Pouca água nas hidreléticas do SE eleva risco de racionamento elétrico
Reservatórios da Região Sudeste terão apenas 34,1% da capacidade preenchida no fim do mês
BRASÍLIA – Os níveis dos reservatórios das usinas hidrelétricas da Região Sudeste devem chegar ao fim do mês com apenas 34,1% da capacidade das barragens tomadas pela água. A previsão é 2,1 pontos porcentuais abaixo daquil o que foi estimado, no início do mês, pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). A situação encontra-se bastante crítica já que, para atravessar um período de seca – entre maio a setembro – sem problemas de abastecimento de energia elétrica, as barragens deveriam estar com 49% dos níveis de água no final de abril. Com isso, o Plano de Redução de Consumo e Aumento da Oferta, lançado pelo governo federal no início do mês, tem de ser suficiente para cobrir esta demanda. Uma redução mais significativa dos níveis destes reservatórios pode levar ao racionamento de energia nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste. Para dar explicações sobre a crise do setor elétrico nacional e a privatização das estatais de geração, o ministro de Minas e Energia , José Jorge, e o diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), José Mário Abdo, irão ao Senado e a Câmara dos Deputados.
Os senadores vão indagar José Jorge hoje numa reunião conjunta das Comissões de Assunto Econômico (CAE), Infra-estrutura (CI) e Fiscalização e Controle (CFC). Na quarta-feira, na Comissão de Minas e Energia da Câmara, os deputados vão debater com José Jorge e Abdo o possível colapso do setor energético.
Gás – O governo federal vai promover uma reunião hoje para tentar equacionar o preço do gás natural para as usinas termelétricas que serão construídas no País. O secretário de Energia do Ministério de Minas e Energia, Afonso Henriques Moreira Santos, disse por meio da assessoria de imprensa do ministério que a reunião não deverá ser conclusiva. Ou seja, é possível que não se equacione a tarifa.
O secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Edward Amadeo, deve participar do encontro. Estão sendo feitos estudos técnicos que exigem o aval da equipe econômica no que diz respeito à fórmula de reajuste do preço do gás natural. O diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), David Zylbersztajn, e o presidente da Petrobrás, Henri Philippe Reichstul, ainda não confirmaram se vão participar desta rodada de negociações. Zylberstajn e Reichstul informaram que o superintendente de Gás Natural da ANP, José Cesáreo, e o presidente da Gaspetro, Luiz Rodolfo Landim, seriam os principais executivos no debate. (Roberto Cordeiro) Estadão 17/4
ILUMINA: Nem o governo nem a população estão conscientes da gravidade da situação.
Governo publica hoje edital de privatização da Cesp Paraná
Novo controlador terá de aumentar a capacidade instalada em 16,5% em oito anos
RENÉE PEREIRA
As condições de privatização da Cesp Paraná para as empresas que desejam adquirir o controle da empresa estão listadas no novo edital divulgado ontem pelo governo do Estado de São Paulo. As principais mudanças referem-se às obrigações da empresa vencedora, aprovadas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O novo controlador da companhia terá a obrigação de aumentar a capacidade instalada (6.222 megawatts) em no mínimo 16,5% no período de oito anos. Além disso, o vencedor do leilão terá de dar continuidade à construção da Hidrelétrica Porto Primavera, instalando 14 máquinas.
Segundo o edital, as obrigações não "implicam manutenção de montante mínimo de ações em circulação, sendo obrigação do novo controlador fazer apenas com que a empresa mantenha seu registro de companhia aberta, com ações negociáveis em bolsa."
O leilão da empresa será realizado dia 16 de maio, na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Serão vendidas 29.911.487.730 ações ordinárias e 6.321.277.080 ações preferenciais ao preço mínimo de R$ 48 por lote de mil ações, totalizando R$ 1,739 bilhão.
Está é a segunda tentativa de venda da companhia. A primeira, marcada para o dia 6 de dezembro, fracassou por falta de compradores. Na época, um dos principais entraves era a dívida da empresa. Estadão 17/4
ILUMINA: Menos R$ 1,739 bilhão para novas usinas. Genial!
ILUMINA: Ora, um aumento de 16,5% em 8 anos significa aumentar 1,8% ao ano durante oito anos. O mercado brasileiro cresce a uma taxa de 5% a.a . É evidente que é insuficiente. Só no primeiro ano já ficaria faltando 3,2%, ou 200MW. Será que esse pessoal não sabe fazer conta?