Nos desculpe o "especialista" citado, mas só depende das ações do govêrno! Evidentemente, o ILUMINA sabe que nenhuma solução inteligente virá desse govêrno, único responsável pelo embrulho em que colocou o setor!
Diretor-geral da Aneel garante suprimento de energia este ano
O diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), José Mario Abdo, disse ontem durante o encontro com empresários espanhóis que o Brasil não terá problemas com falta de energia este ano. "Temos expansões importantes de geração de energia que vão sustentar a necessidade de abastecimento", disse Abdo. Ele citou a Usina Hidrelétrica de Itá, que deve gerar 1,2 mil megawatts/hora, que começou a funcionar em junho, além da importação da Argentina de mil megawatts, que deverá ser dobrada até o fim de ano. "Há também a usina de Angra II, prestes a entrar em operação, e outras geradoras que estarão em funcionamento a partir do ano que vem.
O empresário Antônio Ermírio de Moraes, que também esteve presente ao almoço com o reio Juan Carlos I, disse ao Estado que tem fé que este ano a indústria não enfrentará problemas de desabastecimentos. "Mas 2001 é ano crucial, uma incógnita, uma vez que estamos tendo problemas com a fata de água", disse.
Moraes tem sido um dos maiores críticos do governo em relação aos problemas de geração de energia elétrica, que ameaçam o setor produtivo. "Venho batendo nessa tecla há dois anos", disse. O empresário reconhece que estão sendo tomadas providências para o assunto, mas teme que algumas soluções emergenciais, como o estímulo à geração de energia a vapor, venha a encarecer o custo da energia para as empresas.
De acordo com um especialista do setor, é muito provável que o Brasil passe este ano com um abastecimento muito em cima das necessidades. "Nem um pouco a mais, nem menos", acredita. "Mas não estaremos livres de blecautes em horários de pico", acredita. Para ele, 2001 virou um "achômetro", que já não depende das ações do governo, mas da meteorologia. "Se chover normalmente, teremos problemas", avalia. "Se chover muito, teremos um 2001 igual a este ano." (C.J.)
Eletrobrás vai importar mais energiaRIO, 11 – O presidente da Endesa Internacional, Alfredo Lorente, chega ao Brasil amanhã para fechar com a Eletrobrás a construção de uma segunda linha de transmissão para importação de mais 1 mil megawatts (MW) de energia elétrica da Argentina para o Brasil. O grupo espanhol já está fornecendo 1 mil (MW) ao País através de uma primeira linha construída pelo consórcio Companhia de Interconexão Energética (Cien), liderado pela Endesa. A nova linha está orçada em US$ 300 milhões e poderá ser construída com participação da distribuidora Cerj, do Rio, controlada pela Endesa, que também é dona no Brasil da Coelce, no Ceará. A Endesa já investiu US$ 330 milhões na construção da primeira linha, realizada no tempo recorde de quatro meses. A obra foi conquistada pela empresa em licitação aberta pela Eletrobrás há dois anos, depois de derrotar a norte-americana Enron, que chegou a ganhar o projeto, mas depois desistiu. A construção das linhas de transmissão para importação de energia elétrica é um projeto estratégico dentro do programa brasileiro para suprir a demanda de energia do País. A primeira linha inaugurada, de 500 KV de tensão, tem extensão total de 507 quilômetros, desde Rincon de Santa María, do lado argentino, a Itá, na divisa do Rio Grande do Sul com Santa Catarina, até a usina conversora de Garabi, na fronteira entre os dois países. De Rincon de Santa María a Garabi são 136 quilômetros de linhas de transmissão de energia em freqüência de 50 Hz. Em Garabi, a freqüência é transformada para 60 Hz, para se adaptar ao padrão brasileiro, e mais 354 quilômetros de linhas seguem até a subestação de Santo Ângelo e Itá, no lado brasileiro. A construção das duas linhas de transmissão para importação da energia argentina para o Brasil faz parte do programa de investimentos da Endesa na América Latina, que soma US$ 3 bilhões até 2004. Segundo a empresa, Brasil e México são os mercados de maior interesse. Em sua visita ao Brasil esta semana, o presidente da Endesa participará em São Paulo da Jornada Hispano-brasileira, que terá a presença do rei Juan Carlos, da Espanha, e de representantes de empresas espanholas que têm negócios no Brasil. Fonte: Gazeta Mercantil (Eliane Velloso)
Antônio Ermírio: abastecimento de energia está ameaçado em 2001
SÃO PAULO, 12 – O empresário Antônio Ermírio de Moraes, do Grupo Votorantim, disse que a falta de chuva poderá comprometer o fornecimento de energia no próximo ano. Ele considerou crítica a situação atual, principalmente no Estado de São Paulo, mas afirmou que 2001 poderá ser um ano pior. Antônio Ermírio participou de almoço em São Paulo com o presidente Fernando Henrique Cardoso, o rei Juan Carlos, da Espanha, e empresários. – Vamos esperar que não haja blecautes por causa da falta de chuva – disse o empresário. Antônio Ermírio disse que o problema de abastecimento já era esperado e o risco de falta de energia é maior do que diz o Governo. Ele explicou que o grupo Votorantim consome atualmente 40% de energia própria, gerada por uma de suas hidrelétricas. Segundo analistas de mercado, o país precisar dobrar seus investimentos em energia, atingindo US$ 8 bilhões por ano. Atualmente, aproximadamente 95% da energia consumida é gerada pelo meio hídrico, o que é de se esperar, de acordo com o empresário, que o problema surgisse com o crescimento do país. Fonte: Agência O GLOBO (Wagner Gomes)
