Clientes da Eletropaulo recebem cobrança indevida de seguro em conta de luz – G1

Análise do ILUMINA: Em função do estado de penúria do estado brasileiro, como já era esperado, vamos entrar numa nova onda de privatizações. Já tratamos desse assunto num artigo onde lembrávamos que:

“Ter atividades econômicas entregues ao estado ou ao setor privado é uma decisão que não deveria depender de uma conjuntura financeira, pois muitas outras considerações são necessárias para que se possa decidir que tipo de estado e de país teremos. O retorno desse tema vinte anos após com os mesmos condicionantes é um grave indício de que, até hoje, não entendemos o que está realmente envolvido nesse dilema.”

A notícia abaixo coloca um enigma para todos nós consumidores brasileiros. O assunto parece um golpe da empresa, mas é simplesmente a regulamentação frouxa do setor atuando em conjunto com uma agência reguladora omissa, capturada ou simplesmente incompetente.

Pasmem! A cobrança mostrada na reportagem é RECEITA da distribuidora. Como tal, é interesse da empresa, mas, dada as regras absolutamente anêmicas, a “prestadora de serviço público” não se responsabiliza. O consumidor não tem como não pagar, pois pode ter sua luz cortada.

A bagunça da foto, um poste da Eletropaulo, também é RECEITA das distribuidoras, que aluga seus postes para empresas de telefonia. Além de provocar perdas, apaguinho, a confusão encarece e torna arriscada e lenta a manutenção.

Independente do mérito da privatização de serviços públicos, a pergunta que o ILUMINA faz a seus leitores é:

O BRASIL SABE PRIVATIZAR EMPRESAS?


 

Por G1 São Paulo

 

Clientes da Eletropaulo estão recebendo a cobrança de seguros de vida e odontológicos junto com a conta de luz. As pessoas que receberam a cobrança junto com a fatura tentaram retirar, mas tiveram que pagar com medo de ficarem sem energia.

A dona de casa Ana Lúcia achou estranho o aumento no valor da conta de energia em janeiro. Até pensou que fosse culpa das luzes de natal, mas ao olhar a conta viu que era o um seguro de odontologia no valor de R$ 35,00.

Ela diz que nunca pediu o serviço AES Odonto e que ligou várias vezes à AEL.

Ao ligar novamente para a Eletropaulo, a Ana Lúcia recebeu o telefone da seguradora. Depois de 5 minutos esperando, a atendente falou que ela teria que esperar 5 dias úteis para ter devolvido o valor.

A regulamentação da Agência Nacional de Energia Elétrica diz que cobranças indevidas devem ter devolução em dobro dos valores pagos, mais os juros.

O representante comercial Agnaldo Valenti também recebeu a cobrança indevida. Na conta de energia dele de dezembro veio R$ 34,90 a mais por um seguro, o mesmo valor da AES Odonto. E ele recebeu até uma nota fiscal por email com o nome da empresa MetLife planos odontológicos e ligou para pedir explicações.

“Falaram que vão reembolsar, após 10 dias úteis. Como se a gente tivesse tempo pra buscar dinheiro que eles pegaram da gente”, reclama ele.

“Me senti indignado. lesado, roubado. Isso tem que acabar, não pode acontecer”, disse.

A AES Eletropaulo disse que o plano odontológico é oferecido pela MetLife e não por ela e que apenas disponibiliza a conta de luz como meio de pagamento. A Eletropaulo diz que o serviço de Ana Lúcia já foi cancelado e o valor vai ser devolvido pela MetLife na próxima conta.

Já sobre a cobrança de Agnaldo, a MetLife diz que programou a devolução do dinheiro. Segundo a empresa, os planos só são cobrados nas contas de energia com autorização do cliente e quem não reconhece ou se arrepende da contratação pode pedir o cancelamento.


 

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5 respostas

  1. gostaria de saber o que e a quem eu procure se eu tiver algum problema relacionado a este ramo aqui na cidade do rio de janeiro? ah saber também se é pago as pessoas que fazem ou melhor ajudam com isso

    ah amei o tema abordado e a psotagem por favor continuem sempre assim ,conteúdo de ótima qualidade por isso sempre entre aqui no site

  2. Não há o que discutir.

    É GOLPE.

    Cabe à Aneel defender os consumidores lesados, aplicando uma multa que cobre da concessionária pelo menos o dobro da quantia paga pelos consumidores para ressarci-los pelo dano financeiro e pelo dano moral.

    Cabe ao Procon atuar defendendo os direitos dos consumidores.

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