A CEMIG é uma concessionária de serviço público com obigações específicas, tarifa controlada, fiscalização da ANEEL. Perdeu a concessão de uma usina porque não criou uma empresa não concessionária, sem tarifa fixa e sem fiscalização da ANEEL! Ainda dizem que é para proteger o consumidor!!! Dá para acreditar?
Enquanto isso, batem em retirada as térmicas…
Cemig perde concessão da hidrelétrica de Traíra II
A Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais) perdeu a concessão da hidrelétrica de Traíra II, arrematada no leilão ocorrido no dia 30 de novembro do ano passado. Segundo a Aneel, a concessionária não cumpriu o item 4.5 do edital de licitação, que exige a criação de uma nova empresa para exploração da concessão como produtor independente de energia. Com a decisão, Traíra II será incluída na próxima licitação da Aneel, marcada para junho deste ano. A usina, localizada entre os municípios mineiros de Peçanha e São Pedro do Suaçuí, foi arrematada por R$ 4,8 milhões anuais, com ágio de 2.300% sobre o preço mínimo, que era de R$ 200 mil. A hidrelétrica terá uma capacidade instalada de 60 MW, a partir do rio Suaçuí-Grande. (Canal Energia – 06.03.2002)
Fim do racionamento fez setor industrial desligar geradores e deixar propostas de redução de consumo de energiaCom o fim do racionamento e do medo da escuridão, muitas empresas começam a desligar os geradores comprados ou alugados ao longo de 2001 e a arquivar projetos de redução de consumo de energia elétrica. "Passado o susto, muita coisa vai voltar para a gaveta", diz Pio Gavazzi, diretor do departamento de infra-estrutura industrial da Fiesp. Segundo Gavazzi, a redução de 15,7% do consumo obtida pela indústria brasileira em 2001 deverá cair pela metade. "Agora, a economia vai ficar entre 6% e 7%."O motivo é o estilo de gestão brasileira: ausência de planejamento de longo prazo e decisões de afogadilho quando a situação aperta. (Folha de São Paulo
Assembléia rejeita pedidos de informação sobre a CopelLiderança se posicionou contra o requerimento que questionava os gastos na preparação de venda da estatal
Redação – Folha de Londrina
editorial@bonde.com.br
Curitiba
Com a descoberta de que a COPEL sob ordens de Ingo Hubert e Lerner repassou dinheiro para a Nova Holanda , os deputados governistas tentam de tudo para impedir que os indícios de uma "Conexão Paraná" nos negócios da familia Sarney na SUDAM sejam apurados.
O plenário da Assembléia Legislativa rejeitou nesta segunda-feira o pedido de informações sobre o número de diretores e conselheiros que prestam serviço à Companhia Paranaense de Energia (Copel) e suas subsidiárias e remuneração recebida por eles. O requerimento -apresentado por ex-aliados do governo- foi derrubado em votação tensa, com uma diferença de apenas três votos: 17 a 14.
A liderança do governo orientou a base a se posicionar contra os questionamentos de Marcos Isfer e Cezar Silvestri, ambos do PPS. Foi aprovado apenas o requerimento pedindo o valor dos gastos com as advisers, as empresas contratadas pelo Palácio Iguaçu para fazer a avaliação e modelagem da Copel para a venda.
Acompanhamento de obras de térmicas em fevereiro é desanimador
Os técnicos da Aneel fazem mês a mês um acompanhamento das obras em andamento no país. O documento de fevereiro é pouco animador. Dos 5.344 MW que deveriam entrar em operação neste ano, 27% apresentam "problemas graves" para sair do papel. Em 2003, a situação é ainda pior: 40% da geração térmica prevista, equivalente a 4.691 MW, deve frustrar-se. Das 76 usinas térmicas autorizadas, 47 estão com o cronograma atrasado. Considerando problemas mais leves – obras não iniciadas dentro do prazo previsto ou com pendência nos contratos de fornecimento de combustível – mais 1.306 MW estão sob risco neste ano e 3.658 MW em 2003. A Aneel sustenta, porém, que estes são casos mais simples e devem ser resolvidos rapidamente. (Valor Econômico-07.03.2002)
França rejeita liberalização do mercado de energiaParis, 5 – A França rejeitou hoje a aprovação de um projeto de abertura do mercado domiciliar de gás e energia elétrica. Todos os outros 14 membros da UE (União Européia) já haviam indicado que apoiariam o plano de liberalização, que atingiria também consumidores empresariais. O veto francês impede que o projeto vá adiante, pelo menos por enquanto, porque as decisões da UE precisam ser aprovadas de maneira unânime. A oposição de um único país é suficiente para bloquear um projeto. A menos de dois meses das eleições presidenciais em seu país, o ministro francês das Finanças, Laurent Fabius, disse não ao projeto apresentado por seu colega britânico, Gordon Brown. Fontes disseram que a França apoiaria apenas a abertura do mercado destinado ao fornecimento de empresas de grande porte. A proposta foi defendida ontem, em Bruxelas, durante um encontro de ministros das Finanças dos países do bloco. "Todos, com exceção de um, deixaram claro que defendem uma liberalização total", disse o ministro alemão das Finanças, Hans Eichel. Se a proposta fosse aprovada, todos os consumidores de gás e eletricidade da UE seriam livres para escolher seu fornecedores a partir de 2005. Às vésperas das eleições presidenciais, o governo francês temia uma repercussão negativa caso a liberalização fosse aprovada.
Fornecedor único – O socialista Lionel Jospin, primeiro-ministro da França, trava uma acirrada disputa com o conservador Jacques Chirac, de centro-direita, que tenta a reeleição. O primeiro turno ocorre no dia 21 de abril. Na França, domicílios e pequenas empresas não têm outra opção além da estatal Electricité de France. Entre os franceses existe o medo de que a abertura do mercado de energia acabe significado uma perda de empregos no setor. Alguns acreditam que a qualidade do serviço pode cair. Os membros da União Européia concordam em discutir uma agenda para a abertura do mercado empresarial em seu próximo encontro de cúpula, que ocorre no dia 15, em Barcelona (Espanha).
Risco de falta de energia agora é de 5%, diz ONSO risco de falta de energia nos próximos cinco anos é inferior a 5%, de acordo com o ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico). Esse risco é considerado normal pelo setor elétrico. As probabilidades de falta de energia até 2006 são maiores no Nordeste do que no Sudeste e Centro-Oeste. O risco aumenta com o passar dos anos. Os números serão apresentados hoje ao ministro Pedro Parente (Casa Civil). Os cálculos do ONS levam em conta que o programa prioritário de geração de energia elétrica dê certo. Ou seja, que o governo consiga que 38 usinas termelétricas estejam gerando 11 mil MW até o final de 2004. O risco de falta de energia foi amenizado com a contratação de energia emergencial, o que está gerando aumento médio de tarifa de 2%. O risco de falta de energia muda de acordo com a quantidade de chuvas.
(DA SUCURSAL DE BRASÍLIA)