A questão do seguro contra apagões, além de uma esperteza da CPFL é um anuncio do que poderá vir a ser o critério do racionamento. A segunda notícia então é ainda …



A questão do seguro contra apagões, além de uma esperteza da CPFL é um anuncio do que poderá vir a ser o critério do racionamento. A segunda notícia então é ainda mais preocupante: A indústria de Ferro – Ligas propõe lucrar em consórcio com a CEMIG na venda de "excedentes" que poderiam ser comercializados pelo "dobro do preço". Em primeiro lugar na atual situação energética,não há excedentes ! Qualquer "não consumo" deveria ser usado para recuperar os níveis da energia armazenada e reestabelecer a confiabilidade do sistema. Em segundo lugar, será que teremos como critério do racionamento "tem energia quem pode pagar"? Quanto a importação de energia da Argentina só nos resta lamentar que tenhamos chegado a esse ponto. O Brasil, um país com as maiores e melhores fontes hidráulicas do mundo, se vê obrigado a importar energia da Argentina que a gera a partir de petróleo. É bom lembrar que o setor de geração está aberto para investidores privados com todas as vantagens da produção independente desde 1995. Resta lembrar também que essa energia AINDA não está pagando imposto de importação. Quanto as térmicas, o que se percebe é a socialização dos riscos e privatização dos lucros. De qualquer modo, o consumidor e a sociedade brasileira serão prejudicados. Se as 49 unidades forem construidas a tarifa irá subir muito. Se não forem, teremos racionamento de energia brevemente. Em qualquer dos casos, preços mais altos, mais impostos, "custo Brasil" maior.


Aneel proíbe cobrança de seguro nas contas de luz

BRASÍLIA, 26/6/2000 – A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) enviou ofício a 64 concessionárias do país, proibindo que cobrem seguros residenciais nas contas de luz, referentes a coberturas de danos elétricos. A agência reguladora informou que quatro concessionárias estavam fazendo a cobrança: Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL); Bandeirante Energia; Elektro Eletricidade e Serviços e Companhia Energética de Brasília (CEB). "Os seguros abrangiam danos elétricos, mas isto é de responsabilidade das concessionárias, não cabendo qualquer ônus aos usuários", afirmou o diretor-geral da Aneel, José Mário Abdo. Segundo ele, as quatro empresas já suspenderam a cobrança do seguro. Abdo explicou que a legislação do setor elétrico permite a veiculação de publicidade e a comercialização de qualquer tipo de produto nas contas. Mas as empresas não podem cobrar dos usuários serviços que elas têm responsabilidade de prestar. "É possível oferecer serviços e produtos, desde que não estejam vinculados ao valor a ser pago pelo consumo de energia", concluiu o diretor-geral da Aneel. Fonte: JB On Line (Luiz Gustavo Rabelo)

Indústria quer trocar energia por lucros Belo Horizonte,

25 – As 15 indústrias mineiras de ferroligas e silício metálico ofereceram à Cemig parte dos 600 megawatts de energia consumidos pelo setor. A idéia das fábricas é reduzir a produção nos meses de seca ecriar excedente de energia. A Cemig poderia vender então para outros consumidores, pelo dobro do preço. Em troca, a indústria teria participação no resultado. Segundo os industriais mineiros, a economia que isso pode gerar equivaleria a uma hidrelétrica do tamanho de duas usinas de Três Marias. Fonte: Gazeta Mercantil (José A. Bicalho)

Diretor da Eletrobrás é indicado para ocupar a Secretaria de Energia

BRASÍLIA, 27 – O diretor de Engenharia da Eletrobrás, Xisto Vieira Filho, foi indicado pelo ministro das Minas e Energia, Rodolpho Tourinho, para ocupar a secretaria de Energia, no lugar deixado por Benedito Carraro no início da semana. Vieira Filho acumula atualmente sua função na Eletrobrás e o cargo de diretor do Centro de Pesquisa em Energia Elétrica (Cepel) da estatal. Fonte: Agência O GLOBO (Sueli Montenegro/Liana Verdini)

Ex-secretário justifica saída

Rio, 26 – O ex-secretário de Energia do Ministério de Minas e Energia, Benedito Carraro, deixou o cargo para preservar o seu nome. Depois de 30 anos de carreira e respeitado no setor, o auxiliar do ministro Rodolpho Tourinho pediu demissão na sexta-feira para evitar a associação de seu nome com as acusações ”plantadas” contra ele na imprensa. Além de apontar divergências entre ele e Tourinho, seus ”adversários” – que Carraro jura não conhecer – acusaram-no de favorecer a empresa de sua mulher no programa prioritário de termelétricas do Governo. Ontem, ele desmentiu as acusações e revelou que abriu mão do cargo mesmo tendo como padrinhos políticos o governador de Santa Catarina, Esperidião Amin (PPB), e o senador Jorge Bornhausen (PFL/SC). Carraro iniciou a carreira no setor elétrico brasileiro como engenheiro elétrico na Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc) em 1969. Fonte: Jornal do Commercio


