Presidente da Eletrobrás diz que IBAMA radicaliza
Para Aloísio Vasconcelos, falta diálogo sobre proteção do meio ambiente
A Eletrobrás voltou a defender a criação das usinas Santo Antônio e Jirau à margem do Rio Madeira, no estado de Rondônia. O “entrave” para construção das unidades centra-se na cessão de licenças ambientais por entidades como o Ibama, que se recusam a dialogar abertamente, de acordo com a Eletrobrás.
“O meio ambiente é um capítulo especial na empresa. Todos defendem o desenvolvimento sustentável do País, mas a questão tem sido tratada com radicalismo”, criticou ontem, no Rio de Janeiro, o presidente da Eletrobrás, Aloísio Vasconcelos.
O diretor de Licenciamento do Ibama, Luiz Felipe Kunz, disse, na semana passada, que Furnas, uma das empresas responsáveis pela
construção das usinas do Rio Madeira, ainda não havia encaminhado ao Ibama o pedido de complementação dos estudos de impactos ambientais.
De acordo com o diretor, o pedido foi feito em fevereiro e cerca de 29 itens teriam que ser modificados.
A Eletrobrás reafirmou o compromisso com investidores e o interesse de operar em parcerias com a iniciativa privada para a construção de usinas.
Outro ponto forte abordado pelo presidente da Eletrobrás foi a política de internacionalização da empresa, que consiste na venda de know-how para o mercado internacional. O projeto está na Casa Civil e possivelmente vai à votação no Congresso Nacional.
Países na Ásia, África e América Central estão no alvo deste programa, com estudos para a construção de uma usina de 560 MW em Angola e Namíbia e uma outra em El Salvador.
A Eletrobrás pesquisa o mercado asiático contando com ajuda de parceiros como o Citic Group, da China e a Kep (Korea Eletric
PW). Os planos de construir uma usina na Bolívia estão praticamente descartados, em função do estremecimento da relação entre os países.
Rodrigo Franco, Setorial News/Energia
Comentário
O Sr. Vasconcelos, mais uma vez, foi inábil com o IBAMA.
Que falta diálogo, todos sabem, mas não é assim que se inícia um entendimento. Precisamos acabar com os entraves mentais. Um pouco de bom senso de ambas as partes seria desejável.
A Eletrobrás quer aumentar a oferta de energia elétrica para atendera demanda, o que é justo, e o IBAMA quer defender o meio ambiente, o que é sua função.
O Brasil merece homens públicos competentes para encontrar soluções que atendam os diversos interesses da sociedade.