-se para a assinatura de um acordo básico ou pré-acordo, com os pontos já acordados, para cumprir o prazo do decreto de nacionalização.


O ponto mais polêmico é o pagamento de indenização que a multinacional brasileira quer receber como compensação à transferência de controle de 2 refinarias de petróleo à YPFB e o aumento dos impostos sobre a produção.


Pode ocorrer também, mas não é previsível, uma radicalização de ambos lados, que seria a Bolívia expropriar todos os bens da Petrobrás ou esta deixar a Bolívia.


A disposição, no entanto, parece ser a debuscaruma solução que atenda emparte o decreto de nacionalização, mas não traga consideráveis prejuízos financeiros à Petrobrás.


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