Prioridade do governo é reduzir custo da energia, diz MME – O GLOBO

http://oglobo.globo.com/brasil/prioridade-do-governo-reduzir-custo-da-energia-diz-mme-16449586

 

Comentário: Na notícia do link, um secretário de energia do Ministério diz que o custo da energia está alto porque foi baseado em contratação de usinas a óleo e diesel, que são muito caras.

Imagine um estrangeiro lendo essa notícia. Com certeza iria pensar que esse secretário, membro de um novo governo, vai corrigir os erros do incompetente governo passado! Claro!

Qual seria o espanto desse leitor se fosse informado que foi esse mesmo governo que, através de mirabolantes fórmulas matemáticas, contratou todas essas caras usinas? Se pensasse em inglês, sua mente estaria questionando: “How did they get this mess?

Vejam abaixo a composição dos leilões realizados de 2004 até 2012. Metade da energia térmica contratada é atribuída à usinas a óleo e diesel.

Reparem que os dados do gráfico se referem à ENERGIA, ou seja MW médios. Por exemplo, uma “oferta” de 4.853 MW médios foi atribuída à usinas à óleo.

O estrangeiro ficaria ainda mais espantado ao saber que, na maioria do tempo, quem gerou efetivamente essa “oferta” foram as hidráulicas. Como tem alguma lógica, com certeza perguntaria: Mas ai vocês não vão esvaziar os reservatórios? Óbvio! Até para um estrangeiro ficaria evidente!

Mas, para o Brasil, o esvaziamento é culpa de São Pedro, que, santo, aguenta a injustiça. E assim,….como se não houvesse responsável, nos surpreendemos com um novo debate: Quem vai pagar o déficit de geração?

Valores em MW médios.

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6 respostas

  1. Caro Roberto

    Por falar em lambanças no planejamento, seria interessante saber qual tem sido a real contribuição da fonte eólica no nosso sistema elétrico. Até hoje não entendi por que foi dado tanta prioridade e tantos benefícios a esta fonte, em detrimento de outras tecnologias. E qual terá sido a efetiva geração de energia de todos estes parques eólicos?

  2. Roberto

    Concordo com você e acrescento que reduzir o custo da energia considerando a expansão prevista para os próximos anos só se for promovendo outra festa de MWh barato, ou baixando outra MP para liquidar as empresas restantes.

  3. Roberto
    A matéria é clara e oportuna e seria interessante que mostrasse também o que ficou disponível dessas contratações todas.
    Abraço
    Pietro

    1. Pietro;
      É importante saber o que ficou pronto, mas a tese do “estrangeiro” continua válida, mesmo sem esse número, pois, se haviam térmicas a serem despachadas antes de setembro de 2012 (MP579), por que não foram? Por que, com claros indícios de que a reserva se esvaia, em 2011 o PLD chegou a R$ 16/MWh? Térmicas a 9% da carga! Às vésperas da crise! Vertimento desprezível! Só mesmo o Brasil, num sistema com estoque equivalente a 220 TWh, não se examina as decisões passadas para saber o que ocorre hoje. Recentemente um ex-diretor da ANEEEL escreveu um artigo criticando a “lanterna de popa”. Pois nós, do ILUMINA, somos essa lanterna. Já é tempo de assumir as decisões tomadas.

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