TCU dá aval a leilão de usinas, mas critica união – Valor Econômico

http://www.valor.com.br/empresas/4268484/tcu-dara-aval-leilao-de-usinas-mas-critica-uniao

Comentário:

Que tipo de regulação admite uma “cambalhota” tão absurda quanto essa? Que seriedade e respeito pelo interesse público tem um país que aceita tal inversão?

Senão vejamos:

Quem se lembra da campanha da FIESP (com a omissão do governo) identificando a razão de termos tarifa cara no fato exclusivo de já termos pagado pelas usinas antigas? Não lembram?

https://www.youtube.com/watch?v=inWVNzqnhUM

Pois as usinas da Eletrobras (que coincidência, hein?) foram atingidas pela medida provisória 579, com tarifas irrisórias justificadas pela nota técnica no 385/2012-SER/SRG/ANEEL, que tem erros de fórmulas matemáticas (!), mas foi editada assim mesmo. Segundo essa nota, a tarifa média dessas usinas foi definida em R$ 7,67/MWh, portanto, algo no entorno de US$ 2/MWh.

Alguém conhece alguma usina que venda energia por esse valor?

Com todo esse “resgate” promovido pela FIESP com o acordo e execução do governo, o Brasil continua com uma das mais altas tarifas do planeta. É só conferir:

http://ilumina.org.br/tarifas-de-energia-poderao-subir-para-compensar-melhoria-dos-servicos-agencia-brasil/

Esse post foi feito há algum tempo, mas, mesmo com o US$ a 4 R$ continuamos a dar vexame!

http://ilumina.org.br/tres-governos-uma-so-politica/

Nessa campanha, o Dr. Skaff usa como exemplo os preços dos leilões de Sto. Antônio, Jirau, Belo Monte e Teles Pires para “provar” que usinas velhas não podem ter tarifas mais caras do que usinas novas.

O Ilumina já demonstrou:

  1. A “tarifa” das usinas antigas não foi determinada pelas empresas, mas sim por leilões.
  2. Se os preços das usinas exemplos fossem adotados como paradigma, ficaria evidente que o contabilizado como amortizado chegaria a 70% e, consequentemente, a tarifa poderia ser reduzida a aproximadamente 30% do valor sem rasgar balanços e sem onerar o tesouro.
  3. A estratégia não foi adotada porque houve uma “promessa” de redução advinda de uma decisão impensada e voluntariosa que exigia muito mais.

Apesar da crítica do TCU, a cambalhota foi aprovada! Onde foi parar o discurso das usinas já pagas pelo “povo”? Por acaso, era só uma estratégia para destruir a Eletrobrás?

Um país que aceita tal inversão de princípios não pode imaginar ser levado a sério por investidores estrangeiros.

Se há alguma coisa positiva nessa notícia, é que ela reforça o sentimento de que somos um país ridículo aos olhos dos outros.

 

 

 

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2 respostas

  1. Em vista dos pagamentos a que estão sujeitas muitas usinas hidrelétricas que geraram menos do que foi definido como sua “energia garantida”, as regras atuais mostram que mesmo usinas prontas correm riscos financeiros significativos. Estes poderão afetar a atratividade e portanto, o valor oferecido ela sua concessão.

  2. A discrepância de tratamento evidencia que para o governo existe dois pesos e duas medidas e que o pau que bate em Chico não bate em Francisco.

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