A velhinha de Taubaté, ao ler as seções econômicas dos jornais, fica intrigada em saber como esse tal de BNDES tem tanto dinheiro assim tão fácil para as empresas elétricas. Deve ser porqu …

A velhinha de Taubaté, ao ler as seções econômicas dos jornais, fica intrigada em saber como esse tal de BNDES tem tanto dinheiro assim tão fácil para as empresas elétricas. Deve ser porque que outros setores não precisam de crédito!


Veja só: as estatais são lucrativas e as privadas dão prejuízo. Até ela, a Velhinha de Taubaté, fica desconfiada ! Com todo o aumento de tarifa? Depois pensou: Será que ela também poderia pedir ao BNDES um dinherinho para refazer seu equilíbrio econômico – financeiro? Decidiu então escrever para aquele moço tão simpático, o Dr. Pedro Parente…


Geradoras também querem ressarcimento

(Estado de S. Paulo 20/11)

A exemplo das distribuidoras, elas alegam prejuízos por causa do racionamento


RENÉE PEREIRA


As geradoras de energia já iniciaram as negociações para que o governo também reconheça os prejuízos causados pelo racionamento. A previsão é que nesta quinta-feira as empresas tenham uma proposta oficial da Câmara de Gestão da Crise de Energia Elétrica (GCE), afirmou o presidente da Associação Brasileira das Grandes Empresas Geradoras de Energia Elétrica (Abrage), Flávio Neiva. Entre junho e outubro, o custo da energia, decorrente da redução do consumo e do esgotamento dos reservatórios, soma cerca de R$ 3 bilhões. Por isso, as empresas reivindicam o mesmo tratamento dado às distribuidoras na recomposição de suas perdas. A primeira reunião na quarta-feira ficou apenas na conversa.


Se a solução for baseada no acordo com as distribuidoras, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) terá de financiar até 80% das perdas das companhias.


Mas, segundo uma fonte do setor, o problema é que o banco colocou à disposição do setor cerca de R$ 5,5 bilhões. Somando as perdas das geradoras e distribuidoras, o valor deverá superar este número.

Além do financiamento, que também seria pago em três anos, as geradoras também teriam o direito de reajustar suas tarifas. Neste caso, as distribuidoras não vão querer arcar com o prejuízo.


O que se cogita é que o montante seria incluído nos custos não gerenciáveis e repassados para a tarifa final dos consumidores. Mas essa proposta poderá sofrer alterações.


Energia livre ­ A solução do governo terá de passar pelo impasse da energia livre ­ eletricidade que não está comprometida em contratos iniciais. Ou seja, quem vai arcar com essas perdas. De acordo com as regras do Mercado Atacadista de Energia (MAE), não há discussão: as geradoras são responsáveis pelo pagamento. Segundo as normas, as usinas devem comprar energia no MAE para honrar os compromissos previstos nos contratos iniciais.


A energia livre comercializada no período entre junho e outubro foi gerada por novas usinas, como as últimas unidades de Porto Primavera, Manso, Porto Estrela, entre outras. Ao contrário das unidades antigas, que têm assegurada a venda de sua produção por meio dos contratos iniciais, essas instalações geram energia para ser vendida livremente. Antes do racionamento, essa eletricidade era comercializada no Mercado Atacadista de Energia (MAE).


Com a redução do consumo, a partir de junho, as distribuidoras, que eram as grandes compradoras dessa energia no MAE, pararam de realizar operações. Mesmo assim, a eletricidade das novas usinas continuou sendo despachada pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) para preservar um pouco o nível dos reservatórios. Assim, essa energia foi incluída num "bolo" para atender os consumidores, mas pelo preço do MAE.

Uma das alternativas poderá ser a redução do preço do mercado atacadista, que nesse período ficou em R$ 684. Basta saber se as usinas vão querer receber a venda da energia por preço inferior.


CPFL reverte lucro e tem prejuízo de R$ 310 mi

São Paulo, 16 – A Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) registrou prejuízo líquido de R$ 310,354 milhões no acumulado de janeiro a setembro deste ano, revertendo lucro de R$ 28,195 milhões apurado no mesmo intervalo de 2000. A receita líquida cresceu 4,68%, para R$ 1,846 bilhão, e o resultado bruto fechou em R$ 20,509 milhões, caindo 82,97%. As despesas operacionais aumentaram 354,66%, para R$ 396,974 milhões. A perda financeira líquida foi de R$ 206,501 milhões, subindo 234,08%. O prejuízo por equivalência patrimonial cresceu 646,95%, para R$ 190,473 milhões. A perda operacional foi de R$ 376,465 milhões, ante lucro de R$ 33,122 milhões. O prejuízo por ação foi de R$ 0,00883. O patrimônio líquido da empresa era de R$ 3,526 bilhões em 30 de setembro passado e o valor patrimonial da ação estava em R$ 0,10038.

Fonte: Agência Estado (Márcio Anaya)

ELETROPAULO: Prejuízo é de R$ 13,962 milhões

São Paulo, 16 – A Eletropaulo registrou prejuízo de R$ 13,962 milhões de janeiro a setembro deste ano. A receita líquida ficou em R$ 3,799 bilhões e a perda financeira líquida, em R$ 592,924 milhões. O resultado operacional foi de R$ 30,730 milhões e o resultado bruto de R$ 623,654 milhões.

