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Comentário do ILUMINA


Privatização de energia contribui com social, diz Tourinho

Brasília, 13 – O ministro de Minas e Energia, Rodolpho Tourinho Neto, disse nesta sexta-feira que a privatização do sistema elétrico brasileiro está permitindo ao governo realizar investimentos no setor social. Ele esteve em Curitiba para o lançamento do Programa Luz no Campo, que visa levar energia elétrica a 100% da população rural. "A universalização só poderá ser atendida com a privatização", disse. "É um grande benefício que às vezes fica escondido." Tourinho Neto afirmou que o sistema elétrico nacional precisaria de investimentos entre R$ 8 milhões e R$ 8,5 milhões por ano. "Jamais poderíamos atender a essa demanda se continuasse com o governo federal", disse. No ano passado, o investimento chegou a R$ 2,1 bilhões. O ministro disse que, a partir da privatização já concluída de 70% do setor de distribuição e das novas redes de transmissão já estarem sendo feitas pela iniciativa privada, a Eletrobrás está redirecionando os recursos para objetivos sociais. Para o Programa Luz no Campo, a Eletrobrás destinará cerca de R$ 2 bilhões na primeira etapa, enquanto os parceiros (governos estaduais, municipais, cooperativas de eletrificação rural e beneficiários) entram com R$ 1 bilhão. As estimativas são de que existam 2,2 milhões de residências rurais sem luz, excluindo-se a região norte. A primeira etapa do programa, prevista para três anos, visa atender metade desses consumidores. Por ano, a Eletrobrás faz 1,7 milhão de novas ligações urbanas. No Paraná, a eletrificação rural atinge 82% das propriedades, mas restam ainda 40 mil domicílios sem energia. Eles serão atendidos pelo programa. O investimento total é de pouco mais de R$ 116,6 milhões. O governo federal financiará R$ 49,8 milhões, o governo estadual participa com R$ 36,4 milhões, e o restante é contrapartida das famílias beneficiadas. Fonte: Diário do Grande ABC


No interior do Espírito Santo diversas famílias pobres desistem da eletricidade. Como não têm dinheiro suficiente para pagar a conta de luz, são desligados pela Escelsa. Aqueles que podem, compram velas ou um lampião. Como não conseguem resolver o problema da quitação da conta de luz, continuam com as velas e o querozene. É de pasmar! Os preços privados estão jogando famílias no século passado! Tudo pelo social! Parabéns ministro Tourinho!

MAE: Comissão sobre Furnas/Angra 2 entrega conclusões até 2ª


SÃO PAULO, 12 – O comissão especial do Mercado Atacadista de Energia (MAE), criada para discutir a dívida gerada pelo atraso nas obras da usina nuclear de Angra 2, terá até a próxima segunda-feira, dia 17, para apresentar um parecer. A data original venceu ontem, mas o Comitê Executivo do MAE (Coex) optou pela prorrogação, tendo em vista a falta de definição em torno do assunto. As informações foram prestadas pela assessoria de imprensa do MAE. O adiamento na entrega das conclusões foi deliberado ontem durante reunião do Coex, em São Paulo. O grupo de trabalho, que analisa a dívida oriunda da compra de energia feita por Furnas em 2000 para suprir o atraso na construção de Angra 2, foi criado em 30 de março e conta com oito integrantes. A usina de Angra 2 devia ter iniciado seus trabalhos de geração em setembro passado, mas a data foi adiada para maio deste ano. Furnas atua como comercializadora da energia que seria gerada pela usina e, frente ao atraso de Angra 2, foi a mercado comprar a energia necessária para honrar seus contratos. Furnas alega na Justiça que os gastos com esta aquisição cabem à Eletronuclear, que responde pela propriedade da unidade de Angra 2. Fonte: Gazeta Mercantil (Katia Ogawa)


Essa notícia é apenas uma mostra do que pode ocorrer no conturbado mundo do mercado mal regulamentado. A LIGHT , credora da energia comprada para tapar o buraco de Angra 2, quer os seus US$ 400 milhões! O preço do MAE de outubro até agora atingiu preços 10 vezes maiores do que a tarifa de geração. E agora?

Aneel quer realizar audiência pública em junho



Brasília, 13 – A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) pretende realizar no início de junho audiência pública para discutir as regras oficiais do funcionamento do Mercado Atacadista de Energia (MAE). Segundo o diretor geral da Aneel, José Mário Abdo, as regras foram entregues nesta quinta-feira e antes da sua homologação serão submetidas a uma avaliação em audiência pública. "Pela sua abrangência, importância e repercussão na vida de consumidores e de agentes do setor elétrico, entendemos que a Aneel não deveria fazer um julgamento isolado dessas regras" disse Abdo. Ele disse não conhecer detalhes do documento e se recusou a comentá-lo. "Fica difícil falar em cima de bases indiretas, mas ao longo do processo de elaboração dessas regras representantes da Aneel e do MAE se reuniram para discutir diversos temas" afirmou. Entre as regras propostas no documento da MAE está a abertura total do mercado para a comercialização de energia. No setor de geração, à abertura começa a partir de 2003, com 25% desse mercado para livre negociação. A previsão é de que em 2006 100% do mercado de geração já estará negociando livremente. Na distribuição, a entrada no mercado livre é crescente e já está em uso. Empresas como a Carbocloro e a Volkswagen já compram energia escolhendo o distribuidor. A partir de julho próximo, todos os que consomem acima de três megawatts/69KV (pequena indústria) estarão livres para escolher o seu fornecedor. A Aneel está fazendo um levantamento junto às concessionárias de energia elétrica para definir quem são os potenciais consumidores e adequá-los as novas regras de comercialização. Para permitir a negociação de contratos de compra e venda de energia com melhores condições e menores preços, a Aneel pretende iniciar uma ampla campanha de esclarecimento. A Aneel estima que 40% do mercado nacional de consumidores está na faixa dos 3 megawatts e deseja dinamizar a competição entre os fornecedores de energia. "Eles têm que conquistar novos consumidores, não adianta ficar na defensiva, pois acabam perdendo o que tinham" disse Abdo. A empresa distribuidora de energia também pode comercializar o produto. Abdo participou nesta quinta-feira de encontro organizado pela Associação Brasileira de Concessionárias de Energia (ABCE), realizado no Sheraton Mofarrej Hotel. Fonte: Diário do Grande ABC


Assim como na Inglaterra, o mercado livre só beneficia os grandes consumidores. Estaremos assistindo esse filme inglês brevemente em nossas contas de eletricidade.









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