Predio sede do CREA-RJ



Contrato sob suspeita no Crea


Presidente eleito questiona processo de locação na sede


Janaína Linhares, JB, 2/8




Responsável por vistoriar obras e defender a sociedade da prática ilegal de profissionais conveniados, o Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Rio de Janeiro (Crea-RJ) está sendo acusado de promover uma negociação nebulosa e intempestiva no processo de aluguel do prédio sede, na Rua Buenos Aires, no Centro. Em seus últimos meses como presidente do órgão, Reinaldo de Barros está negociando junto a um banco privado o aluguel de cinco, dos 11 andares do edifício sede, no entanto entidades conveniadas à entidade e o presidente eleito para o próximo mandato, Agostinho Guerreiro, garantem que há irregularidade no processo, uma vez que o Crea é uma autarquia federal e por isso a locação deveria ter sido licitada.


– Não quero e não posso fazer acusações, porque não tenho provas, mas a forma e a velocidade com a qual a negociação está sendo feita nos deixa com um pé atrás – afirmou Guerreiro. – O atual presidente está há seis anos no cargo, não estamos entendendo porque agora que faltam 120 dias para ele entregar a presidência ele quer fazer uma mudança desta magnitude.


De acordo com o futuro presidente do Crea, se o processo for concluído, cerca de 200 funcionários terão que deixar o prédio em até 30 dias.


– O atual presidente alega que vai alugar o prédio para obter renda, mas o Crea tem recolhimento obrigatório e por isso não precisa de dinheiro. O orçamento anual do órgão é superior a R$ 40 milhões, o aluguel não vai fazer diferença.


A assessoria de imprensa de Barros confirmou a existência do processo e informou que foi o banco que procurou o Crea. A respeito de datas, a assessoria declarou que não há nada certo e que a negociação pode ser concluída ou não.


Gestão criticada


Além da falta de licitação, outra reclamação a respeito da atual gestão é a descentralização criada por Reinaldo Barros.


– Quando começou a descentralização, ele tirou muita gente da sede de atendimento e colocou onde não tem necessidade – afirmou o presidente do Sinsafispro- José Walter Alves. – A próxima gestão irá rever a descentralização deixando os pontos onde é, de fato, necessário.

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