Risco de falta de energia cai para 4,9% em abril na região Sudeste – Estado de SP

Comentário: Se o risco já está abaixo de 5%, que é o limite estabelecido, por que as térmicas continuam ligadas ao máximo? Se está tudo bem, por que a ANEEL faz audiência pública para a decisão de permitir que empresas vendam geração diesel diretamente às distribuidoras?

O ministro insiste em comparar bananas e laranjas. Mostrar o aumento do MW instalado para dizer que isso garante o MWh consumido é dizer que não se importa com o preço para o consumidor.

Ter racionamento ou não é uma falsa questão! Apenas a ameaça já causa estragos suficientes. A estimativa de aumento para 2015 já chega a 60%. Vejam o gráfico:

EDUARDO RODRIGUES – AGÊNCIA ESTADO

 

BRASÍLIA – O ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, adiantou nesta quarta-feira, 8, que o risco de falta de energia no sistema Sudeste/Centro-Oeste caiu de 6,1% no começo de março para 4,9% agora. Os dados geralmente são apresentados pelo Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), que se reunirá nesta tarde.

Para a região Nordeste, o risco de falta de energia continuou em 1,2%, segundo o ministro. O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) admite um risco de déficit de até 5%.

“Isso é para mostrar que o sistema elétrico está com níveis bem melhores do que entramos em janeiro de 2015, quando diversos especialistas diziam que nosso sistema não seria capaz de vencer o desafio”, disse Braga, em audiência pública na Comissão de Infraestrutura do Senado.

Segundo o ministro, a possibilidade de racionamento de eletricidade no País é cada vez menor, a despeito de janeiro e fevereiro terem sido ruins em termos de chuva. Ele destacou que a queda no consumo de energia nos últimos meses no País tem ajudado a manter o equilíbrio estrutural do sistema elétrico. “A cada dia nos afastamos seguramente de qualquer possibilidade de racionamento”, afirmou.

Ao apresentar dados do setor, Braga citou a entrada de 1.500 megawatts novos no parque nacional de geração entre janeiro e março deste ano. Ele também mostrou tabelas com dados sobre a situação dos reservatórios das hidrelétricas em 2001 e 2015.

“Mesmo com volume de água em reservatórios menor que em 2001, temos condições de garantir a oferta de energia. E aumentamos muito a capacidade de transmissão entre as regiões do País. Isso permite que volumes de energia sejam transferidos entre as regiões que têm ritmos hidrológicos distintos, ao contrário do que acontecia em 2001”, completou.

Energia solar. Braga disse ainda que geração de energia solar por meio de painéis instalados sobre flutuadores em reservatórios de hidrelétricas pode ser usada como uma alternativa em momentos de menor quantidade de água disponível. “Com isso, aproveitaríamos linhas de transmissão e subestações existentes. A tecnologia existe há três anos e estamos fazendo testes e estudos”, afirmou.

Depois de apresentar experiências internacionais, ele confirmou que a primeira usina brasileira que deve utilizar essa alternativa será a de Balbina, no Amazonas, um exemplo clássico de hidrelétrica de baixa eficiência, uma vez que gera pouca energia em relação ao tamanho da área de floresta alagada.

“Já a usina de Sobradinho (BA) poderia ser usada também porque extensão do reservatório é gigantesca. Se usarmos 1% da superfície para geração solar, será equivalente à energia gerada por uma nova usina, aproveitando equipamentos existentes e sem a necessidade de novas licenças ambientais para um novo empreendimento”, completou.

Petróleo. A 13ª rodada de leilão de exploração de petróleo e gás deve ocorrer somente no último trimestre de 2015, disse Braga. Até então, a previsão do governo era de que o certame ocorresse em algum momento do segundo semestre deste ano. Está prevista a licitação de áreas em terra e no mar, na camada pós-sal.

“Estamos discutindo com a presidente Dilma Rousseff as áreas que entrarão no certame e os blocos a serem licitados devem ser apresentados ao mercado ainda em abril”.

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3 respostas

  1. Assisti dias atrás uma entrevista com o Sr Ministro. Não acreditei, nunca ouvi tanta besteira. Procurei saber qual é a formação dele e tomei um susto. É engenheiro. Inacreditável, ele não tem a menor ideia sobre o que fala. A situação se agrava a cada dia, estamos muito pior agora do que em janeiro, o período úmido está no fim e não houve a necessária recuperação dos reservatórios. Penso que teremos um colapso energético em 2015. O Governo conta com aumento da tarifa para diminuir o consumo, na realidade estamos em pleno racionamento embora o governo desconverse. A brutal recessão industrial também colabora, mas mesmo assim só um milagre poderá nos salvar. Que Deus nos proteja destes ministros e da nossa querida presidenta.

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