Os aumentos que nos esperam
O ILUMINA explica o que está por trás
1. Aumentos devidos ao "desequilíbrio econômico-financeiro" do contrato.
O racionamento decretado, proporcionou às distribuidoras um faturamento calculado sobre um consumo projetado. Nem a energia correspondete existia nem o consumo se verificou. É o mundo da fantasia! Mas o aumento… é real!
O ILUMINA chama atenção para o modelo implantado no setor, que não proibe as distribuidoras de gerar até 30% de sua própria energia. Essas empresas participam do ONS e conheciam com detalhes as reais condições do sistema brasileiro. Não construiram novas unidades como estratégia, ou porque não quiseram. Tal qual os irresponsáveis do governo, apostaram nas chuvas. Quem aposta, pode perder! Perderam, mas querem quee os consumidores paguem…
2. Aumentos relativos à compra de energia emergencial
Como se sabe o governo vai realizar leilões para comprar energia de usinas embarcadas a diesel que seguramente é uma das mais caras energias disponíveis no mundo. Terá que ser repassado.
Essa energia é um sinal claro que a situação do racionamento não é tão confortável assim. A irresponsabilidade de ter esgotado os reservatórios em 4 anos levará a sair comprando qualquer energia por qualquer preço. Não é tão rápido encher reservatórios que levaram todos esses anos para serem esgotados! Agora podem levar o mesmo tempo para encher.
3. Aumentos relativos à entrada das térmicas a gás.
Como se sabe o preço das usinas a gás se situam em um nível pelo menos 2 vezes maior do que a energia das estatais.
O custo de geração de uma usina térmica a gás é o dobro do custo atual da geração das estatais. Enquanto a população estará submetida a essa energia cara e poluidora, diversas usinas hidroelétricas muito mais baratas do que as térmicas, foram licitadas e estão em construção. Só que quase nenhuma será oferecida para serviço público. Estão quase todas nas mãos de emrpesas privadas que, ou usarão essa energia para uso próprio, ou venderão no MAE.
4. Aumentos relativos à reposição inflacionária.
Como se sabe essas empresas têm direito à correção pelo IGP-M, índice mais vantajoso de toda a economia brasileira.
Tudo bem repor a inflação no período. O que não se compreende é porque pelo IGP-M, o mais alto índice de preços. O que é ainda mais incrível, é que na fórmula que analisa o equilíbrio econômico financeiro das concessionárias, a parcela de altíssimo lucro relativa à venda de energia no MAE por até R$ 684 cada MWh, não é considerado como receita!! Pasmem!!
5. Aumentos relativos à correção cambial de Itaipu
Por causa dessa parcela as distribuidoras já propuseram a dolarização da tarifa.
Na realidade a comercialização da energia de Itaipu é peita em termos de capacidade de ponta. A parcela resultante de energia é muitas vezes favorável às distribuidoras que embolsam a uma sobra. Muitas vezes conseguem vender essa energia no MAE e assim saem lucrando! Quando lucram, essa diferença não é contabilizada!
6. Aumentos relativos à desverticalização
A separação da transmissão da geração destruirá a sinergia e economia de escala das empresas.
Assim como aconteceu com a energia das usinas da Gerasul e com Cachoeira Dourada, ex-estatais, os preços dessas usinas são bem mais altos do que suas similares estatais. Alguem do governo deveria explicar porque quando se vende uma usina para o setor privado sua tarifa é sempre maior.
7. Aumentos relativos aos custos ambientais e impacto no sistema de proteção da transmissão causado pelas usinas térmicas não avaliados.
As térmicas exigirão uma revisão bastante custosa no sistema de proteção contra curto circuito da rede. Além disso, uma usina témica de 600MW consome 500 mil litros de água por hora. Ninguem sabe a quantas andarão esses custos. Com certeza já sabem quem vai pagar.
8. Aumentos relativos ao custo administrativo do novo sistema
Pagamento de toda a essa cara estrutura inexistente anteriormente: ONS, ASMAE, ANEEL, ANP, CGE, etc..
Basta olhar os salários pagos por essas entidades e comparar com os salários pagos nas estatais. Isso só para citar as questões honestas… Isso sem considerar o custo de administração desse sistema.
9. Aumentos quando o mercado for totalmente liberado a partir de 2003
O governo pretende liberar ao mercado 25% da energia barata das geradoras estatais a partir de 2003. Em 2006 o mercado seria todo livre.
Como ensina a teoria de mercado, tão do agrado dos neo-liberais, os preços caem quando a oferta supera a demanda. Quando o inverso ocorre, os preços sobem. A irresponsabilidade da classe dirigente do país deixou que a oferta ficasse quase 20% atrás da demanda. Por isso estamos em racionamento. Portanto, a não ser que grandes investimentos surjam rapidamente os preços subirão!
10. Aumento para cobrir os "encargos do sistema".
Algumas empresas não conseguem receber a energia de outras áreas por gargalos do sistema de transmissão. Em um sistema não cooperativo, são obrigadas a adquirir energias mais caras para cumprir seus contratos. Esses garagalos foram fruto da total irresponsabilidade de propibir as estatais em investir. Agora você vai pagar!