
Comentário: O ILUMINA foi procurado pela TV Globo para comentar a queda de consumo e alta das tarifas no seu telejornal. Impossibilitados de comparecer indicamos um dos nossos membros, o engenheiro Renato Queiroz do Grupo de Economia da Energia da UFRJ. Conversamos sobre o tema antes da sua gravação, apesar de já sabermos que, na maioria das vezes, apenas uma frase do nosso depoimento é veiculada na reportagem.

Qual é a informação importante que, dado o estilo rápido de um telejornal matutino, não pode ser passada?
No gráfico, com dados até setembro de 2015, é possível perceber que, em termos médios, a carga evolui num nível 3.000 MW médios abaixo da tendência anterior. Portanto, analisada sob o ponto de vista de seu comportamento de longo prazo, a carga já está 7% abaixo da sua evolução histórica e não apenas 2,7% como citado na reportagem.
Esse recuo significa que os consumidores deixaram de consumir uma energia equivalente a 3 usinas como Itumbiara, a maior hidráulica do sistema Furnas. É possível perceber que esse retrocesso já ultrapassa o ocorrido na crise internacional de 2009.
Portanto, a pergunta que fica no ar sem resposta é a seguinte: Mesmo que se aceite a tese de que a atual seca é extremamente severa, como é possível manter a ilusão de que o sistema “está robusto”? Um decréscimo de 7% do consumo ainda não é suficiente para recuperar os reservatórios mesmo com as térmicas à toda?
http://ilumina.org.br/sistema-robusto-informacao-essencial/
No link acima já mostramos que a tendência decrescente da poupança energética continua declinante.
Uma resposta
Parafraseando um marqueteiro de sucesso: É o modelo de gestão dos reservatórios, estúpido!
E la nave va… navegando em águas rasas.
Quiz: O que fará o nosso (oops, perdão, deles!) Schetino quando o barco se chocar com seu primeiro arrecife? Abandonará o barco?
Respostas devem ser enviadas para a Globo.