Haddad defende divisão de Furnas para vendaSão Paulo, 11 – O diretor do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (IBMEC Educacional) e ex-diretor do Banco Central (BC), Claudio Haddad, afirmou que Furnas precisa ser dividida para venda, uma vez que a empresa tem um grande porte para ser adquirido por um comprador estratégico. Ele acredita que a venda de parte das ações da Petrobras de forma pulverizada é um importante caminho à aprendizagem dos trabalhadores sobre o funcionamento do mercado de capitais. Ele considera, no entanto, que esse modelo não deveria ser utilizado na privatização do setor elétrico. Ele observa que, no caso do setor elétrico, a regulamentação praticamente torna a posse das ações um título de renda fixa e, "sem muito charme para o investidor comum". Fonte: Agência Estado (Rodney Vergili)
Angra I foi religada mas geração de energia continua paradaRIO, 13 – Após 73 dias parado para manutenção preventiva, revisão e troca de combustível, o reator da usina nuclear de Angra I voltou a operar. No entanto, ainda não está gerando energia elétrica. O prazo inicialmente previsto estourou em 25 dias, por conta de atraso na liberação de material importado para testes. Em 1999, a usina funcionou 359 dias, um recorde, pois a média de funcionamento/ano é de 300 dias. Angra I gerou 3.976.943 MWh, o que foi suficiente para atender, apenas, a cerca de 10% do consumo de eletricidade no Estado do Rio de Janeiro. Quanto a Angra II, a Eletronuclear continua aguardando parecer favorável da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) para começar a operar. Fonte: JB On Line
Usina nuclear Angra 2 entra em operaçãoRio, 13 – A usina nuclear de Angra 2, localizada em Angra dos Reis (litoral do Rio de Janeiro), começou a produzir energia na madrugada desta quinta-feira (13). A usina opera com 10% de sua capacidade de geração, que é de cerca de 4 mil megawatts. Sua inauguração ocorre no momento em que os países desenvolvidos começam a discutir o futuro do lixo atômico. França e Alemanha estão na dianteira desse processo e já desativaram usinas nucleares em seus países. A Ucrânia anunciou nesta semana a desativação da usina nuclear de Chernobyl, na qual houve acidente nuclear, em 1986, afetando diretamente 5 milhões de pessoas. O acidente contaminou águas, lavouras e gado, causando câncer e mutações genéticas nas gerações posteriores. Fonte: Folha Online
Angra 2 entrará em funcionamento com 23 anos de atrasoSão Paulo, 13 – Após 23 anos de construção e com um custo quatro vezes maior que o orçamento inicial, a usina nuclear de Angra 2, localizada em Angra dos Reis (litoral do Rio de Janeiro), entrará em operação. Segundo a assessoria da Eletronuclear, empresa que administra as usinas de Angra 1 e 2, a CNEN (Comissão Nacional de Energia Nuclear) está reunida e pode autorizar o início das operações da usinas ainda nesta quinta-feira (13). Angra 2 custou R$ 12 bilhões, mas a energia que vai produzir cobrirá somente 38% do investimento. A previsão é de que a usina produza 1.245 megawatts (MW). Com os 623 MW de Angra 1, a energia nuclear será responsável por 40% do consumo do Estado do Rio. Em termos nacionais, isso representaria apenas cerca de 3% da capacidade instalada. Quase nada, comparado com 78% na França, 32% na Alemanha e 20% nos EUA. A inauguração de Angra 2 faz parte do programa emergencial de geração de energia elétrica do governo brasileiro. O Brasil precisa ampliar em 40% sua produção de energia elétrica nos próximos cinco anos, o que equivale a 26 mil MW. A inauguração da usina estava prevista para outubro do ano passado, mas já foi adiada várias vezes desde então. Lixo atômico – inauguração de Angra 2 ocorre no momento em que os países desenvolvidos começam a discutir o futuro do lixo atômico. França e Alemanha estão na dianteira desse processo e já desativaram usinas nucleares em seus países. A Ucrânia anunciou nesta semana a desativação da usina nuclear de Chernobyl, na qual houve acidente nuclear, em 1986, afetando diretamente 5 milhões de pessoas. O acidente contaminou águas, lavouras e gado, causando câncer e mutações genéticas nas gerações posteriores. Angra 2 vai produzir mais de 30 toneladas por ano de combustível irradiado, que ficará numa piscina junto ao núcleo do reator, provisoriamente. Parte desse material é plutônio, que tem meia-vida de 24 mil anos (o tempo necessário para dissipar-se metade de seu poder radiativo). Fonte: Folha Online (Eduardo Cucolo)