Comentário sobre a 8a. rodada de licitações da ANP


A notícia:

Gazeta Mercantil (Nacional) de 04/08/2006


Bacia de Campos pode ficar fora da 8a.Rodada de Licitação


O Ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, sugeriu, ontem, que a Bacia de Campos pode ficar fora da 8a.Rodada de Licitação de áreas de petróleo e gás promovida pela Agência Nacional do Petróleo (ANP). Garantida a auto-suficiência em óleo, o foco do governo, agora, será na produção de gás natural e petróleo leve, segundo adiantou o ministro … . O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) resolveu reduzir de 18 para 7 o número de bacias sedimentares que serão ofertadas ceste ano … .

A redução drástica não foi justificada ainda, mas, nos bastidores, comenta-se que a ala mais nacionalista do governo ganhou voz com a iminência das eleições.

Dois integrantes do CNPE informaram que não tomaram conhecimento da exclusão das 11 bacias. O MME, porém, informa que a retirada de áreas exploratórias foi decidida por consenso entre integrantes do CNPE e não se tratou de decisão individual. … O MME e a ANP informam que a lista das áreas que entrarão na licitação será divulgada em breve. A 8a. Rodada está marcada para o dia 28 de novembro próximo.



NOSSO COMENTÁRIO:

ANTES TARDE DO QUE NUNCA



A matéria publicada noGazeta e Mercantil, também foi assunto devários outros jornais nosúltimos dias, com comentários a favor e contraa retirada de áreas da Bacia de Campos, que estavam inicialmente previstas para serem leiloadas em novembro na próximaRodada da ANP.



Na visão dos contrários à retirada, a medida é ruim por ser “altamente negativa para os investidores”. Naopinião dos que concordam com aretirada dessas áreas, ela é boa porque pode ser interpretada como uma medida do governo por“necessidade de preservar áreas no Brasil para o futuro”.



O fato é que, a Bacia de Campos éárea das mais cobiçadas, e isso se deve ao fato de queo volume de descobertas de petróleo e gás naturalnessa região é significativo.



Portanto,se de fato forem confirmadas as notícias da retirada dessas áreas, “antes tarde do que nunca !”.



Pode ser que finalmente o Governo tenha percebido, que é no mínimo contraditório, continuar realizandoas licitações,eexportando nosso petróleo, quando as reservas mundiais estão em declínio, e no momento em que ele chega aos US$ 77 o barril e a previsão é de que rapidamentealcançará os US$ 100.


O Brasilpode ser amanhã o México de hoje.

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