Pinguelli defende pacto entre governo e sociedade civil para garantir expansão
Este é um dos pontos do documento apresentado no final do XI Congresso Brasileiro de Energia
J.Lanzarini,Agência CanalEnergia
O professor da Luiz Pinguelli Rosa divulgou nesta sexta-feira, 18 de agosto, documento com os principais pontos debatidosduranteo XI Congresso Brasileiro de Energia, que terminou hoje, no Rio de Janeiro. Entre os itens levandos, oprofessor destaca a criação de um pacto nacional para o setor elétrico, através de um acordo entre o governo e a sociedade civil, e a redefinição da atuação do Grupo Eletrobrás que, segundo ele, deve assumir um papel na expansão da geração hidrelétrica semelhante à atuação da Petrobras na área de petróleo.
Outro ponto atentado por Pinguelli é a inserção das termelétricas no sistema hidrelétrico brasileiro. Segundo ele, as hidrelétricas da região Norte, com reservatórios reduzidos para minimizar os impactos ambientais, irão exigir uma forte complementação termelétrica. “Nesse contexto, há uma forte necessidade de redefinir os papéis para as usinas a gás natural, biomassa, nuclear e carvão”, comentou.
Para Pinguelli,existe ainda anecessidade de encontrar uma solução para que as usinas a gás da Petrobras sejam adaptadas para bicombustível, podendo, em caráter emergencial, queimar diesel, GLP ou álcool em caso de problemas na expansão da geração.
O governo, acrescenta,já reconheceu que a situação em relação ao suprimento de gás natural é emergencial. Segundo ele, há ainda a prioridade de se definir os preços e a disponibilidade futura do insumo para a geração termelétrica.
Em relação à mudança do papel da Eletrobrás, o professor destaca que, para isso, seria necessária uma mudança na resolução do Conselho Monetário Nacional para que ela atue em mais projetos sem estar apenas com participação minoritária e possa receber crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.
“A Eletrobrás não pode vender uma energia tão barata e precisa ser vista como uma empresa”, disse`Pinguelli, que foi presidente da empresa, lembrando que 85% de tudo o que a estatal recolhe vai para o Tesouro Nacional.
Pinguellidestaca ainda pontos como a retomada da segunda fase do Proinfa e a reunião do Fórum Brasileiro de Mudança Climática, com a formação de um grupo de pesquisa em fontes alternativas de energia. Em relação à energia nuclear, o professor diz que no momento o objetivo é garantir a construção de Angra 3. “Nós estamos numa situação de emergência e o próximo governo terá que estar atento a isso”, completa.