Brasil acerta importação de energia da Argentina

Brasília, 26 – A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) autorizou hoje a importação de 3.000 MW de energia da Argentina pela empresa Tradener, uma comercializadora do mercado atacadista de energia elétrica. O início da importação está previsto para o final de 2002, quando entrarão no sistema 600 MW. Os 2.400 MW restantes estarão disponíveis em 2003. A Tradener importa hoje 150 MW de energia da Bolívia. A decisão da Aneel será publicada amanhã no "Diário Oficial" e vai contribuir para o aumento da oferta de energia no sistema elétrico para os próximos anos. Atualmente, o Brasil importa 1.000 MW por ano da Argentina e já tem outros mil contratados para o próximo ano. O presidente da Aneel, Mario Abdo, negou que a compra de mais energia da Argentina seja um indício de que os riscos de desabastecimento do país são maiores que o previsto pela Aneel. Ele acrescentou que a importação precisa ser feita porque ”não se dorme em berço esplêndido na área de energia”. A Aneel prevê que em 2002 e 2003 o Brasil deverá contar com cerca de 6 mil MW novos por ano, gerados por todos os tipos de fontes. No próximo ano, a expectativa da agência é de que seja gerado um excedente de 2,83 mil megawatts de energia hidrelétrica, 2.000 MW de térmica e 100 MW de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs). Fonte: FolhaNews Aneel:

Importação de energia vai aquecer competição no setor

BRASÍLIA, 26 – A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizou a empresa Tradener a importar 3 mil megawatts (MW) de energia elétrica da Argentina, a partir do final de 2002. Em princípio, serão trazidos 600 MW, que deverão entrar no sistema elétrico nacional em dezembro de 2002. O Brasil já compra 1000 MW de energia argentina. E, outros 1000 MW deverão ser integrados ao sistema no ano que vem. O país também importa energia do Paraguai (metade do que é gerado na Hidrelétrica de Itaipu), Uruguai (70 MW) e Bolívia (150 MW). Também está prevista a importação de 200 MW de energia venezuelana para abastecimento da cidade de Boa Vista, Roraima. De acordo com o diretor-geral da Aneel, José Mário Abdo, a importação da energia argentina não significa que o Brasil esteja enfrentando uma crise de abastecimento, mas sim um incremento na competição do setor. Fonte: JB On Line (Luiz Gustavo Rabelo)

Energia importada ainda não é taxada com Imposto de Importação

BRASÍLIA, 26 – o Brasil está importando sem taxação toda a energia elétrica adquirida atualmente da Bolívia e dos três parceiros do Mercosul. A situação atípica é provocada pela inexistência de uma alíquota de importação de energia, que ainda está em discussão na Receita Federal. Somente este ano, o Brasil vai importar mil megawatts de energia da Argentina para suprir a demanda do mercado interno. No ano que vem, outros mil megawatts passarão aser importados daquele país e, até 2003, a energia total comprada dos argentinos atingirá 5 mil megawatts. O diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), José Mário Abdo, explicou hoje que as regras de importação em vigor foram definidas pela agência reguladora, que exige do importador a definição do ponto de entrega da energia no Operador Nacional do Sistema (ONS); a realização de estudo de impacto no sistema elétrico; a licença ambiental e o contrato com o exportador do país de origem. Ao final de 180 dias, o importador também deverá apresentar um projeto para a rede básica na qual a energia será transportada. Fonte: Agência O GLOBO (Sueli Montenegro)


Especialistas dizem que só duas térmicas ficarão prontas em 2001

São Paulo, 26 – O ministro das Minas e Energia, Rodolpho Tourinho Neto, garante que até o fim ano que vem o Brasil estará operando 11 usinas termelétricas que irão gerar um total de 2.500 megawatts (MW), cruciais para que o país não corra riscos maiores de ser afetado por "apagões", como são conhecidos os desligamentos de energia restringidos a determinadas áreas. Mas especialistas do setor privado garantem o contrário. Para esses profissionais, no máximo duas das 11 usinas poderão estar funcionando em 2001. E essas duas plantas já existem há décadas e estão sendo reformadas para operarem com gás natural. São as usinas de Piratininga, em São Paulo, e Santa Cruz, no Rio de Janeiro. Ambas geram energia hoje queimando óleo e passarão a usar o gás natural. As outras nove usinas – Termobahia (BA), Termorio (RJ), Ibirité (MG), Fafen (BA), Cubatão (SP), Corumbá (MT), Três Lagoas (MS), Refap (RS) e Riogen (RJ) – só deverão começar a gerar energia em 2002, de acordo com consultores ouvidos pelo Valor.


