Aquela frase, "pode-se enganar poucos por muito tempo, muitos por pouco tempo, mas não todos por todo o tempo " é o que nos vêm à cabeça quando vemos a seção de cartas de O Globo …

Aquela frase, "pode-se enganar poucos por muito tempo, muitos por pouco tempo, mas não todos por todo o tempo " é o que nos vêm à cabeça quando vemos a seção de cartas de O Globo (23/11) mostrando a reação dos leitores às "novas metas" do ministério do Apagão. Leia também






Metas para o verão


É interessante ver como o ministro Pedro Parente faz suas continhas de racionamen-to, sem levar dados preciosos em consideração. O fato de o governo não alterar os meses de referência das metas é, no míni-mo, um insulto a nossa inteligência e urna demonstração de má-fé do governo, que não joga limpo com os contribuintes. No meu caso particular, essa pseudo redução da meta para 12% representa, na verdade, 46% de racionamento levando-se em conta a média dos meses de dezembro a fevereiro. Nós do Rio de Janeiro vamos cozinhar sem ar condicionado e sem ventilador. Só falta virem falar que ninguém avisou ao governo que iria ter verão este ano.

GABRIEL KENSKI (por e-mait 22/11), Rio


Gostaria de entender por que mais uma vez as pessoas físicas irão se sacrificar pe-las trapalhadas da política econômica deste governo. De modo geral, o consumo de energia elétrica das indústrias e do comér-cio tem uma curva de carga semelhante no verão e no inverno, ao contrário da classe residencial, que no verão do Rio de Janeiro de 40- ou mais aumenta seu consumo em cerca de 30% devido à utilização do ar con-dicionado. Como a média para apuração da meta de consumo não será alterada, perma-necendo a média de três meses de inverno, na verdade a redução de 20% para 12% re-presentará um sacrifício de redução do con-sumo da média histórica de verão de mais de 30%. Mas estranhamente continuaremos calados aceitando mais esta trapalhada.

ANDRÉ LUIS GOMES DE AMORIM (via Globo Ori Line, 22/11), Rio


Estão divulgando que o governo vai aliviar a meta de consumo de energia. Acontece que esta meta foi calculada com base na m& dia de maio, junho e julho. Ora, é óbvio que o consumo sobe durante os meses de verão e as metas precisam ser recalculadas com base nessa época do ano. aplicando-se en-tão o novo percentual de racionamento. Re-duzir o percentual e manter a base da média de consumo é pura enganação.

SÉRGIO NOVIS FILHO (por e-mail, 22/11> Rio


Sinto-me lesada três vezes. Primeiro, por-que pago por um erro que não foi meu. Se-gundo. porque as pessoas – e não são pou-cas – que têm "gato recebem bônus do go-verno. E, em terceiro lugar, a meta continua sendo a calculada sobre um trimestre do in-verno, quando deveria ter sido estabelecida uma meta para setembro, outubro e novem-bro, e outra para os meses seguintes. Para dezembro, 12% menos do que gasto no in-verno é brincadeira.

ANA MARIA QUEIROZ (por e-mail 22/11> Niterôl, RJ


Rio de Janeiro é uma cidade de temperaturas altas no verão. Parece-me óbvio que é impossível manter o consumo na média dos meses de maio, junho e julho menos 12%. Se é para continuar racionando, o mí-nimo que se poderia esperar seria que novas metas fossem estabelecidas pelos con-sumos dos meses de novembro, dezembro e janeiro; afinal não podemos arcar com o ônus da falta de planejamento do governo com que fomos surpreendidos.

VANDA HELENA DOS SANTOS (via Globo On Line, 22/11> Rio


Gostaria de uma informação básica sobre essa questão do racionamento. Estão que rendo diminuir as metas de consumo de 20% para 12%, o que já seria um alívio; porém os meses para cálculo da média tam-bém não deveriam ser modificados – por exemplo, dezembro/janeiro/fevereiro – ou vamos continuar com a média dos meses de inverno em pleno verão de 45 graus à sombra?

DENISE MARIA DE CASTRO BRASIL (via Globo On Line, 22/11), Rio

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