Fonte: Gazeta Mercantil

Furnas tem lucro de R$ 518 milhões

Rio, 16 – O fato de ter baixo endividamento em dólares foi o principal fator para que Furnas tivesse um bom resultado nos primeiros nove meses do ano, enquanto a maioria das empresas do setor elétrico está divulgando resultados negativos. A explicação é do superintendente de contabilidade e controle de Furnas, Paulo Roberto Queiroz de Albuquerque. De janeiro a setembro, a maior geradora de energia elétrica do País registrou lucro de R$ 518,7 milhões, o que representa acréscimo de 16,6% em relação aos R$ 444,98 milhões em igual período de 2000, considerado o melhor ano da história de Furnas, em resultados. O retorno do capital próprio, em termos anualizados, ficou em 6,96%. As vendas da empresa somaram R$ 6,63 bilhões nos primeiros nove meses do ano, com crescimento de 41,3% sobre igual período de 2000. O grande aumento nas receitas, num período em que o País vive o racionamento de energia, resulta do fato de a empresa repassar a energia comercializada pela usina de Itaipu, que é faturada em dólar. Da energia vendida por Furnas, 54% são de usinas próprias (nove unidades), 37% de Itaipu e os 16% restantes de outras fontes. Gerção de caixa. Os dados indicam que Furnas está gerando caixa em ritmo superior aos investimentos e tem quase R$ 200 milhões disponíveis ou em aplicações no mercado aberto. Além disso, a empresa tem R$ 2,95 bilhões de contas a receber de clientes e R$ 2 bilhões no contas a pagar a fornecedores. Em nove meses, Furnas conseguiu uma geração líquida de caixa de R$ 1,030 bilhão, com aumento de 11,3% sobre igual período de 2000. Os investimentos realizados somaram R$ 391,48 milhões (queda de 9,4% no período), o que fez com que a relação investimentos/geração de caixa ficasse em apenas 38%. A empresa só não está investindo mais, segundo o executivo, por restrições impostas pelo Governo federal, que tem optado por investimentos do setor privado.




Transmissão. O único segmento que está causando prejuízos à Furnas é o de transmissão de energia elétrica. De janeiro a setembro esse negócio gerou resultado negativo de R$ 137 milhões, enquanto no ano passado a empresa conseguiu lucro de R$ 44,5 milhões. Isso se deve ao fato de os investimentos no setor serem conduzidos por meio de endividamento em moeda forte. Por isso, Albuquerque observa que, se o Governo quiser separar a atividade de transmissão como um segmento específico, a questão do endividamento em dólar deve ser analisada em separado. "O sistema atual, com os custos em dólar e as receitas em real, não fecha", observou.

Fonte: Jornal do Commercio






Meta de redução de consumo deve cair para 10% no Sudeste e Centro-Oeste; baixa renda escapa de reajuste

Governo vai anunciar racionamento light


DA SUCURSAL DE BRASÍLIA (Folha 20/11)


O governo anuncia na quinta-feira metas mais brandas de redução no consumo de energia a partir de dezembro. Nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, a meta deverá cair de 20% para 10% até fevereiro. A meta do Nordeste não deve ser alterada.


Além da redução na meta de consumo, o governo estuda ainda acabar ou, pelo menos, restringir o corte de energia. Uma das hipóteses é liberar de corte aqueles que consomem até 300 kWh/mês. Acima disso, continuaria valendo o sistema de corte e tarifa maior para quem superar a meta.


Na versão mais radical, o corte de energia seria totalmente abandonado. Ficaria vigorando apenas uma tarifa mais alta para os consumidores que superassem o limite de consumo de energia. Essa hipótese, porém, dificilmente será aprovada neste ano, devendo vigorar apenas a partir de março de 2002, ano da eleição.


O racionamento "light" deve ser anunciado pelo presidente Fernando Henrique Cardoso, que participará da reunião da Câmara de Gestão da Crise Elétrica, conhecida como "ministério do apagão". A proposta que será apresentada ao presidente Fernando Henrique Cardoso será fechada amanhã.

Juntamente com a redução de consumo, o governo deve anunciar também um reajuste de preço nas tarifas de energia para compensar as perdas das distribuidoras com o racionamento. O aumento, porém, não vai atingir a baixa renda e será menor para os consumidores residenciais.


Pelo que a Folha apurou, o racionamento acaba na região Norte (partes do Pará, Tocantins e Maranhão, segundo classificação do setor elétrico) no próximo mês. Como é a região em melhor situação, também ficará livre do racionamento no próximo ano.


Nordeste


A meta do Nordeste não deverá mudar porque o consumo está alto na região. Os dados do ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) mostram que, até o último domingo, a redução na região ficou em 13,6% em novembro, mesmo após dois feriados extras em alguns Estados da região.