Isso porque, segundo esses especialistas, o prazo mínimo para a construção de uma usina termelétrica é de dois anos. O consultor Abel Holtz explica que o prazo mínimo para que o financiamento de uma usina seja aprovado é de nove meses, podendo chegar a quatro anos. Além disso, Holtz explica que a encomenda de equipamentos também é demorada. "Não são máquinas que estão disponíveis em prateleiras." Nos últimos meses, representantes do setor e o próprio ministro Tourinho têm dito que o fornecimento de equipamentos não seria problema, já que há máquinas disponíveis no mercado mundial. Holtz diz que, com a evidência de que seriam necessárias novas usinas no Brasil, muitas empresas fizeram ordens de compra de turbinas e outros equipamentos. "Mas cada usina vai usar de quatro a cinco turbinas. E não há 50 turbinas encomendadas." Para Holtz, não deve haver mais que seis ordens de compra de turbinas para usinas brasileiras. O secretário de Energia do Estado de São Paulo, Mauro Arce, discorda de Holtz e afirma que existem turbinas para que as usinas comecem a funcionar no ano que vem. "Não vão funcionar a plena carga, mas pelo menos uma turbina entra em funcionamento em cada usina." Além disso, há o prazo de construção. "É impossível colocar em pé uma usina em menos de dois anos. O prazo normal é de 30 meses", diz um outro respeitado consultor do setor que pediu para não ser identificado. "Depois de resolver o problema de financiamento e de disponibilidade de equipamentos, você tem de importar as máquinas, transportá-las, montá-las. Tudo isso leva tempo."


O vice-diretor da Coordenadoria do Programa de Pós Graduação de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Luiz Pinguelli Rosa, diz que é possível que algumas das 11 usinas saiam, mas não no ano que vem. "Como a Petrobras é parceira em todas, o problema de financiamento pode ser resolvido mais facilmente. Mas todo o resto não. E não há tempo hábil para colocar essas usinas funcionando." Um empresário do setor também não acredita que as usinas fiquem prontas até o fim de 2001. "É muito difícil. Se entrar alguma energia nova será muito pouco, nada perto dos 2.500 anunciados." Holtz cita mais um complicador: as licenças ambientais. Segundo ele, existem usinas que só não estão operando porque não conseguiram essa licença. "São necessárias licenças para iniciar a obra e depois para operar as usinas. Isso pode demorar mais de ano." O outro consultor disse que apenas uma das 9 novas usinas já tem um contrato assinado. "Está tudo muito atrasado. No setor, as 49 usinas do Programa Prioritário de Termelétricas virou piada. Dizem que é de 4 ou 9 usinas." Apesar disso, o ministro Rodolpho Tourinho garantiu, na semana passada, em São Paulo, que a partir de meados do ano que vem algumas das onze usinas termoelétricas do plano emergencial estarão gerando energia em ciclo aberto e que para 2004 já existem mais de 50 projetos, contra os 49 anunciados no programa inicial. Fonte: Valor Online (Marcelo Onaga)

BB pode assumir risco das térmicas

Rio, 25 – O ministro de Minas e Energia, Rodolpho Tourinho, disse ontem que o governo ainda estuda a melhor maneira de reduzir o risco cambial dos investidores do programa de termoelétricas. Ele confirmou que o governo estuda a possibilidade da Petrobras bancar o risco cambial das térmicas – suportando sozinha os eventuais aumentos no preço do gás importado, até a data do reajuste da tarifa – como antecipou o Valor . Tourinho disse que já estudou a possibilidade de o Banco do Brasil fazer um "hedge" (proteção) para a Petrobras, mas disse que nenhuma solução foi tomada, já que não se conseguiu estabelecer uma fórmula para dilui o risco para todos os envolvidos no processo. "Estamos analisando várias alternativas", disse. A solução, segundo Tourinho, passaria por "alguma forma" de minimização de risco para os bancos financiadores, já que o governo não vê risco econômico para os esses investidores, mas apenas o risco financeiro. De qualquer forma, o ministro frisou que o assunto não está atrapalhando o cronograma de construção das dez térmicas que ficarão prontas no próximo ano, já que elas serão construídas sem necessidade de financiamento. "Eu quero trabalhar esse assunto com muita calma porque não estamos premidos por nenhuma necessidade urgente. E vamos achar a melhor forma para desenvolver o programa para o ano 2002, 2003 e daí pra frente". Fonte: Valor Online (Claudia Schüffner e Fábia Prates)










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