Petrobras estuda gerar créditos de carbono
A Petrobras iniciou há cerca de um mês estudos para identificar e desenvolver projetos de créditos de carbono em suas instalações, o que inaugura sua entrada em um mercado que pode movimentar US$ 20 bilhões até 2012. Este será o prazo final para que os países signatários do Protocolo de Kyoto reduzam seus níveis de emissão de gás carbônico na atmosfera ao patamar de 1990. Dos 730 projetos já definidos em todo o mundo, que vão gerar US$ 9,1 bilhões, 40 serão realizados no Brasil, o equivalente a US$ 1 bilhão.
Para iniciar a empreitada, a estatal contratou a americanaMGM , especializada em consultoria e venda destes créditos no mercado internacional, que atende outras petrolíferas como Repsol e Shell . A Petrobras ainda não definiu se eles serão vendidos, ou para qual país ou empresa, mas a consultoria estima que serão produzidos mais de 20 milhões de créditos. Cada crédito equivale a 1 tonelada de gás carbônico.
Segundo o presidente da MGM, Marco Monroy, estão sendo feitas avaliações nas refinarias da empresa em Betim (MG), Araucária (PR) e Manaus (AM) para reduzir as emissões de gás carbônico e gás metano. Em Camaçari (BA), a fábrica de fertilizantes da companhia começou uma análise da instalação de catalisadores para impedir a emissão do gás N2O para a atmosfera.
Monroy explica que cada tonelada deste gás que deixa de ser emitida corresponde a 310 créditos de carbono. Segundo ele, está em estudo a instalação de equipamentos para recuperar gases emitidos pelas refinarias e usá-los para geração de eletricidade.
O executivo, que atua neste mercado há seis anos, explica que a MGM montou um portfólio com 10 a 15 projetos nesta área em países como Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, Tailândia, México, Egito e China, com capacidade de gerar 40 milhões de créditos de carbono. Seu objetivo é montar uma rede de projetos que dê mais segurança para os países e empresas que precisem comprar créditos de carbono.
“A garantia de entrega em um projeto individual é menor porque podem ocorrer problemas técnicos ou com contratos de concessão”, diz. Para atuar no serviço de pagamentos relativos à compra e venda dos créditos, a MGM firmou parceria com o banco americanoMorgan Stanley .
Existem quatro projetos brasileiros no portfólio da MGM, incluindo a fabricante de alumínioAlbras e a empresas de serviços ambientais Qualix . A primeira vai gerar energia limpa por meio de recursos hidrelétricos e fornecerá essa energia à rede elétrica regional do Mato Grosso do Sul, evitando a queima de combustível fóssil. A paulista Qualix, por sua vez, reduzirá as emissões de gás metano em um aterro. Por enquanto, a Petrobras não faz parte deste grupo.
Com oito escritórios em todo o mundo, a MGM planeja abrir novas filiais na Europa, na China, no Oriente Médio e na África do Sul até o final do ano. No Brasil, o escritório da empresa contratará mais quatro funcionários para sua equipe atual de dez pessoas. N.Gómez, Valor
Para iniciar a empreitada, a estatal contratou a americana
Segundo o presidente da MGM, Marco Monroy, estão sendo feitas avaliações nas refinarias da empresa em Betim (MG), Araucária (PR) e Manaus (AM) para reduzir as emissões de gás carbônico e gás metano. Em Camaçari (BA), a fábrica de fertilizantes da companhia começou uma análise da instalação de catalisadores para impedir a emissão do gás N2O para a atmosfera.
Monroy explica que cada tonelada deste gás que deixa de ser emitida corresponde a 310 créditos de carbono. Segundo ele, está em estudo a instalação de equipamentos para recuperar gases emitidos pelas refinarias e usá-los para geração de eletricidade.
O executivo, que atua neste mercado há seis anos, explica que a MGM montou um portfólio com 10 a 15 projetos nesta área em países como Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, Tailândia, México, Egito e China, com capacidade de gerar 40 milhões de créditos de carbono. Seu objetivo é montar uma rede de projetos que dê mais segurança para os países e empresas que precisem comprar créditos de carbono.
“A garantia de entrega em um projeto individual é menor porque podem ocorrer problemas técnicos ou com contratos de concessão”, diz. Para atuar no serviço de pagamentos relativos à compra e venda dos créditos, a MGM firmou parceria com o banco americano
Existem quatro projetos brasileiros no portfólio da MGM, incluindo a fabricante de alumínio
Com oito escritórios em todo o mundo, a MGM planeja abrir novas filiais na Europa, na China, no Oriente Médio e na África do Sul até o final do ano. No Brasil, o escritório da empresa contratará mais quatro funcionários para sua equipe atual de dez pessoas. N.Gómez, Valor