Embora o governo esteja anunciando uma flexibilização das metas, a previsão no início do racionamento era que a economia compulsória de energia durasse apenas até o final deste mês ou, no máximo, o começo de dezembro. O governo decidiu estender o racionamento, porém, para evitar problemas em 2002, ano da eleição presidencial.


Nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, a meta de 10% -em relação à média consumida no período de maio a julho de 2000- deverá durar até fevereiro. Depois, se continuar chovendo como o previsto, cairá para 5% entre março e maio de 2002.


Em junho, quando começa um novo período de seca, a intenção do governo hoje é trocar a meta de 5% por um plano de racionalização no consumo de energia com o objetivo de manter a mesma redução. Ainda não está definido o período sobre o qual será definida a meta de 5% nem o do plano de racionalização.


O plano de racionalização não terá punições para quem consumir acima da sua meta. Hoje, quem reincide no descumprimento da meta pode ter corte de luz, que varia de três a seis dias.


Segundo a proposta, que ainda está em discussão, a situação do Nordeste poderia ser revista no começo do próximo ano, caso as chuvas ajudem e o consumo não aumente durante o verão. Hoje, a redução é em relação ao consumo médio entre maio e julho de 2000.


A manutenção dos 20% agora se deve, principalmente, à grave situação do reservatório de Sobradinho (BA). A represa fornece água para mais de sete hidrelétricas do rio São Francisco, sendo responsável pela geração de 70% da energia do Nordeste.


Caso o governo acabe decidindo por uma redução na meta do Nordeste, ela será pequena. A meta de consumo, nesta hipótese, não ficaria abaixo dos 15%.




(VIVALDO DE SOUSA,VALDO CRUZ e JULIANNA SOFIA)


Tarifa deve ter reajuste de 4% a 5%

DA SUCURSAL DE BRASÍLIA (Folha 20/11)


O governo deverá dar um reajuste na tarifa de energia, parcelado em duas vezes, para repor as perdas das distribuidoras com o plano de racionamento iniciado em junho no Sudeste, no Centro-Oeste e no Nordeste. No Norte, o plano começou em agosto.


A proposta do reajuste ainda está sendo analisada, mas o índice deverá ficar entre 4% e 5% e será aplicado na data de reajuste prevista no contrato de cada distribuidora. O "ministério do apagão" deverá entregar duas propostas ao presidente Fernando Henrique Cardoso, a quem caberá definir a que será adotada.

O reajuste deverá ter um impacto maior para indústria e comércio. O governo tentou evitar o repasse desse custo para os consumidores residenciais, mas chegou à conclusão de que isso seria impossível. Com isso, parte da conta será paga pelas residências.



Nenhuma região cumpre a meta de consumo neste mês

DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

Nenhuma das regiões que fazem parte do racionamento -Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e Norte- conseguiu atingir no mês a média de redução de consumo de 20%, segundo o ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico).


Nem mesmo os feriados de novembro, normais e extras -esses últimos no caso do Nordeste-, fizeram com que as regiões ficassem dentro da meta estabelecida pelo "ministério do apagão".


Dados colhidos pelo ONS até o último domingo mostram que o Nordeste enfrenta a pior situação, com economia média de consumo de 13,6%. Além do feriado do dia 15, grande parte da região parou na última sexta-feira a fim de reduzir o gasto de energia.


Feriado ajuda


Esse foi o segundo "feriadão" obrigatório no Nordeste e faz parte do Plano B definido pelo "ministério do apagão". No dia 15, a região conseguiu economizar 15,9%. O resultado foi parecido com o do feriado do dia seguinte, quando foi alcançada a economia de 15,1%.


As regiões Sudeste e Centro-Oeste acumulam redução de 18% no mês. O índice reflete o resultado positivo verificado no feriado de 15 de novembro, quando a economia ultrapassou a meta de redução, ficando em 21,8%.

O desempenho da região Norte (partes do Pará, Maranhão e Tocantins, segundo a classificação do ONS) também tem sido insuficiente neste mês. A redução média registrada foi de 19,6%. No feriado de quinta-feira passada, a queda no consumo chegou a 21,4%.


No mês passado, a redução do gasto de energia teve seu pior resultado desde o início do racionamento. O consumo bateu recorde nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste.


No Sudeste e Centro-Oeste, a economia foi de 17,3%, enquanto no Nordeste, a redução ficou em apenas 13,9%.


Corte

O alto consumo em outubro levou quase 2,2 milhões de consumidores a não cumprirem suas metas pela segunda vez, ficando sujeitos ao corte de luz.

Mas o corte só foi aplicado em 5,9% dos casos, ou seja, para 130 mil consumidores. O levantamento foi feito pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) com base nas informações semanais sobre corte que as distribuidoras enviam para a agência.


Na última sexta-feira, as empresas encaminharam à Aneel os dados fechados do mês de outubro. São essas as informações que a agência tomará como base para punir as distribuidoras que não atingiram a meta de corte fixada pelo governo federal.


Multa


Resolução do "ministério do apagão" estabelece que as empresas podem ser multadas em até 0,1% de seu faturamento.O levantamento preliminar da Aneel revelou que o número de consumidores residenciais que não cumpriram as metas foi o mais alto: 1,9 milhão.


Categoria

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *