Análise do ILUMINA: Apesar de já termos explicado esse ponto diversas vezes, é importante lembrar alguns “truques” do governo para enganar o consumidor.
Como fazer um aumento de 16% parecer só 6%.
- Você recebe a conta de energia elétrica de Maio de 2017.
- Olha os números no quadrado amarelo.
- Vê que pagou R$ 440,94 de “consumo”.
- Vê que a bandeira vermelha é R$ 25,62.
- Divide o 2º pelo 1º e acha que a bandeira é só um aumento de 5,8%.
- Acabou de ser enganado.

Qual é a conta certa?
- Você olha os dois quadrados vermelhos.
- Consumiu 530 kWh
- O preço dessa energia é R$ 161,31
- A bandeira vermelha é R$ 25,62
- Dividindo o 2º pelo 1º, a bandeira é 15,9%.
- Esse é o verdadeiro aumento.
Qual é o truque?
- A bandeira é função do uso de usinas térmicas.
- Elas são necessárias quando os reservatórios estão baixos.
- Nenhum dos outros custos (transmissão, Distribuição, Impostos e encargos) “esvaziam” reservatórios.
- Só os seus 530 kWh que custaram R$ 161,31 têm esse poder.
O princípio da anualidade das tarifas foi para o ralo. Apesar de ser preço de kWh, o governo considera não se tratar de uma tarifa ou um tributo! Deu-se liberdade para alterar o preço da bandeira tarifária livremente ao longo do ano, sem ter de atender ao princípio da anualidade.
Você ainda pode se perguntar: A gestão dos reservatórios não esvaziam também?

Como se pode verificar, temos somente o equivalente a 1,5 meses de consumo nos reservatórios. As bandeiras deveriam servir para recuperar a reserva, pois nunca se sabe o que virá no futuro. Ao invés disso, percebe-se pouco interesse em ser mais precavido na gestão dos reservatórios.
AGÊNCIA BRASIL
A bandeira tarifária que será aplicada nas contas de luz no mês de junho será a verde, o que significa que não haverá custo extra para o consumidor.
Segundo a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), o retorno da bandeira verde foi possível pelo aumento das chuvas nos reservatórios das hidrelétricas em maio e pela perspectiva de redução do consumo de energia elétrica no país.
Desde abril, a bandeira estava vermelha, o que representa um acréscimo de R$ 3 para cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.
A previsão da Aneel era que a bandeira tarifária vermelha patamar 1 continuasse em vigor até o fim do período seco, que vai até novembro.
O sistema de bandeiras tarifárias foi criado em 2015 como forma de recompor os gastos extras com a utilização de energia de usinas termelétricas, que é mais cara do que a de hidrelétricas.
A cor da bandeira é impressa na conta de luz (vermelha, amarela ou verde) e indica o custo da energia em função das condições de geração.
Quando chove menos, por exemplo, os reservatórios das hidrelétricas ficam mais vazios e é preciso acionar mais termelétricas para garantir o suprimento de energia no país.
Nesse caso, a bandeira fica amarela ou vermelha, de acordo com o custo de operação das termelétricas acionadas.
Segundo a Aneel, o sistema de bandeiras tarifárias sinaliza o custo real da energia gerada, possibilitando aos consumidores o uso consciente.
2 respostas
Alertado pelo Feijó , informo o nome da usina paradigmática com 40 km3 de volume util de reservatório: SERRA DA MESA
Dirão que tenho uma ideia fixa sobre o maior reservatório de acumulação (40 km3 uteis) do país. Confesso minha fixação
por este reservatório. Ele é uma espécie de microcosmo das cabeças operadoras com pouco interesse em serem mais precavidas na gestão dos reservatórios, sobretudo os maiores.