Consórcio vencedor de Jirau (*)pretende reduzir mais custos com equipamentos
Grupo fechou contrato na sexta-feira passada, dia 16 de maio, com empresa coreana, que fornecerá equipamentos para subestação
Fábio Couto, da Agência CanalEnergia, de Brasília, Negócios
Segundo o presidente do consórcio, Victor-Frank Paranhos, a Cesb assinou na sexta-feira passada, dia 16 demaio,contrato com a empresa coreana Hyosung para aquisição de equipamentos de subestação blindada, por um custo estimado em 50% inferior ao previsto inicialmente pelo projeto. No entanto, comentou o executivo, o negócio só será validado com a construção, pela coreana, de uma fábrica de equipamentos no Brasil.
Ele contou ainda que está analisando qual será a configuração final de geração da usina, pois apesar de estar prevista a construção com 44 turbinas do tipo bulbo, o consórcio não descarta a aquisição de turbinas Kaplan. Paranhos ressaltou que as turbinas bulbo são mais baratas no preço final do que as Kaplan, mas poderá mudar de tipo de turbina se os custos adicionais (como casa de força) refletirem um custo final menor.
Além disso, comentou Paranhos, a construção da usina terá novo arranjo que implicaráredução de R$ 1 bilhão em custos. Ainda de acordo com o executivo, a idéia éprocurar o consórcio Madeira Energia – que arrematou Santo Antônio (RO, 3.150 MW) – para buscar sinergias que impliquem em redução de custos, como mitigação de impactos ambientais.
Financiamento – O Cesb também ratificou que terá o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social como financiador do projeto da usina. Segundo Paranhos, a entrada do banco como sócio estratégico não está descartada, mas o consórcio ainda não fechou questão sobre a entrada de novos parceiros no negócio. O executivo observou queestá sendo aguardada para os próximos dias a entrada de R$ 20 milhões para a formação da empresa e uma capitalização de R$ 230 milhões em junho, para fazer caixa, enquanto o consórcio aguarda o início dos trabalhos.
Paranhos contou ainda que não teve tempo de analisar uma possível entrada da Caixa Econômica Federal no negócio, com montante financeiro da ordem de R$ 4 bilhões oriundos do fundo de investimento lastreado em recursos no Fundo de Garantia. “Ainda não tivemos tempo de avaliar”, explicou. Também não está descartada a negociação com outros financiadores. “Desde que com taxas mais baixas e prazo mais longo, estamos abertos à negociação”, afirmou.
(*)Oconsórcio Energia Sustentável do Brasil é formado pelas empresas:
Suez Energy South América Participações Ltda. (50,1%); Camargo Corrêa Investimentos em Infra-Estrutura S/A (9,9%); Eletrosul Centrais Elétricas S/A (20%) e Companhia Hidro Elétrica do São Francisco – Chesf (20%).