Produtores de eólica querem importar equipamentos para viabilizar projetos do Proinfa
Pela lei que cria o programa, os projetos selecionados devem ter, no mínimo, 60% de seus equipamentos nacionalizados
G.Oliveira,Agência CanalEnergia
Os produtores de energia eólica negociam a possibilidade de importar equipamentos eólicos para viabilizar seus projetos integrantes do Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica. Pela lei que cria o Proinfa, os projetos selecionados devem ter, no mínimo, 60% de seus equipamentos nacionalizados. No entanto, os produtores estão com dificuldades para cumprir a legislação, já que o país conta apenas com um fabricante de equipamentos, a Wobben Windpower, segundo Adão Muniz, presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica. As negociações estão sendo feitas via ABEE junto ao Ministério de Minas e Energia e Eletrobrás. SegundoMuniz,não há interesse de outros fabricantes em instalar fábricas de equipamentos eólicos no Brasil. “Não existem perspectivas positivas deste mercado no país”, observa. Para atender a primeira fase do Proinfa, a idéia seria importar os equipamentos e sinalizar com crescimento da geração eólica no Brasil, no prazo de seis a oito anos. Segundo ele, a legislação do programa prevê uma expansão da geração eólica de 300 MW, em média, a partir de 2009, por um período de dez anos. Sem entrar nos detalhes das conversas com o MME e Eletrobrás, Muniz estima que, caso a medida seja aprovada, serão viabilizados entre 800 MW e 1 mil MW de empreendimentos eólicos integrantes do Proinfa.