Globo 22/11/98 Rompimento de cabos elétricos deixa universidade sem energia Mônica Pereira e Patricia Faria A falta de luz que deixou sete prédios da Ilha do Fundão às escuras ontem, por …



Globo 22/11/98

Rompimento de cabos elétricos deixa universidade sem energia



Mônica Pereira e Patricia Faria

A falta de luz que deixou sete prédios da Ilha do Fundão às escuras ontem, por volta das 10h50m, foi ocasionada pelo rompimento de dois cabos elétricos subterrâneos, nas proximidades do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho. No local existe um canteiro obras, onde cerca de 20 operários trabalham contra o tempo, usando retroescavadeiras, para concluir o trabalho de substituição da rede elétrica que alimenta toda a cidade universitária. Um desses tratores teria danificado a rede.


Segundo a assessoria da empresa, a obra já dura três meses e os técnicos responsáveis pela intervenção tentam terminar o serviço num prazo de 30 dias.


– Estamos correndo com a obra, pois essa é uma rede que está sempre apresentando problemas. Tivemos uma situação

complicada no verão passado. Nos próximos 30 dias devemos completar o serviço. Faltam apenas 10% dos cabos a serem trocados – afirmou o engenheiro da Light Evaldo Bragança.


Os técnicos que estavam no local da obra ontem, porém, não admitiram que o dano na rede elétrica tenha sido causado pela

retroescavadeira da Sanecon, empresa contratada pela Light para abrir os dutos.


– Não se pode dizer que foi a retroescavadeira. Não há marcas na pá do trator. Os cabos se romperam porque não tinham base

de sustentação – alegou o engenheiro Eduardo Bargiona.


No início da tarde, no entanto, o gerente regional Mário Sérgio Coutinho confirmou que o equipamento de empresa contratada realmente atingiu a rede, causando o estrago.


– O problema foi mesmo causado pela retroescavadeira. Estamos correndo contra o relógio. Os operários trabalham aos

sábados e domingos e até de madrugada. Temos que concluir o serviço antes do verão. Não dava para parar hoje (ontem) – disse.


Segundo o engenheiro Eduardo Bargiona, a equipe da Light foi acionada imediatamente.


– Os cabos de média tensão, quando danificados, desarmam o disjuntor na estação e imediatamente a equipe de reparos é

avisada – disse Bargiona.


Na tentativa de contornar a situação, a Light mandou dois geradores para a Ilha do Fundão para atender ao Instituto de

Puericultura e ao Hospital Universitário.


Segundo o coordenador do Núcleo de Computação Eletrônica da UFRJ, Sérgio Rocha, além da substituição dos cabos antigos,

o objetivo da intervenção é ampliar a capacidade da rede elétrica para abrigar os novos laboratórios de empresas que vão se instalar no campus do Fundão, perto do prédio da reitoria da universidade. A área hoje já comporta laboratórios e gráficas.


Rocha disse que, quando a transmissão de energia foi cortada, os funcionários da universidade fizeram uma inspeção nos

sistemas elétricos do Fundão.


– Depois de 30 minutos de vistoria em todos os sistemas da universidade, verificamos que nada poderia ser feito, pois o

estrago causado na rede era grande. Foi quando percebemos que a retroescavadeira danificou a rede, rompendo os doiscabos de energia de 17 mil volts, que podem iluminar toda a Ilha do Fundão. Acionaram, então, as equipes de emergência – disse Rocha.

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