O consórcio Jirau Energia estuda recorrer à Justiça contra a mudança de localização proposta pela Suez para a usina de Jirau, alegando que isso fere as coordenadas geográficas determinadas no edital de licitação. A Suez já entregou ao Ibama estudos sobre o novo local, a nove quilômetros do ponto original, e argumenta que os impactos ambientais serão menores, além de permitir uma economia de R$ 1 bilhão no investimento. Na semana passada, a Secretaria Estadual de Meio Ambiente de Rondônia determinou a paralisação dos trabalhos da Fundsolo Serviços Geotécnicos e Fundações, contratada pelo consórcio da Suez, no Caldeirão do Inferno, a cachoeira no rio Madeira em que se pretende agora construir a hidrelétrica. A Fundsolo vinha fazendo sondagens e levantamentos topográficos na região, mas a secretaria informou que a empresa não obteve autorização ambiental para realizar os trabalhos na região.
Ministro aceita mudanças em Jirau
O deslocamento em nove quilômetros da hidrelétrica de Jirau do rio Madeira não é proibido. Quem garante é o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão. “É apenas preciso checar se houve exagero”, completa. O consórcio Energia Sustentável, vencedor do leilão feito em maio deste ano, pretende mudar a construção da usina da cachoeira de Jirau para a de Caldeirão do Inferno. |
Segundo Lobão, a avaliação sobre a mudança de local está nas mãos da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). “Após essa avaliação, o processo vai para o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama)”, explica. |
Liderado pela franco-belga Suez (50,1%), o Energia Sustentável ofereceu um preço 22% menor em relação ao teto de R$ 91 por megawatt/hora (MWh) estabelecido pelo governo federal. Além da multinacional, compõem o time a construtora brasileira Camargo Corrêa (9,9%) e as estatais federais de energia Eletrosul (20%) e Chesf (20%). |
O consórcio, inclusive, já chegou a se reunir com a Aneel duas vezes após o leilão. E torce para que o Ibama considere uma única licença de instalação para as usinas de Santo Antônio e Jirau. (MC) |
|