VITÓRIA DA CORAGEM E DO BOM SENSO
03.09.2008
Após uma histórica MOBILIZAÇÃO na manhã de ontem, 02.09.2008, na qual estiveram juntos aqueles que construíram e mantêm essa grande empresa que é FURNAS – Ativos, Aposentados e Pensionistas –, na mesma tarde, conquistamos uma VITÓRIA DA CORAGEM E DO BOM SENSO.
Assim, a APÓS-FURNAS vem prestar seu reconhecimento aos Diretores de FURNAS que de forma firme e responsável, mesmo com as pressões políticas que, certamente, devem ter recebido, REJEITARAM POR CINCO VOTOS A UM, em reunião de Diretoria, a proposta apresentada pelo Diretor Presidente Luiz Paulo Conde, cujo propósito era a cassação da cessão dos empregados de FURNAS à REAL GRANDEZA, que hoje ocupam os cargos de Diretor-Presidente e Diretor de Investimentos.
Com esta decisão FURNAS retoma as práticas de respeito à legislação em vigor e às suas próprias normas internas. Evitou-se, assim, uma situação inusitada de confronto entre a Patrocinadora FURNAS e a Fundação REAL GRANDEZA, através do seu órgão máximo, o Conselho Deliberativo.
Lembramos que não é a primeira vez que o atual Diretor Presidente de FURNAS, Sr. Conde, tenta interferir de forma arrogante e inconseqüente na gestão da REAL GRANDEZA. Infelizmente, temos que admitir que esta não será a última vez, haja vista a sua “estranha obsessão” em trocar o Diretor-Presidente e Diretor de Investimentos da FRG.
Sem sucesso em relação a destituir os referidos Diretores através de uma “decisão” do Conselho Deliberativo da FRG, a nova investida do Presidente Conde foi, agora, junto a Diretoria Executiva de FURNAS.
Por incompetência ou ignorância, ao arrepio do que determina Leis Complementares 108 e 109 de 2001, e, ferindo o Estatuto da FRG em vigor, nesta nova manobra o Sr. Conde tentou inviabilizar o cumprimento dos mandatos dos Diretores da FRG. Caso vitorioso, isso ocasionaria um confronto entre a Patrocinadora FURNAS e a REAL GRANDEZA, com o risco de uma possível intervenção da Secretaria de Previdência Complementar.
FURNAS é a Patrocinadora que instituiu a REAL GRANDEZA como uma extensão de sua Política de Gestão de Pessoas, conseqüentemente, deve preservá-la e nunca colocá-la, insistentemente, como faz o Sr. Conde, em uma situação de confronto e instabilidade, denegrindo a sua imagem perante a Secretaria de Previdência Complementar.
Sabemos que a FRG tem inúmeros problemas estruturais a serem resolvidos de modo a cumprir seus objetivos que são garantir uma vida digna aos empregados de FURNAS (e parte dos da ELETRONUCLEAR) quando aposentados, e a seus pensionistas em caso de falecimento dos mesmos.
Não podemos admitir que a Pensão por Morte continue a ser de apenas 45% da Aposentadoria; que um Pensionista receba hoje R$ 199,00 brutos e que aqueles que estão Aposentados há mais tempo, estejam recebendo apenas 1/3 dos rendimentos se na ativa estivessem.
São mais de 12.000 Participantes (empregados ativos) e Assistidos (aposentados e pensionistas), e suas famílias, a serem preservados dessa “estranha obsessão” do Sr. Conde, ou de todos aqueles que pensam que o Patrimônio da REAL GRANDEZA não tem dono.
A REAL GRANDEZA tem dono SIM!
Somos nós Ativos, Aposentados e Pensionistas, que juntos,
estaremos numa luta permanente em defesa do nosso Patrimônio.