Comentário: Com as tarifas estratosféricas que o Brasil conseguiu após uma série de trapalhadas, evidentemente, o melhor uso das placas solares é junto da carga pois, ali, ela pode ser competitiva. Mas, estamos no Brasil e aqui, quem instalar placas solares e produzir acima de seu consumo terá que pagar ICMs sobre os kWhs produzidos dentro de sua casa. É como plantar maçãs e, ao dar uma dentada numa delas, um fiscal do estado interrompe a mordida e cobra um imposto.
Mas a notícia não é ruim.
A proposta é espalhar milhares de metros quadrados de boias com painéis solares sobre o espelho d’água de usinas. Uma dessas usinas é a de Sobradinho no Rio S. Francisco. Já que as turbinas não podem entregar um grande volume de energia por causa da escassez de água, que o reforço na geração venha pela luz do Sol, recurso que fica ainda mais intenso durante o período seco.
Cálculos mostram que flutuadores solares sobre os reservatórios pode acrescentar ao parque nacional de energia até 15 mil megawatts (MW) de potência, volume superior à capacidade máxima que será entregue pelas Hidrelétricas de Belo Monte e Jirau, em construção na Amazônia.
O uso de energia solar no Brasil é um desses ululantes óbvios que, agora, tardiamente, o governo parece ter descoberto. Ninguém está propondo cobrir o lago da usina com placas solaras, mas, apenas para mostrar o potencial, uma avaliação “por baixo”, mostra que os 4.214 km2 do reservatório “escondem” um potencial de 190 GWh/mês em energia solar, aproximadamente metade do que a usina pode produzir.