Opinião do leitor


ACONTECIMENTOS NADA INÉDITOS NO PAÍS PINDORAMA




Afinal a democracia consolidou-se no enorme país Pindorama. Era o que todos propalavam nos últimos anos. Mas, passavam totalmente despercebidos de todos, até da imprensa de todos os tamanhos, alguns detalhes e sintomas que definimos como muito perniciosos. Detalhes derivados de algumas seqüelas comportamentais e ideológicas de uma parte – digamos, com otimismo, até minoritária, do grupo que detém o macro-poder naquele país influenciando com muita força o governo do país. Seqüelas de conceituações políticas que aquela parte não consegue eliminar do seu dia-a-dia no poder ao lidarem com uma sociedade desejosa de mecanismos e instrumentos de participação direta e não somente através de representantes em câmaras legislativas necessárias, mas muito pouco suficientes.


Enfim, continuaram dedicados à crença que estado democrático e centralismo democrático são conceitos sem mácula. Execram todos que afirmam que esses conceitos são anti-pleonasmos. Descartam qualquer possibilidade de entrarem no mérito da imensa diferença entre os conceitos de hierarquia de poderes e hierarquia de autonomias. E as vantagens, ai sim democráticas, do último. No período em que militavam no campo do socialismo (ir)real parecem ter congelado seus íntimos políticos adotando como prioridade a ávida busca de poder e sua preservação.


Se tivessem adotado posturas libertárias durante sua militância no novo partido – o PTIP – Partido dos Trabalhadores Independentes de Pindorama – quando já entravam na meia idade, o cenário da democracia consolidada com que inicia este texto, ai sim, estaria no bom caminho da longa busca dialética da utopia.


Concluímos com um só do que denominamos acima, no plural, de detalhes e sintomas perniciosos. Ressaltamos um só. O mais terrível e o mais esclarecedor! A listagem negra de pessoas, não somente aquelas que esse grupo de poder sempre considerou inimigos de direita ou da onda neoliberal (cooptáveis) mas principalmente e prioritariamente aqueles companheiros que já eram libertários quando se engajaram com esperança cândida no PTIP em sua origem, ou que se libertaram da religiosidade da esquerda totalitária e juntaram-se aos primeiros diagnosticando com precisão a característica de raiz do grupo: hábitos e costumes totalitários de comportamento e ação. Alguns resumem como stalinismo, boa compactação e paradigma num só e brutal ditador, esquecendo de considerar o batalhão de protagonistas ativos desde o século XIX, mas sobretudo ao longo do inesquecível século XX.



O. Goatbranchson


Isle of Jura – Escócia


15/05/2008

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