Distribuidoras de energia elétrica federalizadas

DISTRIBUIDORAS FEDERALIZADAS  

OPORTUNIDADE DE CRIAR  EMPRESAS PÚBLICAS E CIDADÃS (*)

 

 

Surgem no ar do setor elétrico,  na baixa atmosfera do governo, idéias  sobre como resolver o problema da empresas distribuidoras federalizadas sob o controle da Eletrobrás.

 

Obviamente fala-se em privatização como o único caminho. Com algum molho de capital dos fundos de previdência, principalmente os grandes.  Mas entregando-as aos grupos privados, inclusive internacionais, que já atuam no país.

 

Também,  parece não passar na cabeça daqueles que decidirão o modelo, qualquer idéia mais inovadora. Muito menos começar por tirá-las  do modelo mercantil.

 

Qual seria a grande oportunidade?  Para começar, escolher um subconjunto de três a quatro dessas empresas iniciando um  projeto piloto que as levasse por caminhos que as tornassem realmente PÚBLICAS. Nem estatais nem privadas. Novamente recordando Betinho: PÚBLICAS e CIDADÃS.

Vamos às  premissas principais:

 

  Afastá-las  do modelo mercantil.

 

– Torná-las empresas de serviço publico.

 

– Não teriam um acionista controlador. Nessa condição a participação privada seria bem vinda.

 

– Os fundos de pensão seriam também bem vindos, desde que totalmente imunes a qualquer controle fisiológico e partidário.

 

– Ampliar o Conselho de Administração, com  participação que não dependeria da posse de ações, isto é, com  representantes das entidades do movimento social. Vedada a representação pessoal.

 

–  O Conselho estabeleceria critérios e diretrizes que balizassem as características objetivas (técnicas)   e subjetivas (competência para gestão, cultura, hábitos, comportamentos) para a ocupação dos cargos de diretoria. Para definir as características subjetivas não vislumbramos senão a análise da história de cada candidato, complementada por sabatina direta.

 

– O Conselho definiria as diretrizes e incentivos para participação acionária dos empregados.

 

– O Conselho elegeria a Diretoria.

 

  A cada biênio (ou qüinqüênio?) o CNPE, assessorado tecnicamente pela EPE, a ANEEL e o ONS,   analisaria  as empresas estabelecendo  mudanças e otimizações. Nessa mesma ocasião poderia  determinar que outras empresas federalizadas fossem incorporadas ao   novo modelo. E por que não, empresas de maior porte, estatais e privadas.

 

No país do qual se imita o que não vale a pena, há sistemas e modelos que valem a pena imitar. Basta visitar a Tennesse Valley Authority (TVA) e a Bonneville Power Administration (BPA) e algumas das cerca de 2000 concessionárias PÚBLICAS e CIDADÃS  municipais e pluri-municipais criadas desde os anos dez do século XX nos EUA.

Aliás, parafraseando o fado brasileiro, como seria bem vindo o setor elétrico brasileiro tornar-se um imenso TVA/BPA.

 

(*) Proposta coerente com os objetivos estatutários do Ilumina e diversas manifestações anteriores sobre o assunto.

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